Ir para o conteúdo principal
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
AGORA RIO
Cidades

Mulher que aplicou injeção contra queda de cabelo em cliente no DF não é biomédica, diz conselho; vítima morreu horas depois

Polícia investiga morte de professora após procedimento estético A mulher que se apresentou como biomédica à família de uma professora que morreu após receber uma injeção para tratar queda de cabelo não tem registro profissional, segundo o Conselho Federal de Biomedicina (CFBM). Segundo o conselho, Valéria Rodrigues de Sousa da Silva não está autorizada a atuar como biomédica, nem a fazer procedim

Por Redação Publicado em 14 de setembro de 2026 às 17:08 3 min de leitura

Conteúdo de G1ler no site de origem

Mulher que aplicou injeção contra queda de cabelo em cliente no DF não é biomédica, diz conselho; vítima morreu horas depois
Publicado originalmente por [fonte]


Polícia investiga morte de professora após procedimento estético

A mulher que se apresentou como biomédica à família de uma professora que morreu após receber uma injeção para tratar queda de cabelo não tem registro profissional, segundo o Conselho Federal de Biomedicina (CFBM).

Segundo o conselho, Valéria Rodrigues de Sousa da Silva não está autorizada a atuar como biomédica, nem a fazer procedimentos estéticos ou aplicações injetáveis como profissional da área.

🔎 Para atuar como biomédico esteta, é preciso ter formação em Biomedicina, habilitação em Biomedicina Estética e registro regular no conselho regional. É esse registro que permite a fiscalização do profissional.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp.

Em nota, o CFBM informou que, como Valéria não é inscrita em nenhum Conselho Regional de Biomedicina, ela também não pode ser alvo de um processo ético-disciplinar do conselho.

De acordo com a entidade, entre os procedimentos autorizados para biomédicos estetas estão algumas aplicações de substâncias para fins estéticos, inclusive por via intramuscular.

Mas, para isso, o profissional precisa estar devidamente habilitado e regularizado.

Os locais onde esses procedimentos são realizados também precisam seguir regras sanitárias e ter a documentação exigida pelos órgãos responsáveis.

No caso de Lidiane Gomes de Souza Alves, de 50 anos, a aplicação foi feita em um salão de beleza em Ceilândia.

A professora passou mal horas depois do procedimento e morreu após sofrer paradas cardíacas.

Mulher morre após tomar injeção para queda de cabelo no DF

Globo/Reprodução

Espaço também não tinha registro

Segundo a Secretaria de Saúde, o endereço onde funcionava o salão não tinha licença sanitária nem cadastro na Vigilância Sanitária.

O imóvel é registrado como residencial e não tinha autorização para atividades comerciais de saúde ou estética.

A Polícia Civil investiga o caso como eventual homicídio culposo e exercício ilegal de atividade de saúde. Os policiais recolheram os frascos do suposto complexo vitamínico usado na aplicação.

O material será analisado e a polícia aguarda os laudos do Instituto Médico-Legal (IML) e do Instituto de Criminalística para esclarecer a causa da morte e as circunstâncias do procedimento.

A reportagem tentou contato com a dona do salão, mas não recebeu resposta.

Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Leia mais