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sábado, 19 de setembro de 2026
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Público de bibliotecas em Campinas quase dobra em um ano e chega a 43,1 mil

O número de frequentadores nas oito bibliotecas públicas municipais de Campinas (SP) saltou de 22.580, em 2024, para 43.125 em 2025. Os dados, obtidos via Lei de Acesso à Informação, mostram o crescimento expressivo na busca por esses espaços na metrópole. A quantidade de empréstimos de livros também acompanhou a alta, passando de 11.167 para 13.576 no período. O movimento foi impulsionado princip

Por Redação Publicado em 19 de setembro de 2026 às 13:37 3 min de leitura

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Público de bibliotecas em Campinas quase dobra em um ano e chega a 43,1 mil
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O número de frequentadores nas oito bibliotecas públicas municipais de Campinas (SP) saltou de 22.580, em 2024, para 43.125 em 2025. Os dados, obtidos via Lei de Acesso à Informação, mostram o crescimento expressivo na busca por esses espaços na metrópole.

A quantidade de empréstimos de livros também acompanhou a alta, passando de 11.167 para 13.576 no período. O movimento foi impulsionado principalmente pela Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manuel Zinck, na região central.

O local, que conta com mais de 70 mil títulos, quase triplicou o número de acessos, indo de 10,3 mil para mais de 30,4 mil visitantes neste ano.

Coordenadora de bibliotecas municipais de Campinas, Dandewara Pereira

Reprodução/EPTV

Além da leitura

Para a coordenadora de bibliotecas municipais de Campinas, Dandewara Pereira, o crescimento reflete uma mudança no perfil das unidades e a busca do público por eventos gratuitos. Hoje, os espaços oferecem atividades interativas, como:

Exposições;

Jogos de tabuleiro;

Rodas de conversa;

Contação de histórias;

Saraus.

"Antes a gente via ela como um lugar sagrado que vinha para estudar. Hoje não, a gente vem na biblioteca, tem exposição, tem jogo de xadrez, tem uma interatividade que vai além da internet", afirma a coordenadora.

Estudante Leonardo Pellegatti, que faz cursinho para medicina

Reprodução/EPTV

Foco e senso crítico

Para o estudante Leonardo Pellegatti, que faz cursinho para medicina, a biblioteca oferece o silêncio e a concentração que ele não encontra em casa.

"Um livro é muito mais importante do que ler um vídeo numa rede social ou alguma coisa, porque o livro é uma coisa que você vai guardar e ele vai agregar. E a rede social é uma coisa efêmera, você vai esquecer rapidamente", diz.

O ambiente também serve como ponto de conexão e aprendizado. As advogadas Bruna Pimentel e Sabrina Barreto transformaram o hábito individual em uma experiência coletiva por meio do clube do livro "Mulheres que Leem Mulheres".

"Se a gente não lê, a gente não consegue ler a realidade, ler o mundo. Então isso é essencial para todo mundo, essa capacidade de ler o mundo", destaca Sabrina.

Advogadas Bruna Pimentel e Sabrina Barreto transformaram o hábito individual em uma experiência coletiva por meio do clube do livro 'Mulheres que Leem Mulheres'

Reprodução/EPTV

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