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'Meu coração está estraçalhado', diz mãe de mulher trans espancada em praça no interior de SP

Mãe de mulher trans espancada em Barretos, SP, vive angústia pelo estado da filha A pensionista Marisa dos Santos Oliveira fala do sofrimento de ver a filha, Jade, entre a vida e a morte após ser brutalmente espancada na madrugada de segunda-feira (12), nos arredores da Praça São Benedito, em Barretos (SP). "Meu coração está estraçalhado. Todo mundo está triste pelo que ele está passando. Foi uma

Por Redação Publicado em 16 de outubro de 2026 às 00:00 5 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

'Meu coração está estraçalhado', diz mãe de mulher trans espancada em praça no interior de SP
Publicado originalmente por [fonte]

Mãe de mulher trans espancada em Barretos, SP, vive angústia pelo estado da filha

A pensionista Marisa dos Santos Oliveira fala do sofrimento de ver a filha, Jade, entre a vida e a morte após ser brutalmente espancada na madrugada de segunda-feira (12), nos arredores da Praça São Benedito, em Barretos (SP). "Meu coração está estraçalhado. Todo mundo está triste pelo que ele está passando. Foi uma covardia. Tudo o que eu peço é justiça”, diz. Jade é uma mulher trans de 43 anos. Ela está internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Barretos.

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A pensionista Marisa dos Santos Oliveira chora pela filha internada após ser espancada em Barretos, SP

Cacá Trovó/EPTV

Ela foi socorrida depois que um motorista de aplicativo que testemunhou as agressões acionou a Polícia Militar e foi à delegacia buscar ajuda.

O agressor é o lavrador Adilson Pereira. De acordo com a Polícia Civil, ele confessou o crime e disse que agiu porque Jade havia furtado o celular dele. O delegado responsável pelo caso, Guilherme Carvalho de Oliveira, disse que o lavrador não demonstrou arrependimento. Ele teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça.

A defesa de Pereira não foi localizada para comentar o assunto até a última atualização desta matéria.

Jade foi espancada no meio da rua em Barretos, SP

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Sofrimento

Abalada, Marisa conta que a filha já enfrentou momentos difíceis e chegou a ficar internada por 45 dias após sofrer um grave acidente. Agora, a família revive a angústia de vê-la lutar pela vida em um hospital.

"É muito sofrimento porque ele já passou por muitas coisas na vida. Ele já passou por um acidente que ficou aqui no hospital entre a vida e a morte. Ele não ataca ninguém, ele não ataca ninguém", desabafa.

Segundo a mãe, o acidente deixou sequelas permanentes em Jade, com limitações nos movimentos de um dos braços e de uma das pernas. Para Marisa, a condição da filha torna ainda mais doloroso o episódio de violência.

"Ele ficou com uma deficiência no braço, ficou com uma deficiência na perna. Ele não dá conta de chegar e dar um empurrão em você, entendeu? Então, o que ele está passando, o que ele está sofrendo lá, ele não merecia estar por isso."

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Imagens chocantes

Câmeras de segurança registraram a brutalidade do ataque contra Jade (assista acima). As imagens mostram o momento em que ela, já caída no chão, praticamente imóvel, recebeu vários chutes na cabeça e pisões no peito. Ela chegou a ser sufocada por Pereira, que aparece sem camisa, e recebeu socos de outro homem, ainda não identificado pela polícia.

Pelo áudio da câmera é possível ouvir Pereira acusando a vítima de ter furtado um celular.

Marisa nega que Jade tenha furtado o objeto do agressor. “Não roubou o celular de ninguém”. Agressores impediram passagem de carros

O motorista de aplicativo que ajudou a socorrer Jade conta que um dos homens se posicionou na esquina para impedir que os carros passassem pelo local. Com um tijolo nas mãos, ele desafiou as pessoas que presenciavam o crime a chamar a polícia.

"Ele desafiou, falou: 'Olha, vocês podem chamar a Polícia Militar porque vocês não vão passar aqui'", diz o motorista, que prefere não ser identificado. Outro veículo também precisou dar marcha à ré porque os agressores bloquearam a rua.

O lavrador Adilson Pereira preso por espancar mulher trans no meio da rua em Barretos, SP

Reprodução

Na terceira tentativa de passar pela região, o motorista conseguiu deixar os passageiros na Rua 28. Ao retornar ao local da agressão, os homens já tinham saído e a mulher permanecia caída no asfalto, cercada de sangue.

"Eu fui correndo até a delegacia e pedi socorro. E foi quando eles agiram de forma rápida. Quando eu cheguei lá, em dois minutos, a viatura chegou com um dos agressores, que é o que estava mais alterado."

Segundo o motorista, o lavrador demonstrou frieza ao chegar à delegacia e afirmou aos policiais que continuaria agredindo a mulher se não tivesse sido interrompido.

O caso foi registrado na Polícia Civil como tentativa de homicídio. A Polícia Civil busca informações que possam levar ao paradeiro do segundo homem envolvido no ataque.

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