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Polícia investiga possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP

O empresário Paulo Sirqueira Korek Farias, presidente da viação A2 Transportes e do Time Água Santa, e o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil). Reprodução/TV Globo A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) vão apurar as suspeitas de um possível vazamento de informações sobre a Operação Vectura Corrupta, que investiga a ligação de membros do P

Por Redação Publicado em 18 de setembro de 2026 às 14:35 6 min de leitura

Conteúdo de G1ler no site de origem

Polícia investiga possível vazamento de informações de operação que mirou integrantes do PCC e Milton Leite em SP
Publicado originalmente por [fonte]


O empresário Paulo Sirqueira Korek Farias, presidente da viação A2 Transportes e do Time Água Santa, e o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil).

Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) vão apurar as suspeitas de um possível vazamento de informações sobre a Operação Vectura Corrupta, que investiga a ligação de membros do PCC com o sistema de transportes da cidade de São Paulo.

A investigação vai acontecer depois que os investigadores foram a pelo menos dois endereços ligados ao ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil) e encontraram apenas empregados nesses locais.

Outro procurado em vários endereços é o empresário Paulo Sirqueira Korek Farias, presidente da viação A2 Transportes e do Time Água Santa, que também não foi encontrado nos endereços visitados pelos investigadores.

Foragidos na operação contra o PCC no transporte público de São Paulo.

Reprodução/TV Globo

Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (17), o delegado Fabrício Intelizano – de Mogi das Cruzes – já havia confirmado a suspeita de vazamentos no âmbito da operação.

“A gente vai apurar isso [vazamentos] no curso da investigação. Mas a gente não pode afirmar de maneira categórica. Tanto que a maioria dos alvos foi encontrado. Se tivesse ocorrido de fato qualquer tipo de situação assim, o resultado da operação teria sido outro. Mas isso a gente vai apurar ao longo da investigação e verificar se houve esse tipo de situação”, afirmou.

O delegado lembrou que dez dos 16 alvos de prisão temporária da Operação Vectura Corrupta foram presos. Apenas seis seguem foragidos. Entre eles o ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite e o presidente do Esporte Clube Água Santa, Paulo Sirqueira Korek Farias, o Paulo Camarão.

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Nesta quinta (17), Milton Leite havia negado qualquer envolvimento com o PCC e disse que iria se entregar. Ele afirmou que estava em viagem de compromissos políticos e a esposa viajando para o exterior e, por isso, não havia sido encontrado em casa (veja mais aqui).

Porém, passadas mais de 24 horas depois da declaração, o presidente estadual do União Brasil não se entregou à polícia e está sendo procurado.

Milton Leite é alvo de operação contra infiltração do PCC no sistema de transporte de SP

Buscas em Sorocaba

Na manhã desta sexta-feira (18), a Polícia Civil e o Ministério Público (MP) encontraram uma espécie de "passagem secreta" entre dois imóveis ligados Milton Leite durante buscas em Sorocaba, no interior paulista, para tentar prender o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo.

De acordo com as autoridades, uma casa pertence a um assessor do ex-parlamentar e a outra residência seria do próprio Milton. Diante do que os investigadores encontraram, eles suspeitam que o político possa ter estado em alguma das residências.

A Justiça decretou na quinta-feira (17) a prisão dele a pedido da investigação. Milton é suspeito de envolvimento num esquema criminoso que envolve a infiltração a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte coletivo e em estruturas do poder público em São Paulo.

A Operação Vectura Corrupta foi realizada na quinta para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão.

O ex-parlamentar, que é filiado ao União Brasil, ainda não se apresentou nesta sexta às autoridades após o prazo de 24 horas que ele próprio havia anunciado à imprensa, no dia anterior, para se entregar. Ele negou as acusações e disse que irá provar a sua inocência.

Até a última atualização desta reportagem, Milton continuava sendo considerado foragido da Justiça.

'Passagem secreta' e dinheiro

Polícia encontra dinheiro em imóveis ligados a Milton Leite.

Reprodução

A polícia e o MP receberam informações de que Milton pudesse estar escondido na casa de um assessor em Sorocaba. Mas os policiais e promotores não o encontraram lá. No local havia dinheiro e documentos. A pessoa, que estava no imóvel, não soube explicar a origem deles.

Foram encontrados e apreendidos R$ 280 mil e US$ 89 mil (cerca de R$ 457 mil) dentro de malas. A polícia não sabe a origem dos valores e investiga se eles são de Milton.

Segundo as autoridades, no imóvel do assessor do político há uma passagem que liga a outra residência que pertenceria a Milton. O segundo imóvel estaria vazio.

Para a polícia, o foragido pode ter estado em algum dos imóveis. Para saber disso, a investigação vai analisar imagens de câmeras de monitoramento.

10 presos e 6 foragidos

Milton Leite é considerado foragido da Justiça.

Reprodução

No total, a Justiça decretou as prisões de 16 investigados, sendo que dez deles tinham sido presos e outros seis estavam foragidos até a última atualização desta reportagem.

Entre os presos está Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, e Danilo Marco Morgado Silva, ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande e atual candidato a deputado estadual. Entre os foragidos estão o presidente do Esporte Clube Água Santa, Paulo Sirqueira Korek Farias, o Paulo Camarão.

A equipe de reportagem não localizou suas defesas.

Segundo o Ministério Público, ao menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo da capital seriam controladas direta ou indiretamente pela facção criminosa PCC. Essa é uma alegação da investigação, ainda sujeita à apuração judicial.

O nome de Milton aparece em diálogos e outros elementos reunidos pela investigação. A decisão também menciona depoimentos de policiais militares que o apontaram como "dono de fato" da Transwolff, empresa que já havia sido investigada na Operação Fim da Linha, em 2024. A Transwolff nega que o político tenha participação societária ou atuação na gestão da empresa.

Milton sempre negou as acusações e afirma que não tem relação com o PCC. Ele também nega ser proprietário da Transwolff.

Foragidos na operação contra o PCC no transporte público de São Paulo.

Reprodução/TV Globo

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