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Por que a Starbucks está sendo criticada por abrir lojas nesta região da China

Pessoas passam em frente a uma cafeteria da Starbucks em Pequim, na China. REUTERS/Tingshu Wang A rede de cafeterias Starbucks foi alvo de críticas de um influente congressista americano e de um grupo de defesa dos direitos humanos após abrir lojas na região chinesa de Xinjiang, onde há denúncias de abusos contra a população muçulmana uigur. A empresa americana inaugurou na terça-feira (29) duas c

Por Redação Publicado em 2 de outubro de 2026 às 08:11 2 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Por que a Starbucks está sendo criticada por abrir lojas nesta região da China
Publicado originalmente por [fonte]

Pessoas passam em frente a uma cafeteria da Starbucks em Pequim, na China.

REUTERS/Tingshu Wang

A rede de cafeterias Starbucks foi alvo de críticas de um influente congressista americano e de um grupo de defesa dos direitos humanos após abrir lojas na região chinesa de Xinjiang, onde há denúncias de abusos contra a população muçulmana uigur.

A empresa americana inaugurou na terça-feira (29) duas cafeterias em Urumqi, capital da região, em uma iniciativa celebrada pela imprensa estatal chinesa.

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A ONU alertou, em 2022, para possíveis crimes contra a humanidade em Xinjiang, entre eles a detenção de mais de um milhão de uigures e integrantes de outras minorias muçulmanas em campos de reeducação.

Organizações de defesa dos direitos humanos afirmam que graves abusos continuam ocorrendo na região, incluindo trabalho forçado.

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John Moolenaar, presidente do Comitê da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos sobre a China, classificou a abertura das duas cafeterias como "moralmente indigno".

A iniciativa "vincula uma marca americana icônica à brutal campanha do PCC contra os uigures", afirmou ele, em referência ao governante Partido Comunista Chinês.

O Congresso Mundial Uigur, grupo de defesa dos direitos dessa minoria, afirmou que a Starbucks "mais uma vez escolhe ignorar uma grave situação de direitos humanos (...) ao abrir lojas na região".

"As empresas não deveriam contribuir para uma economia em que o trabalho forçado imposto pelo Estado continua sendo uma séria preocupação", acrescentou a organização em publicação nas redes sociais.

O governo chinês nega as acusações e afirma que suas políticas em Xinjiang erradicaram o extremismo e impulsionaram o desenvolvimento econômico.

Os Estados Unidos impuseram sanções em resposta aos supostos abusos, e várias marcas ocidentais foram alvo de críticas por seus vínculos com Xinjiang.

O governo chinês investiu significativamente em Xinjiang, uma das regiões de crescimento mais acelerado do país em 2025, e também tem promovido o turismo.

No ano passado, a Starbucks anunciou a venda de uma participação majoritária de suas operações na China para o fundo de investimentos Boya Capital, em uma tentativa de revitalizar os negócios em seu segundo mercado mais importante.

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