Suposto vazamento, escritório não vasculhado, lista com nomes e R$ 19 mil deixados para trás: as pontas soltas do caso Milton Leite em SP
Criminosos furtam gravador de câmera de segurança de imóvel de ex-vereador Milton Leite, preso em investigação sobre o PCC As investigações da Operação Vectura Corrupta, sobre a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) nas empresas de ônibus de São Paulo, levantaram nos últimos dias uma série de questões que ainda são apuradas por promotores e policiais envolvidos no caso.
Conteúdo de G1 — ler no site de origem
Criminosos furtam gravador de câmera de segurança de imóvel de ex-vereador Milton Leite, preso em investigação sobre o PCC
As investigações da Operação Vectura Corrupta, sobre a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) nas empresas de ônibus de São Paulo, levantaram nos últimos dias uma série de questões que ainda são apuradas por promotores e policiais envolvidos no caso.
A maioria dessas novas questões tem relação direta com o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), principal alvo da operação.
A revelação da existência de um escritório não incluso nos mandados de busca e apreensão da operação da última quinta-feira (17) e o fato de o lugar ter sido alvo de um roubo onde os ladrões deixaram R$ 19,2 mil para trás despertaram dúvidas. O Ministério Público ainda apura se houve vazamento da operação, que pode ter dificultado a prisão de Leite, que se entregou um dia após (leia mais abaixo).
Segundo a polícia, a casa em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, não tem registro na Prefeitura de SP e nem matrícula em cartório. Por isso, ficou de fora da lista de buscas na operação deflagrada na quinta-feira (17) para apurar a infiltração do PCC no sistema de transporte coletivo.
Apesar de documentos pessoais de Milton Leite terem sido encontrados dentro do imóvel, a ligação do espaço com o ex-vereador só foi confirmada depois que o advogado da empresa Lesimo Sondagens Projetos e Construções Ltda., proprietária do local, compareceu à delegacia e entregou as chaves do imóvel.
A Lesimo é uma empresa de engenharia e perfuração de solos registrada em nome do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo e de seu filho, o deputado estadual Milton Leite Filho.
Criminosos furtam escritório de Milton Leite na Zona Sul de SP e levam HD com imagens
Após a invasão alertada pelos vizinhos, a polícia encontrou dentro do imóvel a quantia de R$ 19.261 sobre o sofá da casa, além de uma planilha com nomes e valores supostamente pagos pela empresa da família Leite.
A polícia quer entender o contexto dos pagamentos e se a lista tem alguma ligação com figuras políticas do estado de São Paulo.
Registro da Junta Comercial do Estado de São Paulo sobre a empresa dona da casa em Santo Amaro.
Reprodução/Jucesp
Operação Vectura Corrupta
Milton Leite foi preso na sexta-feira (18), após se entregar na delegacia de Mogi das Cruzes, na Grande SP, que investiga o PCC.
Ele foi alvo de mandado de prisão da Operação Vectura Corrupta e ficou mais de trinta horas foragido.
Conforme o g1 noticiou, o Ministério Público e a Polícia Civil querem saber se houve vazamento de informações privilegiadas da ação para o ex-vereador, uma vez que vários endereços dele foram revistados pela Polícia Civil, que não o encontrou.
Em coletiva de imprensa na quinta-feira (17), o delegado Fabrício Intelizano – de Mogi das Cruzes – afirmou que vai apurar se houve vazamento no decorrer da investigação.
“A gente vai apurar isso [vazamentos] no curso da investigação. Mas a gente não pode afirmar de maneira categórica. Tanto que a maioria dos alvos foi encontrado. Se tivesse ocorrido de fato qualquer tipo de situação assim, o resultado da operação teria sido outro. Mas isso a gente vai apurar ao longo da investigação e verificar se houve esse tipo de situação”, afirmou (veja vídeo abaixo).
Delegado diz que supostos vazamentos da operação contra Milton Leite devem ser apurados
Nesta segunda-feira (21), a defesa de Milton Leite entrou com pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
Os advogados argumentam que a ordem de prisão se baseou apenas em citações feitas por terceiros e que o ex-vereador faz uso contínuo de medicamentos e precisa de acompanhamento médico regular.
A defesa de Milton Leite disse que aguarda acesso integral aos autos para demonstrar a inocência dele.
Ex-vereador Milton Leite se entrega à polícia de SP sob suspeita de ligação com o PCC