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PF aponta coincidência entre gastos durante gravações de filme 'Dark Horse' e envio de emendas para produtora

A Polícia Federal aponta que há uma coincidência entre o período de gravação do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e repasses feitos pelo deputado federal Márcio Frias (PL-RJ), via emendas parlamentares, para organizações chefiadas pela dona da produtora do filme, Karina Ferreira da Gama. A Go Up Entertainment, empresa responsável pelo filme "Dark Horse", movim

Por Redação Publicado em 10 de setembro de 2026 às 12:07 2 min de leitura

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PF aponta coincidência entre gastos durante gravações de filme 'Dark Horse' e envio de emendas para produtora
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A Polícia Federal aponta que há uma coincidência entre o período de gravação do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e repasses feitos pelo deputado federal Márcio Frias (PL-RJ), via emendas parlamentares, para organizações chefiadas pela dona da produtora do filme, Karina Ferreira da Gama.

A Go Up Entertainment, empresa responsável pelo filme "Dark Horse", movimentou R$ 19.033.071 entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025, segundo a PF. Nesse período, a empresa recebeu recursos de diversos remetentes, entre eles a NTT Brasil, que transferiu R$ 750 mil, e o próprio deputado federal Mário Frias, que enviou R$ 645,4 mil.

A PF destaca que o período das movimentações financeiras coincide com as gravações da cinebiografia, realizadas entre outubro e dezembro de 2025. Para os investigadores, a coincidência temporal entre as filmagens e as movimentações financeiras é um dos pontos que precisam ser analisados.

A informação consta na decisão que autorizou uma operação de busca e apreensão contra o parlamentar e outros 28 alvos, entre eles duas organizações não governamentais (ONGs) chefiadas por Karina.

Segundo a PF, as primeiras diligências apontam para a possível ocorrência de crimes, principalmente desvios de recursos públicos.

A investigação suspeita que uma organização criminosa, da qual faria parte o deputado Mário Frias, teria usado verbas de emendas parlamentares, repassadas por meio de termos de fomento, para financiar contratos supostamente fraudulentos.

Os recursos foram destinados ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) e à Academia Nacional de Cultura (ANC), ambos presididos por Karina Ferreira da Gama, que, segundo a PF, tem vínculos com o parlamentar. Ainda de acordo com os investigadores, os contratos não teriam sido executados de acordo com as finalidades previstas.

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