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Parentes, amigos e colegas de profissão se despedem de Ayres Rocha: 'Viam como alguém da família'

Telespectadores prestam homenagem a Ayres Rocha no Bom Dia Acre Familiares, amigos e colegas de profissão se despedem do jornalista e apresentador Ayres Rocha, de 62 anos, durante velório em Rio Branco. Um dos nomes mais conhecidos da comunicação acreana, ele morreu nesta quarta-feira (14), após enfrentar um câncer de próstata por mais de 10 anos. O funeral ocorre na capela da Funerária São João B

Por Redação Publicado em 14 de outubro de 2026 às 19:31 4 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Parentes, amigos e colegas de profissão se despedem de Ayres Rocha: 'Viam como alguém da família'
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Telespectadores prestam homenagem a Ayres Rocha no Bom Dia Acre

Familiares, amigos e colegas de profissão se despedem do jornalista e apresentador Ayres Rocha, de 62 anos, durante velório em Rio Branco. Um dos nomes mais conhecidos da comunicação acreana, ele morreu nesta quarta-feira (14), após enfrentar um câncer de próstata por mais de 10 anos.

O funeral ocorre na capela da Funerária São João Batista, localizada na Avenida Antônio da Rocha Viana, na capital acreana. O sepultamento está previsto para quinta (15), às 7h, no Cemitério São João Batista.

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Colegas de profissão e familiares lembraram a trajetória do apresentador na televisão

Walace Gomes/ g1 Acre

Ao g1, o irmão de Ayres, o servidor público Denys Rocha, de 69 anos, o destacou como uma pessoa tranquila, querida pelos familiares e dedicada à profissão. "Ele sempre foi essa pessoa que sempre está bem, sem nenhuma reclamação, tudo era na paz com ele. E, quanto a essa parte do jornalismo, ele fazia com bastante carinho. A gente via que era uma pessoa que se esforçava bastante", afirmou.

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Denys também destacou a trajetória profissional do irmão e a lembrança que ele deixa para quem acompanhou seu trabalho na televisão. "Ayres foi uma pessoa muito boa. A gente era muito unido com ele", acrescentou.

O jornalista Jefson Dourado, que trabalhou por mais de 20 anos com Ayres na Rede Amazônica Acre, destacou a sensibilidade do colega e a maneira como ele conseguia tornar mais leve a rotina da redação, mesmo em momentos difíceis. "Ele trazia alegria para o ambiente, que nem sempre era leve, com a questão da notícia e do cuidado com a notícia. Mas ele fazia tudo com muita leveza, com muita humanidade. Acho que é isso que fica de legado para a gente", enfatizou.

O jornalista contou que, em algumas ocasiões, chegou a brincar com Ayres por causa das lágrimas durante a cobertura de histórias emocionantes. Para ele, essa característica demonstrava a conexão do apresentador com as pessoas retratadas nas reportagens.

"Ele era uma pessoa sensível, humana, consciente do que o público queria. A televisão, às vezes, distanciava ou coloca aquela pessoa como algo inalcançável, e ele não. Ele era o cara que estava na TV e, depois, era visto caminhando na cidade, cumprimentando as pessoas, brincando e rindo", diz.

Amizade de quase 40 anos

O cinegrafista Célio Roberto França Maia, de 56 anos, trabalhou ao lado de Ayres por cerca de 30 anos. Os dois ingressaram na emissora em julho de 1989, com apenas 15 dias de diferença, e construíram uma longa amizade.

"Era sempre um cara muito solícito, muito amigo, muito parceiro, muito animado. Um cara que sempre parava para perguntar se estava tudo bem, como é que a gente estava. Se preocupava com a gente. Um camarada muito alegre, uma pessoa verdadeiramente humana", recordou.

Vizinhos prestaram homenagens

A servidora pública Maria do Socorro Fernandes da Rocha, de 74 anos, compareceu ao velório acompanhada do marido, o aposentado Alonso Souza da Rocha, de 85. Vizinha e amiga da família, ela contou que a proximidade com Ayres vinha de muitos anos.

"Era conhecido pelo bom humor e pelas brincadeiras. Lembro da amizade dele com a Mara Rocha, minha filha, com quem dividiu a bancada durante parte da carreira. A nossa família tem o mesmo sobrenome e achavam que éramos parentes, na brincadeira, dizia que era casado com Mara", comentou.

Para ela, a notícia da morte do apresentador foi uma surpresa. "Ficamos chocados quando o irmão dele foi lá casa, hoje cedo, nos contar o que houve", relatou.

O servidor público Gilmar da Silva Silveira, de 57 anos, foi ao velório prestar homenagem ao amigo de longa data. "A gente se conhecia na infância e se encontrou também na igreja, anos depois. Um cara muito bom", afirmou.

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