Rio tem inverno mais chuvoso dos últimos 20 anos
Rio registrou inverno mais chuvoso dos últimos 20 anos Adilson Coutinho/ TV Globo A cidade do Rio de Janeiro registrou o inverno mais chuvoso dos últimos 20 anos, segundo dados do Sistema Alerta Rio. Entre 20 de junho e 21 de setembro, foram acumulados 255,1 mm de chuva, volume bem acima da média histórica da estação, de 191,4 mm. O índice registrado neste ano se aproxima do observado em 2006, qu
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Rio registrou inverno mais chuvoso dos últimos 20 anos
Adilson Coutinho/ TV Globo
A cidade do Rio de Janeiro registrou o inverno mais chuvoso dos últimos 20 anos, segundo dados do Sistema Alerta Rio. Entre 20 de junho e 21 de setembro, foram acumulados 255,1 mm de chuva, volume bem acima da média histórica da estação, de 191,4 mm.
O índice registrado neste ano se aproxima do observado em 2006, quando foram contabilizados 258,2 mm no período. O recorde da série histórica continua sendo o de 2004, com 321,4 mm.
Desde 1997, ano do começo da medição, 2026 é o sexto ano com inverno mais chuvoso.
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Este não foi o único marco registrado em 2026. Mesmo antes do fim do mês, a cidade já teve o setembro mais chuvoso dos últimos 29 anos. Até as 8h45 de quarta-feira (23), o acumulado chegava a 163,2 mm.
Nesta quinta-feira (24), o tempo continua instável. Segundo a meteorologista Hana Silveira, da Climatempo, o céu permanece nublado e a chuva pode ocorrer a qualquer momento, mas com volumes menores do que os registrados no dia anterior.
“A quinta-feira ainda será com céu nublado e a chuva acontece a qualquer momento do dia, mas com volumes bem menores do que ontem. A chuva é fraca na maioria das vezes, podendo ser ocasionalmente moderada”, afirmou.
Frentes frias e influência climática
Moradores do Rio enfrentaram o inverno mais chuvoso dos últimos 20 anos
Reprodução/ TV Globo
O cenário é resultado da passagem de sucessivas frentes frias pela costa da Região Sudeste desde o início de setembro. O fenômeno favoreceu a ocorrência de chuva e a entrada de ar frio no estado do Rio de Janeiro.
Além disso, a circulação de ventos em diferentes níveis da atmosfera tem mantido a umidade elevada, condição que favorece a formação de áreas de instabilidade.
Segundo Hana Silveira, o El Niño contribui para esse cenário, mas não é o único fator responsável pelo aumento das precipitações.
“O El Niño tem um papel importante neste cenário. É um fenômeno climático relevante que alterou o regime de chuvas em várias regiões do país, mas não explica sozinho essa situação. Outro fenômeno muito importante é a Oscilação Antártica, uma variação nos campos de pressão e nos ventos que ocorre ao redor do continente antártico”, afirmou.
De acordo com a meteorologista, a Oscilação Antártica teve influência principalmente na primeira quinzena de setembro, favorecendo períodos de instabilidade e dias chuvosos no estado.
“Esse fenômeno tem fases positiva e negativa. Na fase positiva, as massas de ar frio encontram mais dificuldade para avançar em direção ao Brasil. Já na fase negativa, ocorre o contrário: a chegada de massas de ar frio e de frentes frias é favorecida”, explicou.
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