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Menino de 1 ano que morreu após ser picado por aranha é enterrado em Atibaia; ‘Todo dia me abraçava’, diz avô

Menino de 1 ano morre após picada de aranha no interior de SP: 'Em segundos', diz pai Foi enterrado nesta terça-feira (23), em Atibaia (SP), o menino Arthur Matias de Souza, de 1 ano, que morreu após, segundo a família, ser picado por uma aranha. Durante a despedida, o avô da criança, Antônio Marco, lembrou com emoção da convivência com o neto. “Todo dia me abraçava, todo dia me dava beijo. Vovô,

Por Redação Publicado em 23 de setembro de 2026 às 19:13 5 min de leitura

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Menino de 1 ano que morreu após ser picado por aranha é enterrado em Atibaia; ‘Todo dia me abraçava’, diz avô
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Menino de 1 ano morre após picada de aranha no interior de SP: 'Em segundos', diz pai

Foi enterrado nesta terça-feira (23), em Atibaia (SP), o menino Arthur Matias de Souza, de 1 ano, que morreu após, segundo a família, ser picado por uma aranha. Durante a despedida, o avô da criança, Antônio Marco, lembrou com emoção da convivência com o neto.

“Todo dia me abraçava, todo dia me dava beijo. Vovô, vamos jogar bola. Vovô, eu te amo. Ele já falava quase tudo. Foi uma coisa que partiu meu coração.”

Segundo a família, Arthur foi picado por uma aranha na tarde de segunda-feira (22), no sítio onde morava com os pais, na região do bairro do Portão, em Atibaia.

A declaração de óbito aponta como causa da morte “edema de glote”, um inchaço na região da laringe que pode bloquear a passagem de ar.

Após a picada, o menino foi levado para a Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro do Portão, que era a unidade de saúde mais próxima da residência da família.

A Prefeitura de Atibaia informou que a enfermeira da unidade acompanhou pessoalmente a criança e os familiares diante da gravidade do quadro.

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Arthur Matias da Sousa, de 1 ano, morreu após, segundo a família, ser picado por uma aranha em Atibaia.

Reprodução/cedida família

Atendimento

Segundo a Prefeitura de Atibaia, a enfermeira sabia que a Santa Casa de Atibaia é a unidade de referência para casos de acidentes com animais peçonhentos.

A administração municipal afirmou, no entanto, que, diante da extrema gravidade do estado da criança e da necessidade de atendimento imediato, a decisão, tomada junto à família, foi buscar atendimento na unidade de urgência mais próxima, a UPA de Terra Preta, em Mairiporã.

Ainda segundo a prefeitura, naquele momento, a avaliação foi de que aguardar o SAMU ou realizar um deslocamento mais longo poderia retardar uma intervenção necessária à criança.

O pai de Arthur, Marcondes Matias da Silva, contou que uma funcionária da unidade orientou a família a levar o menino para a UPA de Terra Preta.

“Aí a moça que trabalha lá pegou e falou: vamos levar para o mais próximo, que é a UPA de Terra Preta.”

Segundo o pai, aproximadamente uma hora após dar entrada na UPA, Arthur morreu.

Ainda por meio de nota, a prefeitura de Atibaia afirmou que "a decisão foi tomada diante da situação clínica apresentada naquele momento, com o objetivo de garantir atendimento imediato à criança".

Em nota, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado de São Paulo afirmou que o caso esta so investigação.

O CVE afirmou também que "a rede de atendimento soroterápico é organizada e distribuída estrategicamente, de acordo com os tipos de acidentes e as necessidades epidemiológicas de cada território, com o objetivo de reduzir o tempo entre a picada e o início do tratamento".

As unidades de referência com soros antivenenos pode ser conferida no site do CVE.

Mairiporã

Em nota, a Prefeitura de Mairiporã informou que recebeu a criança em estado grave e que três médicos realizaram todos os procedimentos possíveis.

A prefeitura informou ainda que Mairiporã conta com três unidades emergenciais preparadas para atendimentos de urgência: a UPA de Terra Preta, o Hospital de Clínicas Anjo Gabriel, voltado ao público adulto, e o Hospital Nossa Senhora do Desterro, destinado ao atendimento infantil.

Segundo a administração municipal, a quantidade e os tipos de soros antipeçonhentos são definidos e distribuídos exclusivamente pelo Governo do Estado de São Paulo.

Atualmente, de acordo com a prefeitura, o Estado disponibiliza ao município uma cota de soro escorpiônico. A administração informou que essa cota foi destinada ao Hospital Nossa Senhora do Desterro, priorizando o atendimento infantil.

A Prefeitura de Mairiporã também afirmou que já notificou e cobrou formalmente o Governo do Estado para ampliar a cobertura no município.

Segundo a administração, o protocolo municipal orienta que pessoas com suspeita ou confirmação de picada de animal peçonhento sejam encaminhadas prioritariamente ao Hospital de Clínicas Anjo Gabriel, no caso de adultos, ou ao Hospital Nossa Senhora do Desterro, no caso de crianças.

A prefeitura informou ainda que, nos casos que necessitam de outros tipos de soro, a equipe médica deve estabilizar o paciente e acionar a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS) para transferência para uma unidade de referência regional.

Família questiona atendimento

O pai de Arthur questiona a estrutura de atendimento disponível para moradores de áreas rurais e defende que haja uma unidade de saúde mais próxima e preparada para esse tipo de ocorrência.

“Devia ser lei ter uma unidade próxima com soro, antídoto, pra quem mora em área rural, porque a distância é muito grande. Foi o que determinou a morte do meu filho.”

A Prefeitura de Atibaia afirmou que a decisão de encaminhar a criança para a UPA de Terra Preta foi tomada diante da gravidade do quadro e com o objetivo de garantir atendimento imediato.

A administração municipal lamentou profundamente a morte da criança e afirmou que permanece à disposição para os esclarecimentos necessários.

Menino de 1 ano e 10 meses morre após ser picado por aranha em Atibaia, SP

Reprodução/TV Vanguarda

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