Testemunha diz que bombeiro quebrou vidro do carro com cotoveladas antes de matar estudante a tiros em Taubaté
Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, era estudante do 4º semestre de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau). Reprodução/TV Vanguarda Uma testemunha protegida contou à Polícia uma versão diferente da apresentada pela defesa de Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, acusado de atirar e matar o estudante de Medicina, Bruno Hashimura San Julano, de 23 anos, em uma discussão de trânsito nesta quar
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Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, era estudante do 4º semestre de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau).
Reprodução/TV Vanguarda
Uma testemunha protegida contou à Polícia uma versão diferente da apresentada pela defesa de Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, acusado de atirar e matar o estudante de Medicina, Bruno Hashimura San Julano, de 23 anos, em uma discussão de trânsito nesta quarta-feira (30), em Taubaté.
Segundo apurou a reportagem da TV Vanguarda, uma testemunha contou que estava parada no semáforo, próximo ao local da ocorrência, quando presenciou tudo o que aconteceu.
De acordo com a testemunha, Marcos Paulo desceu do Jeep Renegade onde estava e começou a gritar em direção ao estudante. Em seguida, segundo o depoimento, ele teria desferido três cotoveladas no vidro, conseguindo quebrá-lo. Logo depois, foram feitos os disparos.
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A testemunha afirmou que conseguiu visualizar o que aconteceu pela janela do passageiro e pelo para-brisa de seu veículo, em razão da proximidade entre os carros. Ela contou aos policiais ainda que Bruno permaneceu o tempo todo dentro do carro, com os vidros fechados, sem discutir e sem se projetar para fora do carro.
A versão dada pela testemunha contesta o que foi apresentado por Marcos Paulo à Polícia em seu depoimento e o que foi argumentado pela defesa.
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Reprodução/TV Vanguarda
Segundo o advogado Cláudio Rodrigues, Marcos saiu de Caçapava por volta das 7h acompanhado da esposa e do filho, que estava febril. A família seguia para Taubaté em busca de atendimento médico.
De acordo com a defesa, durante o trajeto, um Chevrolet Prisma teria se aproximado do carro onde estava a família. O advogado afirma que a esposa de Marcos teria ouvido o motorista gritar e visto um objeto que parecia ser uma arma.
"Ela pediu ao seu marido: acelera, acelera, que é assalto", afirmou o advogado.
Ainda segundo a versão apresentada pela defesa, Marcos acelerou para tentar fugir, mas precisou parar em um semáforo. O outro veículo teria parado à frente.
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O advogado afirma que Marcos, por ser bombeiro militar, desceu do carro armado, se identificou como policial e pediu que o motorista saísse do veículo.
Segundo a defesa, o homem não obedeceu à ordem e, quando Marcos se aproximou do carro, o vidro do veículo foi quebrado. O advogado afirma que o motorista teria avançado contra o bombeiro com o objeto que, posteriormente, foi identificado como uma faca.
"Neste momento, o condutor reagiu, desferiu uma intenção de atingi-lo com esse objeto, que agora nós sabemos ser uma faca", disse Rodrigues. De acordo com o advogado, Marcos efetuou aproximadamente três disparos para conter a ameaça.
"Ele disparou para conter a grave ameaça", afirmou.
Marcos Paulo passou por audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (1º), onde teve a liberdade provisória concedida pela Justiça. Ainda na manhã desta quinta, o corpo de Bruno Hashimura foi velado em Jacareí.
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