Trabalhadores dos Correios encerram greve no Acre e voltam ao trabalho nesta sexta (25)
Trabalhadores dos Correios no Acre decidiram encerrar greve de 14 dias Arquivo/Sintect-Acre Após 14 dias de paralisação, os trabalhadores dos Correios decidiram encerrar a greve no Acre. A decisão foi tomada em assembleia na noite dessa quinta-feira (24), e os funcionários devem retornar às atividades nesta sexta (25), conforme determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). No julgamento, o
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Trabalhadores dos Correios no Acre decidiram encerrar greve de 14 dias
Arquivo/Sintect-Acre
Após 14 dias de paralisação, os trabalhadores dos Correios decidiram encerrar a greve no Acre. A decisão foi tomada em assembleia na noite dessa quinta-feira (24), e os funcionários devem retornar às atividades nesta sexta (25), conforme determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
No julgamento, o TST considerou a greve não abusiva, determinou a compensação dos dias parados e estabeleceu reajuste salarial de 4,09% para os trabalhadores. A empresa havia pedido que a paralisação fosse considerada abusiva, mas o pedido foi rejeitado pelo tribunal.
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🔍 Uma greve é considerada abusiva quando a Justiça entende que houve excesso no exercício do direito de paralisação ou que regras previstas para o movimento não foram respeitadas. No caso dos Correios, o TST não classificou a greve dessa forma.
Em nota enviada ao g1, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Acre (Sintect-AC) afirmou que a decisão do TST trouxe mudanças que, segundo a entidade, afetam direitos dos trabalhadores, como plano de saúde, férias, vale-alimentação extra e repouso remunerado.
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"Nossa luta não termina com uma decisão judicial e não apaga a nossa história. A nossa greve foi legítima e serviu para denunciar os rumos de uma reestruturação que, na visão dos trabalhadores, caminha na contramão de uma empresa eficiente e de qualidade", diz trecho (leia mais abaixo)
Greve foi resultado de negociações
Na manifestação divulgada após o julgamento, o Sintect-AC afirmou que a greve ocorreu após um processo de negociação em que, segundo a avaliação da categoria, as reivindicações dos trabalhadores não foram atendidas de forma suficiente.
O sindicato também afirmou que o movimento teve como objetivo defender direitos trabalhistas e questionar o processo de reestruturação dos Correios. Segundo a entidade, a reestruturação apresentada pela direção envolve mudanças na rede de atendimento e fechamento de unidades.
O Sintect-AC defendeu que essas mudanças sejam discutidas com transparência e com participação dos trabalhadores visto que, segundo o sindicato, também envolve a redução de funções, e com isso, baixa salarial, além de exigirem alterações nas condições de trabalho.
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Hugo Costa/Rede Amazônica
Caixa Econômica
Também nesta sexta-feira, uma decisão liminar determinou o retorno de parte dos funcionários da Caixa Econômica Federal no Acre. A determinação estabelece que 60% dos funcionários de cada agência sejam mantidos em atividade para garantir o funcionamento dos serviços essenciais.
O banco tem prazo de até 24 horas para cumprir a decisão e retomar os atendimentos conforme determinado pela Justiça. A Caixa era a única instituição bancária que permanecia em greve no estado após o encerramento do movimento no Banco da Amazônia.
Na quarta (23), os bancários do Banco da Amazônia no Acre aprovaram a proposta apresentada pela instituição financeira e decidiram encerrar a greve em todas as unidades do banco no estado acreano.
A decisão foi tomada em assembleia do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Estado do Acre (SEEB-AC). A categoria encerrou o movimento após uma nova proposta apresentada pelo Banco da Amazônia durante as negociações da Campanha Nacional dos Bancários.
Nota do Sintect-AC
À categoria e à população. Juntos na defesa dos Correios públicos, dos trabalhadores e de um serviço de qualidade para toda a sociedade!
Chegamos ao final do julgamento da greve dos trabalhadores dos Correios no Tribunal Superior do Trabalho (TST). O resultado traz preocupações e exige atenção de toda a categoria e de toda a população que utiliza os nossos serviços.
A decisão estabeleceu a vigência do Acordo Coletivo de Trabalho por um ano e trouxe alterações que impactam direitos importantes presentes na nossa realidade, entre eles o plano de saúde, férias, vale-alimentação extra, repouso remunerado e outras cláusulas relevantes.
Merecem destaque, ainda, as cláusulas sindicais, que foram diretamente atingidas no processo, em meio a medidas que a categoria entende como retaliação por parte da direção dos Correios.
Nós fizemos a nossa parte. Fomos às ruas, participamos das mobilizações, defendemos nossos direitos e mostramos que os trabalhadores dos Correios estão atentos e organizados.
O futuro dos Correios exige diálogo, investimento, planejamento e compromisso com sua função pública e social. As decisões que envolvem a empresa e seus trabalhadores não podem ser tratadas apenas como questões administrativas: elas também têm impacto direto sobre a população e sobre a qualidade do serviço postal prestado em todo o país.
O processo de reestruturação apresentado pela direção da empresa envolve mudanças na estrutura da rede de atendimento, fechamento de unidades, redução de funções e alterações nas condições de trabalho. São questões que precisam ser debatidas com transparência, responsabilidade e, sobretudo, com a participação dos trabalhadores.
A greve foi resultado de um processo de negociação no qual, na avaliação da categoria, não houve atendimento suficiente às reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
A nossa luta não termina com uma decisão judicial. Uma decisão não apaga a nossa história, a nossa organização e a nossa capacidade de continuar debatendo, mobilizando e defendendo os trabalhadores dos Correios.
Cada trabalhador e cada trabalhadora que participou dessa mobilização contribuiu para defender direitos, melhores condições de trabalho e um Correios público, forte e presente em todo o Brasil.
VÍDEOS: g1