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quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Professores e estudantes paralisam aulas na UFMT após impasse ameaçar prazo de formaturas; entenda

Professores e estudantes se reuniram com cartazes durante a mobilização do curso de Jornalismo da UFMT, no campus Cuiabá. Reprodução Professores e estudantes do curso de jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Cuiabá, iniciaram uma paralisação das atividades nesta quarta-feira (23). A mobilização discute o avanço da tramitação do novo Projeto Pedagógico de Curso (PPC), que

Por Redação Publicado em 23 de setembro de 2026 às 17:30 5 min de leitura

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Professores e estudantes paralisam aulas na UFMT após impasse ameaçar prazo de formaturas; entenda
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Professores e estudantes se reuniram com cartazes durante a mobilização do curso de Jornalismo da UFMT, no campus Cuiabá.

Reprodução

Professores e estudantes do curso de jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Cuiabá, iniciaram uma paralisação das atividades nesta quarta-feira (23). A mobilização discute o avanço da tramitação do novo Projeto Pedagógico de Curso (PPC), que está em discussão na universidade desde 2023. A previsão de retorno das atividades é sexta-feira (25).

Em nota, a UFMT, por meio da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROEG), informou que o PPC atualmente vigente não possui prazo de validade e que o processo segue seu trâmite institucional, sem prejuízo aos estudantes, mas não informou uma previsão para a conclusão da tramitação (leia a nota na íntegra no fim da reportagem).

Segundo o Colegiado de jornalismo, a demora na aprovação do novo projeto pode afetar o cumprimento do prazo previsto para a conclusão da graduação dos estudantes. A paralisação foi aprovada durante assembleia realizada em 8 de setembro, com 46 votos favoráveis, quatro contrários e nenhuma abstenção, que reuniu docentes e estudantes.

O movimento reivindica que a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROEG) encaminhe o novo PPC para análise e votação no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe). A proposta precisa avançar para que a nova matriz curricular possa ser implantada a partir de 2027.

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Na manhã desta quarta-feira (23), estudantes e professores se reuniram no saguão da Faculdade de Comunicação e Artes (FCA), no campus Cuiabá, para discutir o tema, fazer cartazes e organizar um ato na porta da reitoria para reivindicar um encontro para tratar do tema. Na ocasião, também foi assinado um documento coletivo reunindo os pontos que precisam ser discutidos.

Durante o período de paralisação, o Colegiado de Jornalismo informou que os estudantes não devem ter prejuízo em relação aos conteúdos das disciplinas atualmente ofertadas.

O que está em discussão

Um dos pontos que ainda envolvem a tramitação do projeto é a previsão de inglês e espanhol como disciplinas obrigatórias na nova matriz curricular. Conforme informações apresentadas pelo curso, a Pró-Reitoria considera necessária a inclusão dos componentes para adequação às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de Jornalismo.

O Colegiado de Jornalismo tem posicionamento contrário à obrigatoriedade. Mesmo assim, em dezembro de 2025, o curso procurou o Instituto de Linguagens (IL) para solicitar a indicação de professores que pudessem atender à demanda. De acordo com o curso, a solicitação não foi atendida por falta de disponibilidade de docentes.

Em seguida, a PROEG voltou a consultar o Instituto de Linguagens sobre a possibilidade de oferta das disciplinas. A nova consulta gerou questionamentos entre professores e estudantes, que defendem que o PPC seja encaminhado ao Consepe para dar continuidade à tramitação.

Como outras universidades ofertam os idiomas

Como parte da discussão, o curso de Jornalismo realizou um levantamento sobre a oferta de idiomas em 27 instituições públicas de ensino superior, sendo 26 federais e uma estadual. De acordo com os dados apresentados pelo curso, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) é a única das instituições consultadas que mantém inglês e espanhol como disciplinas obrigatórias na graduação em Jornalismo.

Na Universidade Federal do Piauí (UFPI) e na Universidade Estadual Paulista (Unesp) apenas o inglês aparece como obrigatório. Nas demais instituições analisadas, os idiomas são ofertados em diferentes formatos, como disciplinas optativas, atividades complementares ou extensão.

Nota da UFMT na íntegra:

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), por meio da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROEG), informa que a proposta de reestruturação do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de Jornalismo seguiu o trâmite nas instâncias competentes da Universidade, conforme o fluxo institucional previsto para esse tipo de processo.

Em fevereiro de 2026, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) analisou a proposta e determinou a realização de adequações antes da continuidade de sua tramitação. As providências necessárias estão sendo conduzidas pelas instâncias acadêmicas responsáveis.

A PROEG esclarece ainda que o PPC vigente não possui prazo de validade. Dessa forma, sua atualização não implica a interrupção da oferta do curso nem compromete, por si só, a conclusão dos estudantes que estão em fase de integralização curricular.

A PROEG considera ainda reestruturação do PPC pertinente e necessária para a atualização da formação acadêmica, em consonância com os marcos regulatórios vigentes e com as transformações do campo profissional do Jornalismo. O processo segue, portanto, seu trâmite institucional, sem prejuízo aos estudantes.

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