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Panamá fica no Círculo de Fogo do Pacífico, região que concentra 90% dos tremores do mundo; entenda

Terremoto de magnitude 7,6 atinge o Panamá Reprodução O Panamá, atingido por um terremoto nesta sexta-feira (9), está localizado em uma das regiões com maior atividade sísmica do planeta: o Círculo de Fogo do Pacífico, uma faixa de aproximadamente 40 mil quilômetros que concentra cerca de 90% dos terremotos registrados no mundo. A região acompanha as bordas do oceano Pacífico e passa por países co

Por Redação Publicado em 9 de outubro de 2026 às 15:40 6 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Panamá fica no Círculo de Fogo do Pacífico, região que concentra 90% dos tremores do mundo; entenda
Publicado originalmente por [fonte]

Terremoto de magnitude 7,6 atinge o Panamá

Reprodução

O Panamá, atingido por um terremoto nesta sexta-feira (9), está localizado em uma das regiões com maior atividade sísmica do planeta: o Círculo de Fogo do Pacífico, uma faixa de aproximadamente 40 mil quilômetros que concentra cerca de 90% dos terremotos registrados no mundo.

A região acompanha as bordas do oceano Pacífico e passa por países como Chile, México, Estados Unidos, Japão e Rússia. Além dos terremotos, reúne centenas de vulcões ativos.

A explicação está no movimento das placas tectônicas, enormes blocos que formam a camada mais externa da Terra. O Panamá fica próximo ao encontro de diferentes placas, cujos movimentos acumulam tensões nas rochas e podem provocar terremotos.

Mas o que torna essa região tão sujeita a tremores? E por que alguns terremotos também provocam tsunamis? O que é o Círculo de Fogo do Pacífico e qual a relação dele com o terremoto em Mianmar

O que é o Círculo de Fogo do Pacífico?

O Círculo de Fogo é uma extensa faixa geológica em formato de ferradura que acompanha praticamente todo o contorno do oceano Pacífico e inclui a costa oeste das Américas, parte da Ásia e da Oceania.

A região começa no extremo sul da América do Sul, passa pela costa do Pacífico da América Central e da América do Norte, alcança o Alasca e segue em direção à Rússia, ao Japão, às Filipinas e à Nova Zelândia.

Mapa identifica a região do Círculo de Fogo do Pacífico

Ciência/G1

Ao longo desse percurso, há uma grande concentração de falhas geológicas, vulcões e áreas onde placas tectônicas se encontram.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o Círculo de Fogo é a região sísmica e vulcanicamente mais ativa do mundo. Além de concentrar aproximadamente nove em cada dez terremotos, a faixa abriga cerca de 81% dos maiores tremores registrados no planeta.

Por que há tantos terremotos nessa região?

A explicação está no movimento das placas tectônicas, que compõem a parte rígida mais externa da Terra.

Essas placas se movimentam lentamente, geralmente alguns centímetros por ano. Dependendo da região, elas podem se afastar, deslizar lateralmente ou colidir umas com as outras.

Segundo a a Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), quando duas placas ficam presas pelo atrito, a tensão pode se acumular durante anos, décadas ou até séculos. Se essa tensão ultrapassa a resistência das rochas, ocorre uma ruptura que libera energia e provoca um terremoto.

No Círculo de Fogo, um dos processos mais importantes é a chamada subducção, quando uma placa tectônica mergulha sob outra.

Esse movimento está associado tanto à ocorrência de grandes terremotos quanto à formação de vulcões. Parte do material rochoso em profundidade pode sofrer fusão, dando origem ao magma que, em determinadas condições, alcança a superfície.

É por isso que terremotos e vulcões aparecem com tanta frequência nas mesmas regiões do planeta.

Por que o Panamá está sujeito a terremotos?

O Panamá ocupa uma posição geologicamente complexa, próxima dos limites entre as placas de Cocos, de Nazca e do Caribe, além de um bloco tectônico conhecido como microplaca do Panamá.

Na costa do Pacífico da América Central, o movimento dessas estruturas provoca deformações e acumula tensões nas rochas, que podem ser liberadas na forma de terremotos.

Nesta sexta-feira (9), o Instituto de Geociências da Universidade do Panamá registrou um terremoto de magnitude 7,2, com epicentro localizado a aproximadamente 39 quilômetros a noroeste de Tonosí.

O abalo ocorreu às 12h56, no horário local (14h56 em Brasília), a uma profundidade estimada de 4 quilômetros, considerada superficial.

A localização do país ajuda a explicar por que terremotos são relativamente frequentes na região. Isso não significa, porém, que todos tenham a mesma intensidade ou provoquem destruição.

Os efeitos dependem de fatores como magnitude, profundidade, distância do epicentro, características do solo e resistência das construções.

Terremotos no Círculo de Fogo podem provocar tsunamis?

Sim, mas nem todo terremoto nessa região gera um tsunami.

Para que isso aconteça, geralmente é necessário que um abalo no fundo do oceano provoque um deslocamento significativo da água, especialmente quando há movimentação vertical do leito marinho.

A água deslocada pode formar ondas capazes de atravessar grandes distâncias e atingir áreas costeiras muito afastadas do epicentro.

Foi o que aconteceu em julho de 2025, quando um terremoto de magnitude 8,8 atingiu a Península de Kamtchatka, no extremo leste da Rússia, e provocou um tsunami que alcançou o Japão e o Havaí, nos Estados Unidos.

Apesar de estarem em diferentes partes do planeta, esses territórios integram o Círculo de Fogo do Pacífico.

Isso não significa que um terremoto ocorrido no Panamá provoque necessariamente um tsunami. A possibilidade depende das características do evento e deve ser avaliada pelos órgãos de monitoramento.

Terremotos em países do Círculo de Fogo estão relacionados?

Não necessariamente.

Embora os países dessa faixa compartilhem condições geológicas que favorecem a ocorrência de terremotos, isso não significa que um abalo no Panamá esteja diretamente relacionado a outro registrado no Japão, no Chile ou na Rússia.

Cada terremoto precisa ser analisado individualmente, levando em consideração a falha geológica envolvida, a profundidade e o movimento das placas na região.

A ocorrência de tremores em diferentes pontos do Círculo de Fogo, mesmo em um intervalo curto de tempo, não é suficiente para demonstrar uma relação entre eles.

Além disso, a concentração de terremotos nessa faixa faz parte do funcionamento natural da dinâmica terrestre. A região permanece geologicamente ativa independentemente da ocorrência de grandes eventos.

Por isso, especialistas utilizam redes de monitoramento para acompanhar os movimentos sísmicos e identificar rapidamente a localização e a intensidade dos abalos. Apesar dos avanços tecnológicos, a ciência ainda não consegue prever com precisão quando, onde e com qual magnitude ocorrerá um terremoto.

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