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Professor Filemon, escritor e especialista em língua portuguesa, morre aos 67 anos

Professor Filemon Félix de Moraes morre aos 67 anos, em Goiás Arquivo pessoal/Rômulo Lima Morreu neste domingo (27), o professor Filemon Félix de Moraes aos 67 anos, escritor e especialista em língua portuguesa. Ele também foi um dos fundadores da Academia de Letras de Águas Lindas de Goiás (Aletras) e presidente da entidade entre 7 de março de 2017 e 6 de março de 2021. Ao POPULAR, o filho dele,

Por Redação Publicado em 27 de setembro de 2026 às 19:46 6 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Professor Filemon, escritor e especialista em língua portuguesa, morre aos 67 anos
Publicado originalmente por [fonte]

Professor Filemon Félix de Moraes morre aos 67 anos, em Goiás

Arquivo pessoal/Rômulo Lima

Morreu neste domingo (27), o professor Filemon Félix de Moraes aos 67 anos, escritor e especialista em língua portuguesa. Ele também foi um dos fundadores da Academia de Letras de Águas Lindas de Goiás (Aletras) e presidente da entidade entre 7 de março de 2017 e 6 de março de 2021. Ao POPULAR, o filho dele, Thiago Filemon, disse que o pai enfrentava um câncer agressivo que evoluiu rapidamente.

"Ele teve câncer no reto com metástase peritoneal. Sofreu um pouco. Se espalhou muito rápido", informou.

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A filha do professor, Thalita Moraes, mencionou: "Ele foi divisor de águas na vida muitos funcionários públicos. Deu aulas gratuitas e formou muitas pessoas, era generoso e se doava muito".

A Academia de Língua Portuguesa, que tinha Filemon entre seus integrantes, lamentou a morte do professor nas redes sociais e destacou a trajetória dele como educador, além de lembrar a paixão pelo Fluminense. "Hoje nos despedimos de um grande professor, educador e torcedor do Fluminense. Filemon Félix deixa um legado de conhecimento, amizade e muitas histórias que permanecerão para sempre na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo”, publicou a entidade. Ao POPULAR, Ludmila Sá Teles, uma vizinha dele de condomínio em Brasília, disse que o professor era uma pessoa e excepcional.

"Ele era um cara do bem mesmo. Aqui no condomínio conhecia todos. Não tive oportunidade de ser aluna dele. Ele era amigo do meu pai. Fazia festas no final de semana. As vezes andávamos de lancha. Muito humilde. Venceu na vida", lembrou.

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A Escola Nova Aquarela, de Valparaíso de Goiás, também publicou uma homenagem ao professor e destacou a contribuição dele para a formação de crianças e o incentivo à leitura desde a Educação Infantil. "Com profundo pesar, a Escola Nova Aquarela, de Valparaíso de Goiás, se despede de uma pessoa magnífica, que fez parte da nossa história e deixou uma contribuição especial ao despertar o amor pela leitura desde a Educação Infantil”, publicou a escola. O velório de Filemon será realizado nesta segunda-feira (28), a partir das 13h, na Subprefeitura de Olhos D'Água. O sepultamento está marcado para as 16h do mesmo dia. Agora no g1

Ao POPULAR, a Academia de Letras de Águas Lindas de Goiás informou que Filemon foi um dos fundadores da Aletras e ocupava a Cadeira 33, que tinha como patronesse a escritora Cora Coralina. Segundo a academia, ele também criou o slogan oficial da entidade, “Propter Litterarum”, expressão em latim que significa “Em prol da literatura”. Ainda de acordo com a Aletras, Filemon organizou e publicou diversas coletâneas de autores nas categorias de poesias e poemas, além de contos e prosas, contribuindo para a divulgação da produção literária dos integrantes da academia. Segundo a Academia, Filemon também teve participação na publicação de obras de outros escritores. Em 2019, como presidente da entidade, ele participou do lançamento da obra impressa da escritora Maria do Carmo Manfredini, mãe do cantor Renato Russo, patrono da Cadeira 3 da academia. Ela publicou o conto “Um Cisco no Olho” na coletânea Toda a Prosa da ALETRAS - Volume 2, que reúne textos de diversos autores.

Em 2024, com incentivo de Filemon, Maria do Carmo voltou a publicar um conto sobre a trajetória da família Manfredini. Carreira

O professor foi um dos fundadores da Academia de Letras de Águas Lindas de Goiás

Arquivo pessoal/Rômulo Lima

Filemon Félix de Moraes nasceu em Poconé (MT), em 23 de março de 1959, e morava em Brasília havia 28 anos, segundo dados da Câmara dos Deputados. Ao longo da carreira, acumulou experiência na preparação de candidatos para concursos públicos e vestibulares, além de ministrar treinamentos para empresas privadas e órgãos públicos. Antes de se dedicar ao ensino da língua portuguesa, Filemon foi militar e bancário. Também atuou como instrutor da Escola de Administração Fazendária e como assessor de língua portuguesa do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), onde dava treinamentos para membros e servidores da instituição. Segundo informações do MPDFT, o professor ministrou cursos para órgãos federais como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Ministério da Defesa. Filemon também foi professor e palestrante em eventos culturais e cursos universitários. Ele atuou como comentarista esportivo e colunista de jornais e revistas, além de atividades em universidades da capital federal. O professor era conhecido também pela preparação de candidatos para concursos públicos. Com o curso “Português Fácil, Fácil!”, ajudou estudantes na preparação para provas, com foco em língua portuguesa, interpretação de textos e redação. Ao longo da carreira, Filemon concedeu entrevistas a veículos de comunicação sobre o ensino da língua portuguesa e o uso correto do idioma. Escritor Além da atuação como professor, Filemon publicou 35 livros didáticos nas áreas de gramática, interpretação de textos e redação. Também escreveu obras de poesia, contos, crônicas e parábolas. Entre os livros publicados estão O Sorriso dos Olhos de Thalita, de poemas, lançado em 2003; Azul Profundo, de contos e crônicas, de 2007; Meias Verdades, de contos, de 2009; Cartas Fraternas, de crônicas, de 2010; Outros Lampejos, de poesia, de 2013; Minhas Histórias Alheias, de parábolas, de 2015; e Certas Coisas Certas, de poemas, de 2017. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

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