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PF faz operação contra fraude de R$ 6,5 milhões em benefícios previdenciários no MA

PF faz operação contra fraude de R$ 6,5 milhões em benefícios previdenciários no MA Divulgação/PF A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (22), uma operação contra um grupo suspeito de fraudar benefícios previdenciários por incapacidade temporária. Ao todo, são cumpridos 39 mandados de busca e apreensão no Maranhão e em outros cinco estados. Segundo a investigação, 172 benefícios são c

Por Redação Publicado em 22 de setembro de 2026 às 07:58 3 min de leitura

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PF faz operação contra fraude de R$ 6,5 milhões em benefícios previdenciários no MA
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PF faz operação contra fraude de R$ 6,5 milhões em benefícios previdenciários no MA

Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (22), uma operação contra um grupo suspeito de fraudar benefícios previdenciários por incapacidade temporária. Ao todo, são cumpridos 39 mandados de busca e apreensão no Maranhão e em outros cinco estados.

Segundo a investigação, 172 benefícios são considerados potencialmente fraudulentos. A estimativa é que o esquema tenha causado prejuízo de cerca de R$ 6,57 milhões aos cofres públicos.

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Batizada de Operação Laudo Cego, a ação mobiliza cerca de 150 policiais federais. No Maranhão, os mandados são cumpridos em São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Pinheiro, Santa Helena, Palmeirândia, Presidente Sarney, Presidente Juscelino e Brejo.

Também há mandados em Santa Rosa (RS), Cotia (SP), Parauapebas (PA), Parnaíba (PI) e Ubajara (CE).

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Como funcionava o esquema

De acordo com a Polícia Federal, o grupo seria dividido em núcleos formados por servidores públicos, profissionais da saúde, contadores, empresários e intermediários. Eles teriam funções específicas dentro do esquema.

Entre as fraudes investigadas estão:

emissão de laudos médicos falsos;

criação de vínculos de emprego fictícios;

inclusão de informações falsas nos sistemas da Previdência Social.

A investigação também apura o recrutamento de pessoas para receber os benefícios e a movimentação do dinheiro obtido com as fraudes.

Além das buscas, a Justiça determinou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, a proibição de contato entre eles e o bloqueio de bens e valores. Segundo a PF, as medidas buscam garantir um eventual ressarcimento dos prejuízos aos cofres públicos.

A inteligência previdenciária estima ainda que a suspensão dos pagamentos considerados indevidos poderá evitar cerca de R$ 1,01 milhão em novas perdas.

A Operação Laudo Cego é um desdobramento da Operação Camisaria, realizada em setembro de 2024. Segundo a PF, a análise do material apreendido naquela ocasião e novas diligências apontaram indícios de um esquema estruturado para a concessão irregular de benefícios previdenciários.

A operação faz parte da Força-Tarefa Previdenciária e tem participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, ligada ao Ministério da Previdência Social.

Os investigados poderão responder, de acordo com a participação de cada um, por estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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