Pessoas com deficiência vivem com renda 3% menor e menos acesso a trabalho no Acre, diz IBGE
Pesquisa do IBGE detalha desigualdades entre pessoas com e sem deficiência, no Brasil As pessoas com deficiência (PCDs) enfrentam mais dificuldades para acessar o mercado de trabalho e têm renda cerca de 3,5% menor do que as pessoas sem deficiência, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, enquanto o rendimento domiciliar per capita em residên
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Pesquisa do IBGE detalha desigualdades entre pessoas com e sem deficiência, no Brasil
As pessoas com deficiência (PCDs) enfrentam mais dificuldades para acessar o mercado de trabalho e têm renda cerca de 3,5% menor do que as pessoas sem deficiência, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, enquanto o rendimento domiciliar per capita em residências com pessoas com deficiência é de, em média, R$ 1.047 por mês, aquelas sem deficiência têm renda média de R$ 1.087.
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Os dados fazem parte do informativo Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil, divulgado nessa sexta-feira (18) pelo instituto.
As barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência para ingressar no mercado de trabalho também aparecem no nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas em idade de trabalhar que efetivamente têm uma ocupação.
Taxa de ocupação de PCDs no Acre é de 31,6%, contra 48,9% de pessoas sem defici
Aline Albuquerque/TV TEM
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Enquanto o índice era de 48,9% entre pessoas sem deficiência, chegava a 31,6% entre PCDs, uma diferença de 17,3 pontos percentuais.
Em 2022, o Acre tinha cerca de 59 mil pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais de idade, de acordo com o levantamento.
No cenário nacional, a diferença é ainda maior: a ocupação é de 29% entre PCDs, enquanto o índice entre pessoas sem deficiência era de 55,8%.
Cenário nacional
Os dados do instituto também mostram que, quando consideradas todas as fontes de renda, os rendimentos do trabalho têm participação menor no orçamento das famílias que contam com pessoas com deficiência do que naquelas sem moradores nessa condição.
Segundo Luanda Chaves Botelho, responsável pela Coordenação de População e Indicadores Sociais (Copis) do IBGE, a população com deficiência enfrenta uma série de barreiras no mercado de trabalho.
“Temos uma sequência de obstáculos que vão se colocando [para as pessoas com deficiência]. Além da barreira de conseguirem uma ocupação, essas ocupações são piores, com menor contribuição à Previdência e menos direitos de proteção social”, explica.
De acordo com o IBGE, as pessoas com deficiência estão proporcionalmente mais concentradas em atividades com rendimentos médios mais baixos, como serviços domésticos, agropecuária e alojamento e alimentação, por exemplo.
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