Ir para o conteúdo principal
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
AGORA RIO
Cidades

Operação mira esquema de desvio de armas para facções criminosas; quatro pessoas foram presas

A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou, na manhã desta segunda-feira (28), uma operação contra um grupo investigado por desviar armas e munições para organizações criminosas em diferentes estados do país. Quatro pessoas haviam sido presas até a última atualização desta reportagem. Ao todo, os agentes buscam cumprir 12 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão. Batizada de "Operação Mercador"

Por Redação Publicado em 28 de setembro de 2026 às 06:48 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Operação mira esquema de desvio de armas para facções criminosas; quatro pessoas foram presas
Publicado originalmente por [fonte]

A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou, na manhã desta segunda-feira (28), uma operação contra um grupo investigado por desviar armas e munições para organizações criminosas em diferentes estados do país. Quatro pessoas haviam sido presas até a última atualização desta reportagem. Ao todo, os agentes buscam cumprir 12 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão.

Batizada de "Operação Mercador", a ação é realizada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) e da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme). A ação conta com apoio da Polícia Civil da Bahia.

Os agentes saíram para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão em 56 endereços ligados aos investigados. No Rio de Janeiro, as diligências acontecem na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital fluminense e em Niterói, em São Gonçalo e em São João de Meriti.

Segundo as investigações, a organização atuava no comércio ilegal de armas e munições, além da falsificação de documentos, fraudes para obtenção de registros de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CAC) e lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava documentos falsos, laudos psicológicos fraudulentos, comprovantes de residência adulterados e vínculos empregatícios fictícios para obter registros de CAC. As investigações apontam que, após serem adquiridas de forma regular, as armas eram desviadas para o mercado clandestino. Conforme o inquérito, armamentos obtidos por meio do esquema foram encontrados posteriormente com integrantes de organizações criminosas. Entre as armas identificadas pelos investigadores estão fuzis, carabinas e pistolas de diferentes calibres.

A polícia também apura a movimentação financeira do grupo. Segundo os investigadores, empresas ligadas aos investigados apresentavam características incompatíveis com as atividades econômicas declaradas, além de mudanças societárias e operações financeiras consideradas atípicas.

Relatórios analisados durante a investigação apontaram movimentações superiores a R$ 100 milhões.

Um dos principais alvos da operação possui endereço em um condomínio residencial na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como um dos articuladores do esquema e teria função de comando e coordenação da estrutura voltada ao comércio ilegal de armamentos.

Ainda de acordo com a investigação, a organização tinha atuação interestadual, com ramificações identificadas na Bahia, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Rio Grande do Sul. O caso segue sob investigação.

Leia mais