Netanyahu diz ser cedo para apontar responsáveis por incidente com avião; Flydubai suspende voos para Israel
Homem que ajudou a impedir tragédia em avião para Israel foi recebido como herói por Netanyahu Reuters O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que ainda é cedo para determinar quem está por trás do incidente envolvendo um avião da Flydubai que fazia a rota entre Dubai e Tel Aviv. A declaração foi dada após o copiloto da aeronave esfaquear o piloto durante um voo na quarta-feira
Conteúdo de G1 — ler no site de origem
Homem que ajudou a impedir tragédia em avião para Israel foi recebido como herói por Netanyahu
Reuters
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que ainda é cedo para determinar quem está por trás do incidente envolvendo um avião da Flydubai que fazia a rota entre Dubai e Tel Aviv. A declaração foi dada após o copiloto da aeronave esfaquear o piloto durante um voo na quarta-feira (30).
O avião foi desviado para a Arábia Saudita e pousou em segurança na cidade de Tabuk. O avião perdeu o controle e despencou mais de 4 mil metros em cerca de 30 segundos, e só não caiu matando os 180 passageiros devido à ação de quatro personagens.
Netanyahu também adotou cautela ao ser questionado sobre uma possível participação do Irã. “Vamos chegar à origem desse agressor, independentemente de ele ter cúmplices ou não”. No entanto, ele advertiu que “era cedo demais para dizer algo” quando questionado se havia alguma indicação de envolvimento iraniano", disse o primeiro-ministro em declaração à Fox News.
O embaixador israelense na ONU, por sua vez, classificou o episódio como um ataque terrorista. Danny Danon afirmou à Fox News que Israel tinha "certeza" de que se tratava de um ataque cometido por um indivíduo radical, mas que ainda não havia uma ligação estabelecida com um Estado ou organização terrorista.
Após o incidente, a Flydubai suspendeu todos os voos para Israel.
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Netanyahu se encontra com homem que ajudou a impedir atentado com avião
Encanador ajudou a controlar avião
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (30) que o israelense Yaniv Hayun, que ajudou a evitar a queda do avião, é encanador e nunca havia pilotado uma aeronave.
Segundo Trump, Hayun conseguiu assumir os controles e nivelar o avião depois que o copiloto atacou o piloto e deixou a aeronave em uma trajetória de queda. O presidente americano afirmou ter ouvido o relato diretamente de Netanyahu.
De acordo com Trump, Hayun entrou na cabine depois de ouvir gritos e encontrou o avião em uma descida acentuada. O piloto teria conseguido abrir a porta da cabine para pedir ajuda.
Trump afirmou que Hayun pegou os controles, puxou a aeronave para cima e conseguiu nivelá-la antes que ela caísse.
"E, sem nunca ter pilotado um avião, ele pegou o manche, puxou para cima e nivelou o avião antes que ele caísse", disse Trump.
Segundo o presidente americano, Hayun contou que tinha algum conhecimento sobre situações de emergência em aviões por assistir a um programa de televisão sobre acidentes aéreos.
"Mas ele disse que assiste muito e que aprendeu, vendo o programa, mais ou menos como pilotar. Quer dizer, você me diga: isso não é a coisa mais maluca?", afirmou Trump.
Trump classificou o episódio como uma "história incrível", mas ressaltou que não sabia se todos os detalhes do relato eram verdadeiros.
Recebido como herói
Hayun foi recebido como herói por Netanyahu ao desembarcar no aeroporto Ben Gurion, em Israel. Ao primeiro-ministro, o israelense contou que entrou na cabine depois de perceber o confronto entre os dois pilotos e conseguiu interromper a queda do avião ao puxar os controles para cima.
Ele também confirmou que séries especializadas em aviação o ajudaram na ação. "Por sorte, eu assisti a Air Crash Investigation", disse.
"É simplesmente inacreditável o que você fez, sabe? Simplesmente inacreditável. Você não apenas salvou todos a bordo do avião. Você não sabe o que poderia ter acontecido com ele. Nós não sabemos o que teria acontecido", respondeu Netanyahu.
O copiloto foi preso e interrogado após o pouso, que contou com a ajuda de tripulantes, segundo a FlyDubai. O homem tem nacionalidade de Omã e, em depoimento após ser preso, afirmou que agiu sozinho.
Netanyahu também colocou o espaço aéreo israelense em estado de alerta e anunciou a suspensão de todos os voos da FlyDubai com destino a Israel.
