MP-SP recorre de decisão que mandou soltar bombeiro acusado de matar estudante de Medicina em Taubaté
Bombeiro Marcos Fujarra e estudante Bruno Hashimura, morto a tiros em Taubaté. Foto 1: Reprodução/TV Vanguarda. Foto 2: Reprodução/Unama Santarém O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) recorreu da decisão que concedeu liberdade provisória ao bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, acusado de matar a tiros o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, durante uma di
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Bombeiro Marcos Fujarra e estudante Bruno Hashimura, morto a tiros em Taubaté.
Foto 1: Reprodução/TV Vanguarda. Foto 2: Reprodução/Unama Santarém
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) recorreu da decisão que concedeu liberdade provisória ao bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, acusado de matar a tiros o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, durante uma discussão de trânsito em Taubaté, na última quarta-feira (30).
O recurso foi protocolado nesta quinta-feira (1º) e a Promotoria pede que a Justiça determine a prisão preventiva do investigado, que responde por homicídio qualificado. O pedido ainda precisa ser analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e não tem data para acontecer.
Na audiência de custódia, realizada também nesta quinta-feira, a Justiça concedeu liberdade provisória ao bombeiro, mediante o cumprimento de medidas cautelares. Entre elas estão o comparecimento periódico em juízo, o recolhimento domiciliar noturno em finais de semana e folgas e a proibição de contato com familiares da vítima.
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Ele também está proibido de deixar a comarca sem autorização judicial e teve o porte de arma suspenso, além de ter sido afastado das atividades operacionais.
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Versões diferentes
No recurso, o Ministério Público destacou o depoimento de uma testemunha protegida que presenciou o crime. Segundo o relato, o bombeiro desceu do Jeep Renegade, se aproximou do carro do estudante e bateu no vidro da porta do motorista, primeiro com as mãos e depois com as cotoveladas, até quebrá-lo.
Ainda segundo a testemunha, o estudante permaneceu dentro do carro, sem fazer ameaças ou movimentos de agressão. Depois de quebrar o vidro, o bombeiro teria sacado uma arma e efetuado os disparos contra o jovem.
A versão é diferente da apresentada pelo investigado e pela defesa. Marcos Paulo afirmou à polícia que acreditou estar diante de uma tentativa de assalto e que atirou depois que o estudante teria avançado contra ele com uma faca.
O advogado do bombeiro também sustentou que o cliente agiu em legítima defesa, após interpretar a situação como uma ameaça.
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Estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, morreu após ser baleado durante uma discussão de trânsito em Taubaté.
Arte g1
Ao recorrer da decisão, o MP argumentou que a gravidade concreta do crime e a forma como os disparos foram efetuados justificam a prisão preventiva. A Promotoria também apontou o risco à ordem pública e a necessidade de garantir o andamento das investigações.
O órgão afirma que os disparos foram efetuados em uma das principais avenidas da cidade, em horário de grande circulação de veículos e pedestres, o que teria colocado outras pessoas em risco.
"Não se trata, portanto, de ação impulsiva ou meramente reativa, mas de uma resposta absolutamente desproporcional a um conflito corriqueiro, exteriorizando acentuada periculosidade e absoluto desprezo pela vida humana", disse o promotor Brenno Arruda Sobreira de Siqueira Figueiredo.
O MP também contestou a alegação de legítima defesa apresentada pelo investigado e afirmou que os elementos reunidos até o momento são incompatíveis com essa versão.
A Promotoria pediu, em caráter de urgência, que a decisão que concedeu liberdade provisória seja suspensa e que a prisão preventiva seja decretada.
Investigação
A dinâmica do que aconteceu quando os dois carros pararam no semáforo ainda é investigada. A defesa do bombeiro afirma que ele agiu em legítima defesa após ser ameaçado com um objeto que parecia ser uma arma.
"A polícia judiciária ainda está em diligências por testemunhas, por câmeras do trajeto dos locais dos fatos, pra poder elucidar aí também a nossa tese de legítima defesa", afirmou o advogado Claudio Rodrigues Moreira.
Estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano corre após ser baleado por bombeiro em Taubaté
Reprodução
Uma testemunha ouvida pela polícia apresentou uma versão diferente. Segundo o depoimento, o bombeiro teria ido até o carro de Bruno, quebrado o vidro e efetuado os disparos, sem que houvesse uma ameaça. A família de Bruno contesta a versão apresentada pela defesa.
"Ele tava voltando da faculdade, ele estudava... era isso. Família que amava ele. Vai trazer de volta? Não vai. Ele não matou meu primo, ele matou a família inteira", disse Felipe San Juliano, primo de Bruno.
A investigação deve analisar imagens de câmeras de segurança e ouvir testemunhas para esclarecer a dinâmica da ocorrência.
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