Trump critica Noruega por ter ficado sem Nobel da Paz: 'Não vamos esquecer'
Governo Trump impõe sanções ao Tribunal Penal Internacional após juíza ganhar Nobel da Paz O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta sexta-feira (9) a Noruega por não conceder o Prêmio Nobel da Paz aos americanos. Em um comício, ele afirmou que os país deveria ter recebido oito prêmios, um para cada guerra que ele diz ter encerrado. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do
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Governo Trump impõe sanções ao Tribunal Penal Internacional após juíza ganhar Nobel da Paz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta sexta-feira (9) a Noruega por não conceder o Prêmio Nobel da Paz aos americanos. Em um comício, ele afirmou que os país deveria ter recebido oito prêmios, um para cada guerra que ele diz ter encerrado.
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Trump alega que conseguiu encerrar oito conflitos em todo o mundo, uma afirmação contestada por especialistas e lideranças internacionais. Desde o ano passado, ele afirma que merece receber o Nobel da Paz.
“E não vamos esquecer, Noruega, que vocês não deram esse prêmio a quem tem o maior histórico da história, com oito guerras”, disse Trump.
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante comício em Syracuse, no estado de Nova York
Nathan Howard/Reuters
O presidente também afirmou que a decisão é mais um sinal de que a Noruega e outros países estão prejudicando os Estados Unidos. Apesar disso, os membros do comitê que decidem o prêmio não tem vínculo com o governo norueguês.
“O fato de vocês não terem dado o Prêmio Nobel da Paz aos Estados Unidos da América é apenas mais um sinal de como a Noruega e todos esses outros estão passando a perna no nosso país”, declarou.
Trump também criticou o prêmio e disse que ele perdeu credibilidade por causa de pessoas que classificou como “ideólogos radicais” contrários à democracia e “inimigos da civilização”.
Vencedora
A jurista sul-africana Navanethem 'Navi' Pillay, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, em foto de 16 de setembro de 2026
Fabrice Coffrini/AFP
O Prêmio Nobel da Paz 2026 foi concedido à jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay, de 85 anos. Pillay foi laureada pela defesa da justiça internacional e do Estado de Direito.
Ao longo da carreira, a jurista julgou o genocídio em Ruanda, chefiou a área de direitos humanos da ONU e presidiu o comitê contratado pela ONU que determinou que Israel cometeu genocídio em Gaza.
O presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, afirmou que a premiação à jurista sul-africana é "uma mensagem àqueles que estão atacando e enfraquecendo o sistema internacional".
A fala foi lida como uma indireta a Trump, que atacou instituições multilaterais e internacionais, como o Tribunal Penal Internacional (TPI) — o qual Pillay fez parte nos anos 2000.
O governo Trump, inclusive, anunciou novas sanções contra o TPI horas após Pillay ser laureada com o Nobel da Paz.
Após saber que venceu o Nobel da Paz, Pillay brincou, de forma irônica, sobre dividir o Nobel da Paz com Trump. Ela também se disse surpresa com o prêmio.
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