SP tem previsão de novo temporal nesta quinta após chuva que matou mulher e alagou ruas
Chuva causa uma morte e provoca transtornos em São Paulo Após a forte chuva que matou uma mulher e deixou ruas alagadas, os moradores da cidade de São Paulo devem enfrentar novo temporal no final da tarde desta quinta-feira (15). A previsão do Climatempo indica chuva volumosa com valores iguais ou superiores a 50 mm com 100% de probabilidade. O meteorologista Cesar Soares, do Climatempo, explica q
Conteúdo de G1 — ler no site de origem
Chuva causa uma morte e provoca transtornos em São Paulo
Após a forte chuva que matou uma mulher e deixou ruas alagadas, os moradores da cidade de São Paulo devem enfrentar novo temporal no final da tarde desta quinta-feira (15). A previsão do Climatempo indica chuva volumosa com valores iguais ou superiores a 50 mm com 100% de probabilidade.
O meteorologista Cesar Soares, do Climatempo, explica que temporais são comuns nesta época do ano, com a chegada da primavera e o aumento das temperaturas durante a tarde. Essas condições favorecem a formação de tempestades e, consequentemente, de alagamentos.
"Tem previsão para temporal muito parecido com o de ontem aqui em São Paulo. Isso porque estamos com calor de novo, tem umidade na atmosfera. Então não dá para descartar uma chuva bem intensa em forma de tempestade", afirma o meteorologista.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também emitiu um alerta laranja de “perigo” para tempestade para todo o estado. O aviso é válido até as 23h59 desta quinta. Para o estado, a previsão do Inmet é de chuva entre 30 e 60 mm por hora ou entre 50 e 100 mm ao longo do dia, com ventos de 60 a 100 km/h e queda de granizo. Também há o risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.
Em nota, a Defesa Civil alerta que, após dias consecutivos de chuva, o solo estará mais saturado, aumentando o potencial para alagamentos, enxurradas e elevação dos níveis de rios e córregos, principalmente nas áreas mais vulneráveis.
Carros amontoados após inundação no túnel do Anhangabaú, em SP
Reprodução/TV Globo
Alagamento do túnel do Anhangabaú
Em apenas 40 minutos, choveu no córrego do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, na quarta-feira (14), o equivalente ao esperado para 11 dias de outubro, informou a prefeitura. O temporal acumulou 42 milímetros de chuva na região central, volume que corresponde a 37% dos 112 milímetros previstos para o mês inteiro em toda a capital. A força da água provocou um alagamento que deixou carros e ônibus completamente submersos no Túnel do Vale do Anhangabaú.
O impacto maior foi registrado no túnel, onde 26 carros e dois ônibus ficaram completamente submersos. Imagens feitas por motoristas mostram veículos cobertos pela água até as janelas e pessoas tentando sair dos automóveis (veja acima). 🔍Um milímetro de chuva equivale a um litro de água acumulado sobre cada metro quadrado de superfície, desconsiderando a infiltração e o escoamento. Assim, 42 milímetros correspondem a 42 litros de água por metro quadrado. Em uma área de 100 metros quadrados, por exemplo, isso representa 4.200 litros de água acumulada. Quando a chuva cai em grande volume e em pouco tempo, a água pode se acumular mais rápido do que os sistemas de drenagem conseguem escoá-la.
Depois que o nível baixou, as pessoas que ficaram presas no local foram resgatadas. Inicialmente, os bombeiros informaram a existência de pelo menos quatro vítimas, sem especificar a situação delas.
Segundo a Prefeitura de São Paulo, as interdições do Túnel do Anhangabaú começaram às 15h38. A administração municipal informou que as seis bombas instaladas no local funcionaram ininterruptamente, sem problemas registrados, mas a capacidade de vazão não foi suficiente diante do volume de água. Ainda de acordo com a prefeitura, o sistema é monitorado 24 horas por dia por sensores e câmeras, e um caminhão de bombeamento emergencial foi mobilizado para reforçar a drenagem. Equipes de limpeza urbana também atuaram nos trechos em que a água já baixou.
LEIA TAMBÉM:
'A água subiu em segundos': motoristas relatam desespero ao ficarem presos em enchente no túnel do Anhangabaú
Moradora da Brasilândia morre após casa ser atingida por deslizamento de terra na Zona Norte de SP
Carros e ônibus boiam no túnel do Anhangabaú durante chuva forte em SP
Arquivo Pessoal
Em uma publicação no Instagram, às 18h30 desta quarta-feira (14), Nunes disse que o volume de água foi elevado em um curto intervalo de tempo e que equipes de diferentes áreas foram mobilizadas para atuar na região. "Foi um volume realmente grande e inesperado em um período muito curto, mas estamos aqui trabalhando para restabelecer completamente a cidade", afirmou.
Chuva intensa e ventos de quase 90 km/h
Lago do Ibirapuera transborda e alaga parque após chuva forte em SP
Os dados do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) mostram que o temporal atingiu diferentes regiões da capital. Uma moradora da Brasilândia morreu após a casa ser atingida por deslizamento de terra.
A estação meteorológica do CGE na Sé registrou 48,5 milímetros de chuva, o maior índice entre as estações do órgão. Na sequência, aparecem Vila Nova Cachoeirinha, com 21,5 milímetros; Ribeirão dos Meninos, com 17,2; Oratório, com 16,8; e Vila Madalena, com 12 milímetros.
Na Rede Telemétrica do Alto Tietê, o maior acumulado foi registrado no córrego Sapateiro, no Parque Ibirapuera, com 67,8 milímetros. O Parque da Aclimação teve 64 milímetros, enquanto o córrego Anhangabaú, na Avenida 23 de Maio, acumulou 47,2 milímetros. O Rio Tamanduateí, na região do Mercado Municipal, registrou 42,4 milímetros.
O temporal também veio acompanhado de ventos fortes. A maior rajada registrada chegou a 88,9 km/h no Aeroporto de Congonhas, às 16h44. Antes disso, o mesmo aeroporto havia registrado ventos de 61,1 km/h, às 16h03. Na estação meteorológica do CGE na Sé, as rajadas chegaram a 43,3 km/h, às 15h40. Também houve registro de queda de granizo na região da Consolação, no Centro, às 15h40.
Área do Terminal Bandeira, no Centro da capital, alagada após forte chuva
Arquivo pessoal