O caso
Veja trajeto do voo que foi desviado a caminho de Israel
O voo FZ1073 da FlyDubai havia saído de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, no início da manhã, com destino a Tel Aviv, em Israel. Quando já estava próximo do espaço aéreo israelense, o copiloto atacou o piloto, que reagiu, segundo o governo israelense.
O confronto entre os dois deixou a aeronave temporariamente sem controle e fez o avião despencar cerca de 4.300 metros em aproximadamente 30 segundos, segundo o site de monitoramento aéreo Flightradar24.
Passageiros perceberam o confronto e, com a ajuda de tripulantes, conseguiram conter o copiloto, segundo relatos de pessoas que estavam no voo.
Em um vídeo enviado a parentes, o israelense Itzhak Liber, que estava entre os passageiros, afirmou que "um homem descontrolado com uma faca esfaqueou um dos pilotos".
"Estamos aqui no avião vindo de Dubai. Estamos aqui no avião; havia um homem descontrolado com uma faca que esfaqueou um dos pilotos. Nós agimos e ajudamos o piloto", disse Liber. Outra passageira relatou "sangue por todo o lado".
Sinais de emergência e pouso na Arábia Saudita
Passageiros ensanguentados após briga entre pilotos em voo da Flydubai rumo a Israel que foi desviado para a Arábia Saudita em 30 de setembro de 2026.
Reprodução/redes sociais
Os radares registraram o descontrole do voo. Quando o avião sobrevoava a Jordânia, vizinha de Israel, sinais de emergência começaram a ser emitidos pela aeronave. Um deles transmitiu o código de sequestro da aviação mundial, e a rota foi bruscamente alterada para a Arábia Saudita.
Apesar de ambos os pilotos estarem feridos, o avião pousou em segurança na cidade de Tabuk, na Arábia Saudita. A FlyDubai afirmou, em comunicado, que "a tripulação" fez a aterrissagem, mas não esclareceu quais membros da equipe fizeram o pouso. Passageiros, no entanto, relataram que pilotos que eram passageiros no voo comandaram o pouso.
Israel chegou a solicitar que caças sauditas escoltassem o voo durante a operação para o pouso, mas o pedido foi negado, segundo o próprio governo da Arábia Saudita.
O ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben Gvir, afirmou que o terrorista tinha como objetivo assassinar os israelenses a bordo — 100 dos 180 passageiros eram cidadãos de Israel, segundo o governo israelense.
O aeroporto saudita de Tabuk, onde o voo aterrissou, afirmou que tanto o piloto quanto o copiloto ficaram feridos e foram hospitalizados, e que passageiros também receberam atendimento. Horas depois, eles foram levados por outro avião e chegaram ao aeroporto de Ben Gurion, em Tel Aviv. Segundo Netanyahu, a Arábia Saudita deteve e interrogou o copiloto e abriu uma investigação sobre o caso. A mídia israelense afirmou que o Mossad, a principal agência de inteligência do país e responsável por operações especiais e secretas, também está investigando o caso.
Horas depois, um segundo voo da Flydubai rumo a Tel Aviv fez um breve desvio em sua rota, segundo o FlightRadar24, porém retomou o caminho depois. O motivo do desvio não havia sido divulgado até a última atualização desta reportagem. A Flydubai opera voos diários entre Dubai e Tel Aviv, uma rota muito utilizada por cidadãos israelenses. Confronto, faca e pânico na cabine
Mãe de passageira relata momentos de terror a bordo de voo desviado de Israel
A mãe de uma passageira que estava a bordo do voo disse à agência Reuters que a filha lhe contou ter ouvido gritos e que um homem pegou uma faca, colocou o piloto no chão e que havia sangue por toda parte.
"Ela me ligou [após aterrissar] e disse que eles ouviram vozes, alguém pediu ajuda. Era o piloto. Ele estava gritando: ‘Ajuda, ajuda, ajuda!’. O avião começou a perder o controle, então todas as pessoas começaram a gritar e acharam que iriam morrer", disse Yasmin Abu Kasis, com base no relato da filha Miriam.
"Depois de alguns minutos, outros dois pilotos assumiram o controle. Alguns israelenses correram até um homem, e nesse momento ele pegou uma faca e tentou matar o piloto. Eles seguraram a mão dele e o colocaram no chão. Havia muito sangue por toda parte", completou Yasmin.
Ainda segundo Yasmin, os passageiros ficaram "estressados e em choque" com toda a situação.