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Polícia Federal investiga esquema de compra de votos atribuído a candidatos do PL em Roraima

Deputado estadual Marcinho Belota (PL) e candidato a federal Daniel Trindade (PL) são alvos de investigação de corrupção eleitoral em Roraima. ALE-RR/Reprodução/Redes sociais A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do deputado estadual Marcinho Belota (PL) na noite desta sexta-feira (2), em Boa Vista. A ação foi desdobramento de outra operação, quando 22 pessoas fora

Por Redação Publicado em 3 de outubro de 2026 às 12:48 4 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Polícia Federal investiga esquema de compra de votos atribuído a candidatos do PL em Roraima
Publicado originalmente por [fonte]

Deputado estadual Marcinho Belota (PL) e candidato a federal Daniel Trindade (PL) são alvos de investigação de corrupção eleitoral em Roraima.

ALE-RR/Reprodução/Redes sociais

A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do deputado estadual Marcinho Belota (PL) na noite desta sexta-feira (2), em Boa Vista. A ação foi desdobramento de outra operação, quando 22 pessoas foram presas por suspeita de compra de votos em Boa Vista.

Entenda 🔎: A PF prendeu 22 pessoas por suspeita de compra de votos em no bairro Calungá, em Boa Vista. Segundo a investigação, eleitores eram levados a dois imóveis na região para receber R$ 400 em dinheiro vivo em troca do apoio nas urnas a Belota e ao candidato a deputado federal Daniel Trindade (PL). Essa operação motivou as buscas desta sexta.

Na casa de Belota, policiais apreenderam documentos, um notebook e R$ 6 mil em dinheiro. Para a PF, eleitores receberam dinheiro em troca de apoio aos dois candidatos. Veja quem são os principais investigados:

Marcinho Belota (PL): Deputado estadual e candidato à reeleição. Ele era beneficiado com os valores distribuídos. A casa dele foi alvo de buscas nesta sexta (2).

Daniel Trindade (PL): Candidato a deputado federal. Segundo a polícia, ele financiava e direcionava os pagamentos.

Vanessa da Silva Soares: Apontada como articuladora. Era a responsável por organizar os eleitores em grupos de WhatsApp e orientar o deslocamento até locais de entrega do dinheiro.

Thyago de Souza Franco: Apontado como operador financeiro da campanha de Daniel Trindade. Confessou ter recebido R$ 19 mil em dinheiro vivo no comitê eleitoral e repassado cerca de R$ 12 mil aos presentes em um imóvel no bairro Calungá.

Arthur Henrik Flessak Gomes: Motorista da picape usada no transporte do dinheiro e servidor comissionado do gabinete de Marcinho Belota. Confessou ter conhecimento da compra de votos.

Um segurança de Marcinho Belota, que acompanhou as buscas na casa dele, disse à Rede Amazônica que acompanhou o trabalho da PF após autorização, e afirmou que os R$ 6 mil em espécie apreendidos no imóvel eram para despesas pessoais do candidato a reeleição. Disse ainda que nada irregular foi encontrado na residência e a lisura da campanha será demonstrada nas urnas.

Ao g1, o candidato a deputado federal Daniel Trindade afirmou que as ações são "armação política de adversários políticos". Disse também que não entende a quantidade de operações contra ele e o deputado estadual Marcinho Belota, e que os que "de fato estão fazendo corrupção eleitoral, estão passando despercebidos".

A reportagem tenta contato com a defesa dos outros citados.

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Como funcionava o esquema

A investigação começou após o Disque-Denúncia Eleitoral receber informações na tarde de quinta-feira (1º). A partir disso, policiais passaram a monitorar duas casas no bairro Calungá. Para tentar evitar a fiscalização, o grupo dividia a entrega do dinheiro em duas etapas:

Ponto de encontro: Os eleitores se reuniam primeiro em uma casa, na Rua David Cruz.

Local do pagamento: Depois, eram levados para outra casa, na Rua Maria de Lourdes, onde recebiam o dinheiro.

No momento do pagamento, os suspeitos recolhiam os celulares dos eleitores para evitar gravações ou registros dos crimes.

Pessoas abordadas pela PF disseram que receberam R$ 400, sempre em notas de R$ 100. Segundo a polícia, o valor era dividido entre os dois candidatos: R$ 200 pelo voto em Marcinho Belota e R$ 200 pelo voto em Daniel Trindade.

Polícia Federal prende 23 pessoas suspeitas de compra de votos em Roraima

Mensagens e listas apreendidas

Ainda durante o monitoramento no bairro Calungá, os policiais pararam o carro onde estavam Thyago e Arthur e apreenderam dinheiro. No celular de Thyago, a perícia da Polícia Federal encontrou mensagens sobre a entrega dos valores. Em algumas conversas, o candidato Daniel Trindade orientava a atuação conjunta usando a sigla "D+B". Em outro texto, ele escreveu que a ação era "Daniel ajudando o Belota".

Além das conversas no celular, a polícia encontrou papéis com listas de eleitores riscadas à caneta. O material era usado para controlar quem já tinha recebido o pagamento.

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