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MS era base de esquema que movimentou R$ 300 milhões em perfumes árabes com ajuda de influencers

Operação mira grupo ligado a perfumes árabes que movimentou R$ 300 milhões Perfumes árabes que entravam clandestinamente no Brasil pela região de fronteira em Mato Grosso do Sul eram armazenados em depósitos e depois distribuídos para diferentes regiões do país. Para chegar aos consumidores, o grupo investigado usava redes sociais, marketplaces e plataformas de comércio eletrônico, além de contar

Por Redação Publicado em 22 de setembro de 2026 às 14:34 4 min de leitura

Conteúdo de G1ler no site de origem

MS era base de esquema que movimentou R$ 300 milhões em perfumes árabes com ajuda de influencers
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Operação mira grupo ligado a perfumes árabes que movimentou R$ 300 milhões

Perfumes árabes que entravam clandestinamente no Brasil pela região de fronteira em Mato Grosso do Sul eram armazenados em depósitos e depois distribuídos para diferentes regiões do país. Para chegar aos consumidores, o grupo investigado usava redes sociais, marketplaces e plataformas de comércio eletrônico, além de contar com a divulgação feita por influencers, segundo as investigações da Receita Federal e dos Ministérios Públicos Federal e de Mato Grosso do Sul.

O esquema é alvo da Operação Perfume de Mulher, deflagrada nesta terça-feira (22), com 16 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco. Uma pessoa apontada como responsável pela coordenação das atividades também teve a prisão determinada pela Justiça.

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De acordo com os investigadores, os produtos eram comprados no Paraguai e entravam no Brasil de forma irregular por Ponta Porã (MS). Depois, os perfumes eram levados para depósitos clandestinos.

Inicialmente, segundo a investigação, a estrutura de armazenamento ficava em Campo Grande. Com o crescimento da operação, outros centros de distribuição passaram a funcionar em São Paulo e Pernambuco.

A partir desses locais, os produtos eram enviados para consumidores e revendedores de diferentes estados.

Grupo se apresentava como referência em perfumaria árabe

Nas redes sociais e em um dos sites usados pelo grupo, os investigados se apresentavam como uma grande referência na venda de perfumes árabes no Brasil. A empresa também teria uma rede de revendedores espalhada pelo país.

A divulgação dos produtos era feita principalmente pela internet, segundo os investigadores. Influencers também teriam participado da promoção dos perfumes para alcançar mais consumidores.

Local onde um dos mandados é cumprido na capital

Caio Tumeleiro / Reprodução

Apesar da aparência de um comércio regular, as investigações apontam que o grupo utilizava documentos para tentar dar legalidade às mercadorias que haviam entrado no país de forma irregular.

Entre as irregularidades identificadas estão notas fiscais consideradas inidôneas e declarações de conteúdo falsas.

Os investigadores também encontraram diversas empresas ligadas ao grupo. Segundo a apuração, algumas delas seriam usadas para movimentar dinheiro e esconder o verdadeiro patrimônio dos envolvidos.

Mais de 20 apreensões

A investigação começou a partir de ações realizadas entre 2024 e 2026. Nesse período, mais de 20 apreensões foram relacionadas ao grupo.

Uma das maiores ocorreu em outubro de 2025, quando foram apreendidos aproximadamente R$ 10 milhões em perfumes importados irregularmente.

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A análise das movimentações financeiras também levou os investigadores a identificar mais de R$ 300 milhões movimentados em contas bancárias relacionadas aos investigados.

Segundo a Receita e os Ministérios Públicos, há ainda indícios de que o grupo utilizava criptomoedas para negociar com fornecedores no exterior.

Bens podem ser apreendidos até R$ 100 milhões

Além dos mandados de busca, a Justiça Federal autorizou a apreensão de bens ligados aos investigados até o limite de R$ 100 milhões. A medida também inclui criptoativos.

A decisão é da 3ª Vara Federal de Campo Grande.

A operação reúne 50 auditores-fiscais e analistas tributários da Receita Federal, 50 integrantes do Ministério Público Federal e 30 integrantes do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Segundo os órgãos, esta é a primeira operação realizada em Mato Grosso do Sul com a participação conjunta da Receita Federal, do GAECO do Ministério Público Federal e do GAECO do Ministério Público Estadual.

As investigações apuram suspeitas de descaminho, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

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