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Polícia conclui inquérito e diz que GCM não teve intenção de atropelar jovens em acidente que matou adolescente em São José

Adolescente morre após colisão entre viatura da GCM e moto em São José dos Campos A Polícia Civil concluiu o inquérito que apura o acidente envolvendo uma viatura da Guarda Civil Municipal (GCM) que matou um adolescente de 16 anos em São José dos Campos. Segundo o relatório final, o guarda municipal que dirigia a viatura não teve intenção de atropelar os jovens durante o acompanhamento. O acidente

Por Redação Publicado em 28 de setembro de 2026 às 19:23 5 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Polícia conclui inquérito e diz que GCM não teve intenção de atropelar jovens em acidente que matou adolescente em São José
Publicado originalmente por [fonte]

Adolescente morre após colisão entre viatura da GCM e moto em São José dos Campos

A Polícia Civil concluiu o inquérito que apura o acidente envolvendo uma viatura da Guarda Civil Municipal (GCM) que matou um adolescente de 16 anos em São José dos Campos. Segundo o relatório final, o guarda municipal que dirigia a viatura não teve intenção de atropelar os jovens durante o acompanhamento.

O acidente aconteceu no dia 7 de setembro, no bairro Dom Pedro I, na Zona Sul da cidade. Dois adolescentes estavam em uma motocicleta quando foram acompanhados por agentes da GCM. Após a colisão, um dos jovens morreu e o outro, que conduzia a moto, ficou ferido e foi apreendido.

A investigação concluiu que o acidente foi provocado pela condução do adolescente que pilotava a motocicleta. Segundo o delegado responsável pelo caso, Alexandre Bologna, uma testemunha relatou que o jovem teria freado repentinamente durante o acompanhamento, deixando pouco tempo para que o motorista da viatura reagisse.

A perícia descartou falha nos freios e em outros itens de segurança da viatura. O laudo apontou ainda que o veículo estava a pelo menos 67 km/h antes de iniciar a frenagem e percorreu 27,4 metros até atingir o muro de uma residência.

Batida entre viatura da GCM e moto em São José dos Campos

Imagem cedida

O que diz o inquérito

Segundo o relatório final da Polícia Civil, não foi demonstrada imperícia ou negligência por parte do guarda municipal que dirigia a viatura. A investigação também concluiu que não houve intenção do agente de provocar o acidente.

O delegado afirmou que a conclusão foi baseada não apenas no laudo da Polícia Técnico-Científica, mas também em depoimentos de testemunhas, relatos dos envolvidos e outros elementos reunidos durante a investigação.

“O guarda, na verdade, teve poucos segundos para tentar reagir e tentar evitar a colisão”, afirmou o delegado.

Ainda segundo o delegado, o adolescente que conduzia a motocicleta teria ignorado a ordem de parada dada pelos agentes e freado de forma repentina durante o acompanhamento.

A investigação também apontou responsabilidade do adolescente que conduzia a motocicleta pelo acidente. Segundo o delegado, os atos infracionais atribuídos ao jovem serão analisados pela Vara da Infância e Juventude.

O que apontou a perícia

O laudo de local do acidente identificou uma marca de frenagem de 27,4 metros no asfalto. A partir desse vestígio e das características da via, os peritos estimaram que a viatura trafegava a no mínimo 67 km/h antes de iniciar a frenagem.

A perícia não conseguiu determinar a velocidade da motocicleta. O laudo aponta que a viatura e a motocicleta trafegavam no mesmo sentido. Nas proximidades do cruzamento, a viatura atingiu a traseira da moto.

Com o impacto, o adolescente que estava na garupa foi arremessado. A motocicleta seguiu desgovernada em direção ao muro de uma residência.

A viatura continuou em movimento, mesmo após o acionamento dos freios, e atingiu a mureta e o gradil do imóvel. Segundo a perícia, o adolescente acabou sendo comprimido contra a mureta e os escombros.

Os peritos também encontraram um fragmento plástico azul, compatível com o para-choque da viatura, preso à estrutura traseira da motocicleta. O vestígio confirmou o contato entre os dois veículos.

Falha nos freios foi descartada

A perícia concluiu que não havia problemas nos freios ou em outros itens de segurança da viatura. No dia do acidente, o motorista da GCM havia relatado à polícia que os freios teriam falhado durante a perseguição.

A conclusão da perícia já havia sido mencionada pelo prefeito Anderson Farias (PSD), que afirmou, em 24 de setembro, que o veículo não apresentava problemas mecânicos. Na ocasião, a Prefeitura informou que abriu uma sindicância para apurar as circunstâncias do acidente.

Moto havia sido furtada

O acompanhamento começou depois que agentes da GCM viram os dois adolescentes em uma motocicleta sem placa e sem capacete e deram ordem de parada.

Após o acidente, a polícia constatou que a motocicleta havia sido furtada.

O adolescente que conduzia a moto ficou ferido e foi apreendido. Segundo o delegado, os atos infracionais atribuídos a ele também serão analisados pela Vara da Infância e Juventude.

Danos nos veículos

A viatura, uma JAC Motors E-J7, teve danos acentuados na parte dianteira, incluindo quebra do para-choque, amassamento do capô e danos na estrutura de arrefecimento e em cabos do sistema elétrico.

A motocicleta, uma Royal Enfield Classic 350, teve danos generalizados no paralama, farol, painel, guidão, roda dianteira, tanque de combustível e suspensão. A investigação também analisou os danos causados no imóvel atingido pela viatura. O inquérito foi concluído pela Polícia Civil.

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