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Menino de 12 anos desenvolve cápsula ecológica com resíduos de cana-de-açúcar em Macapá

As etapas e mostras do projeto da eco cápsula de cana-de-açúcar Rede Amazônica O jovem pesquisador Benjamin Pereira de Brito, de 12 anos, criou uma eco cápsula com resíduos de cana-de-açúcar em Macapá. O projeto usa fibras do material para proteger sementes e ajudar no crescimento das plantas. A ideia surgiu depois que Benjamin leu na internet sobre a produção de cana-de-açúcar no Brasil. Com orie

Por Redação Publicado em 18 de setembro de 2026 às 08:00 3 min de leitura

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Menino de 12 anos desenvolve cápsula ecológica com resíduos de cana-de-açúcar em Macapá
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As etapas e mostras do projeto da eco cápsula de cana-de-açúcar

Rede Amazônica

O jovem pesquisador Benjamin Pereira de Brito, de 12 anos, criou uma eco cápsula com resíduos de cana-de-açúcar em Macapá. O projeto usa fibras do material para proteger sementes e ajudar no crescimento das plantas.

A ideia surgiu depois que Benjamin leu na internet sobre a produção de cana-de-açúcar no Brasil. Com orientação da professora Soraya Cristina Leal, do Instituto Nacional Leva Ciência, ele transformou a ideia em um projeto científico.

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Segundo Benjamin, a proposta foi dar uma nova utilidade às fibras que seriam descartadas e associar o reaproveitamento do material ao plantio de novas espécies.

“Eu li um artigo na internet em 2024 que dizia que o Brasil era um dos maiores produtores de açúcar do mundo. Então eu pensei em reutilizar essa cana para construir uma eco cápsula que ia proteger as sementes e ajudar o meio ambiente, fazendo com que elas cresçam mais saudáveis e com várias fibras”, contou.

No ciclo 2024/25, o Brasil produziu cerca de 676 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para a safra 2026/2027, a previsão é de crescimento de 4,7%, para 705,2 milhões de toneladas.

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Projeto passou pela fase de testes

Benjamin realizou testes em laboratório para avaliar a eficiência do projeto. Ele também verificou se o material poderia causar impactos no solo ou no meio ambiente.

Com a ajuda da professora, Benjamin plantou mudas e doou parte das cápsulas para a 22ª Brigada de Infantaria de Selva. A iniciativa permitiu que ele testasse a aplicação da eco cápsula na prática.

“Me senti muito feliz com os resultados porque é uma forma de contribuir com o planeta Terra e fazer com que a gente consiga sobreviver mais nele”.

Agora, Benjamin estuda novas formas de plantio e testa o material em diferentes tipos de solo e condições ambientais. A ideia é descobrir até que ponto a eco cápsula pode ser uma alternativa para pequenas áreas de reflorestamento.

Cápsula ecológica com resíduos de cana de açúcar

Rede Amazônica

Para a professora Soraya Cristina Pereira Leal, projetos científicos ajudam crianças e adolescentes a desenvolver a curiosidade e a buscar soluções para problemas do cotidiano.

“Quando ele crescer, com a eco cápsula espalhada por áreas degradadas, ele vai olhar e vai dizer: ‘Eu contribuí para o meio ambiente, eu contribuí para combater o efeito estufa e a poluição'. Foi a partir de um projeto que muitas pessoas não valorizam, mas que ainda contribui para o nosso planeta”.

Com os estudos, Benjamin já conquistou premiações, participou de congressos e esteve em feiras científicas em vários estados, como Pernambuco e Rio Grande do Sul.

A pesquisa também garantiu ao estudante uma credencial para participar de um evento científico no Kuwait, país localizado no Oriente Médio.

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