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Salva pelo pai, jovem supera doença rara no fígado, vira mãe e celebra vida no interior de SP

Salva pelo pai, jovem supera doença rara no fígado, vira mãe e celebra vida em SP Diagnosticada com uma doença rara no fígado logo após o nascimento, a estudante Vivian Rocha Caetano passou por um transplante urgente graças ao próprio pai, que foi o doador compatível há 18 anos. Hoje, totalmente recuperada, a moradora de Santa Cruz das Palmeiras (SP) realizou o sonho da maternidade e celebra a vid

Por Redação Publicado em 27 de setembro de 2026 às 06:00 6 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Salva pelo pai, jovem supera doença rara no fígado, vira mãe e celebra vida no interior de SP
Publicado originalmente por [fonte]

Salva pelo pai, jovem supera doença rara no fígado, vira mãe e celebra vida em SP

Diagnosticada com uma doença rara no fígado logo após o nascimento, a estudante Vivian Rocha Caetano passou por um transplante urgente graças ao próprio pai, que foi o doador compatível há 18 anos. Hoje, totalmente recuperada, a moradora de Santa Cruz das Palmeiras (SP) realizou o sonho da maternidade e celebra a vida com o pequeno Gael, de 7 meses.

Neste domingo (27), Dia Nacional da Doação de órgãos, conheça a história dessa família, que foi marcada por superação e pelo gesto de amor que uniu duas gerações.

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Transplante urgente

A estudante de Santa Cruz das Palmeiras (SP) Vivian Rocha Caetano passou por transplante de fígado na infância

Reprodução/EPTV

A pequena Vivian nasceu com apenas 525 gramas. A pele amarelada acendeu o alerta e o diagnóstico veio rápido: atresia de vias biliares, uma doença rara que fazia com que o fígado não funcionasse corretamente.

A única saída era um transplante urgente. "A gente começou a investigar com exame para ver o que era. Aí deu que era atresia de vias biliares, um probleminha no fígado. Ela teve que ir para São Paulo para fazer o transplante", relembrou a dona de casa Evanilda Rocha Caetano, mãe de Vivian.

Para o pai, a incerteza do momento gerava angústia constante. "Tinha medo era de perdê-la. A gente só pensava no pior", contou o motorista Luiz Carlos Caetano.

Pai de Vivian doou parte do fígado para a filha ainda bebê

Reprodução/EPTV

Após três meses de espera na fila, os exames confirmaram que o pai e a mãe eram compatíveis. O pai foi o doador.

"Descobrir que podia ser doador foi um alívio, porque daí não ia depender de ninguém, só da gente", destacou Luiz Carlos.

"Fomos e ficamos lá esperando. Só eu lá fora esperando os dois em cirurgia. Fiquei agoniada, demorou bastante", disse Evanilda.

Anos após a cirurgia que salvou sua vida, Vivian olha para o passado com emoção, mas enxerga o presente com gratidão. Ela cresceu, realizou o sonho de ser mãe e deu à luz o pequeno Gael, de 7 meses.

Moradora de Santa Cruz das Palmeiras, Vivian celebra a vida após transplante na infância

Reprodução/EPTV

"É muita tristeza [revisitar esse passado], mas saber que estou bem já é um alívio. Graças a Deus", afirma a estudante Vivian Rocha Caetano.

O pai, que doou parte do órgão há 18 anos, agora vê a vida se renovar na figura do neto. O doador do passado hoje celebra o papel de avô de um garotão cheio de energia.

Veja reportagem completa do EPTV1:

Mais de 23 mil pessoas estão na fila à espera de um transplante no estado de SP

'O coração já está batendo no peito de alguém'

A história de Vivian é uma exceção em que a doação ocorreu entre vivos. Na maioria dos casos, a vida de quem espera depende da doação pós-morte e da agilidade de equipes especializadas.

A Santa Casa de São Carlos é referência na captação de órgãos e foi destaque por ter 100% de aceite das famílias entrevistadas. No ano passado, a instituição realizou 11 captações de órgãos. Neste ano, já foram registradas seis captações.

O enfermeiro Tiago Clezer da Silva, coordenador de Enfermagem da UTI, relembra o dia mais desafiador de sua trajetória, quando trabalhou quase 48 horas seguidas em duas captações simultâneas.

"É uma coisa muito gratificante saber que a gente vai salvar vida. A gente vai tirar pessoas de fila, uma pessoa que está numa máquina esperando um coração, um pulmão", relatou Tiago.

"Tivemos duas cirurgias com intervalo de duas a três horas. Como moro do lado do hospital, fui em casa rapidinho só tomar um banho, comer algo e voltar. Na hora que saí pela porta, pensei: 'Já está dando quatro horas, o coração já está batendo no peito de alguém'", completou o coordenador.

Além do trabalho de captação, o hospital busca a certificação para passar a realizar cirurgias de transplante na própria unidade.

A rotina de quem aguarda por um recomeço

Rosângela Ester Botelho Caviccioli está na espera por um transplante

Reprodução/EPTV

Enquanto histórias como a de Vivian inspiram, a realidade de quem continua na fila é marcada pela resiliência. No Estado de São Paulo, mais de 23 mil pessoas aguardam por um transplante.

É o caso da instrutora de autoescola Rosângela Ester Botelho Caviccioli. Há sete anos, problemas de pressão alta não controlados afetaram gravemente seus rins, exigindo uma mudança radical na rotina.

"Eu já fazia tratamento de pressão desde os meus 28 anos, que adquiri na última gravidez. A medicação já não estava sendo muito eficiente e o cardiologista percebeu que estava afetando a parte renal", explicou Rosângela.

Hoje, ela faz hemodiálise três vezes por semana, durante quatro horas por sessão, enquanto aguarda por um rim compatível.

"É complicado. Depois da hemodiálise a gente fica enfraquecida, dá tontura, a pressão cai. Até se recuperar demora um pouco. Mas estamos na fé e na esperança. Acho que é a palavra: fé e esperança", desabafou a instrutora.

Como ser um doador de órgãos?

No Brasil, a doação de órgãos pós-morte exige a autorização da família. Por isso, o passo principal é conversar com os parentes e expressar a vontade em vida.

Para oficializar o desejo de forma digital, é possível preencher a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) pelo site oficial. O registro é gratuito e fica disponível para consulta das equipes médicas e familiares.

VÍDEOS DA EPTV:

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