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MPRJ investiga crescimento patrimonial de empresas ligadas a Douglas Ruas

MPRJ investiga crescimento patrimonial de empresas ligadas a Douglas Ruas O Ministério Público do Rio (MPRJ) abriu uma investigação a partir de uma denúncia contra o candidato ao governo do estado Douglas Ruas (PL). Os promotores apuram o crescimento patrimonial de empresas ligadas a ele. A investigação do MPRJ que envolve Douglas Ruas, revelada pelo jornal O Globo, tramita em sigilo no Tribunal d

Por Redação Publicado em 1 de outubro de 2026 às 19:39 5 min de leitura

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MPRJ investiga crescimento patrimonial de empresas ligadas a Douglas Ruas
Publicado originalmente por [fonte]

MPRJ investiga crescimento patrimonial de empresas ligadas a Douglas Ruas

O Ministério Público do Rio (MPRJ) abriu uma investigação a partir de uma denúncia contra o candidato ao governo do estado Douglas Ruas (PL). Os promotores apuram o crescimento patrimonial de empresas ligadas a ele.

A investigação do MPRJ que envolve Douglas Ruas, revelada pelo jornal O Globo, tramita em sigilo no Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). O RJ2 teve acesso à portaria de instauração de Procedimento Investigatório Criminal, de 15 de julho deste ano.

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O candidato ao governo do RJ Douglas Ruas (PL)

Reprodução/TV Globo

O MPRJ apura o que classifica como um crescimento patrimonial e financeiro abrupto de empresas ligadas ao deputado estadual: a Saur Construção, Terraplanagem e Locação, uma construtora, e a DM Invest Consultoria e Participações, uma administradora financeira.

Segundo o documento, esse crescimento coincidiu com a ascensão política dele e de seu pai, Capitão Nelson, prefeito de São Gonçalo.

Ainda de acordo com o MPRJ, há suspeitas de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e crimes licitatórios. O órgão confirmou que Douglas Ruas tem vínculo societário com a Saur e a DM.

A apuração começou depois de uma denúncia anônima apresentada ao MPRJ. De acordo com o Ministério Público, foram reunidos elementos suficientes para a instauração de investigação formal.

Entre eles, informações sobre pessoas que estariam atuando na engrenagem criminosa noticiada, inclusive com a apuração de possível contratação fraudulenta.

Douglas Ruas, que é candidato ao governo do estado pelo PL, foi secretário estadual das Cidades do ex-governador Cláudio Castro.

Uma auditoria da atual gestão do Palácio Guanabara sobre contratos feitos na época em que Ruas comandava a secretaria também faz parte da investigação do Ministério Público.

A auditoria identificou contratos que somam R$ 702 milhões com consórcios liderados pela FP Vieira Engenharia.

Em um deles, a FP Vieira subcontratou a Mineração Santa Edwiges, da família do deputado federal Altineu Côrtes, presidente do PL no Rio.

O deputado federal Altineu Côrtes

Reprodução/TV Globo

O Ministério Público afirma no documento que há uma ligação entre as famílias de Douglas Ruas e de Altineu Côrtes.

Um imóvel no município de São Gonçalo comprado pelas empresas Saur Construção, Terraplanagem e Locação e Normandia Empreendimentos e Participações seria outro elo.

A empresa Saur está no nome de Douglas Ruas e de Capitão Nelson. Segundo o MPRJ, as movimentações referentes a escrituras de compra e venda de imóveis da Saur, entre 2023 e 2025, somam o montante de mais de R$ 12 milhões.

Três deles, juntos, somam R$ 7,4 milhões. Dois estão localizados em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e outro em São Gonçalo, na Região Metropolitana. Ainda de acordo com o MP, esse imóvel em São Gonçalo da Saur aparece em sociedade com a empresa Normandia Empreendimentos e Participações, que pertence ao deputado federal Altineu Côrtes.

Além de presidente estadual do PL, ele é deputado federal e tem foro privilegiado.

Por isso, o caso foi remetido também à Procuradoria-Geral da República para avaliar se há existência ou não de fato atribuível ao deputado federal que justifique competência originária do Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar na Suprema Corte.

“Os fatos mencionados foram entregues ao MP depois que eu fui anunciado como pré-candidato a governador, e eu confio no trabalho do MP. As informações chegam, eles vão fazer apuração, mas até o presente momento eu não fui notificado pra prestar quaisquer esclarecimentos”, disse Douglas Ruas.

“Recentemente, sobre os mesmos fatos, o MP arquivou um outro procedimento investigatório sem sequer pedir qualquer esclarecimento a mim porque verificou se tratar de fatos inverídicos. E tenho certeza de que esse outro procedimento aberto terá o mesmo desfecho. Em breve será arquivado porque vai se chegar à conclusão de que se trata de mentiras e ataques da velha política a minha candidatura a governador”, disse o candidato. “Eu nunca respondi a nenhum processo criminal, tenho zero processos, nunca precisei contratar um advogado criminal pra responder por qualquer ato praticado à frente da gestão pública”, acrescentou.

Douglas Ruas

Reprodução/TV Globo

O que dizem os citados A assessoria da Prefeitura de São Gonçalo afirmou que não responde demandas de cunho político ou pessoal do prefeito Capitão Nelson. O RJ2 pediu um posicionamento ao prefeito, mas não teve retorno.

O deputado Altineu Côrtes informou que a Mineradora Santa Edwiges nunca forneceu para a Secretaria das Cidades e para nenhum órgão público. Disse ainda que no mercado privado a mineradora pratica preços abaixo da tabela do Tribunal de Contas do Estado. Altineu informou ainda que o terreno foi adquirido por empresas privadas e antes do deputado Douglas Ruas ser secretário das Cidades e no local onde a secretaria não realizou nenhuma obra.

O RJ2 não teve resposta da empresa FP Vieira. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.

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