VÍDEO: Bombeira mostra desafios para trocar bandeira a mais de 50 metros de altura em ponte no Acre
Bombeira faz sucesso ao mostrar desafios para trocar bandeira no alto de ponte no Acre 🚩 A 2ª sargento do Corpo de Bombeiros Jessyca Lima da Silva, de 33 anos, mostrou nas redes sociais a 'saga' enfrentada para traocar a bandeira do Acre no topo da Ponte da União, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre. As imagens revelam as técnicas dos militares e os cuidados para substituir o símbolo estadual a m
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Bombeira faz sucesso ao mostrar desafios para trocar bandeira no alto de ponte no Acre
🚩 A 2ª sargento do Corpo de Bombeiros Jessyca Lima da Silva, de 33 anos, mostrou nas redes sociais a 'saga' enfrentada para traocar a bandeira do Acre no topo da Ponte da União, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre. As imagens revelam as técnicas dos militares e os cuidados para substituir o símbolo estadual a mais de 50 metros de altura. (Veja vídeo acima)
Ao g1, a sargento falou sobre o esforço físico e os cuidados necessários para executar a operação, que pode levar até três horas para ser concluída. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp
"Decidi gravar o vídeo mais nesse sentido de matar a curiosidade, porque sei que muitas pessoas talvez não saibam nem que é o Corpo de Bombeiros que troca as bandeiras ou talvez o que tem lá em cima, já fui criança e sei que essas curiosidades existem nas pessoas", explica.
A repercussão da gravação surpreendeu Jessyca. Ela disse que esperava que o conteúdo alcançasse tantas pessoas. O vídeo foi postado no perfil da sargento e rapidamente foi replicado pelos seguidores. A intenção inicial era apenas compartilhar uma curiosidade com os seguidores.
Procedimento exige treinamento para evitar acidentes na estrutura de 56 metros
Arquivo pessoal
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Nos comentários, internautas demonstraram surpresa ao descobrir como o trabalho é realizado. Alguns disseram que tinham curiosidade sobre o acesso ao topo da estrutura. "Sempre quis saber como era lá, mas já estou satisfeita vendo de longe", brincou uma seguidora.
A bombeira avaliou positivamente a reação do público e destacou que o vídeo permitiu mostrar uma parte menos conhecida da rotina. "Foi bom eles verem esse outro lado ou talvez um lado até um pouco mais interno do Corpo de Bombeiros, que as pessoas não têm acesso", declara.
Troca programada
Há 13 anos na corporação, a militar conta que a substituição é feita de acordo com o desgaste do tecido e ocorre, em média, três vezes por ano. Segundo ela, além do esforço para subir a estrutura, a retirada da bandeira antiga pode ser dificultada pelas condições das peças que a prendem. Jessyca fez a gravação no próprio celular e a gravação mostra ela totalmente equipada com um colega de trabalho, subindo pelas escadarias dentro da estrutura. "Nem tudo foi filmado pois temos que trabalhar, mas nossa missão foi concluída com sucesso", brinca no vídeo.
A sargento destacou que costuma compartilhar conteúdos sobre o trabalho, mas nem sempre consegue registrar as atividades, principalmente durante atendimentos de ocorrências, como incêndio e até acidentes que ocorrem na região do Vale do Juruá.
Não pode vacilar
Para fazer o serviço, os bombeiros levam uma mochila com a nova bandeira que vai ser ser instalada, além de chaves de diferentes tamanhos e outras ferramentas que podem ser necessárias durante o procedimento.
Vídeo da sargento Jessyca Lima da Silva mostrando a troca da bandeira repercutiu nas redes sociais
Arquivo pessoal
Entre os materiais estão alicate e o cordim, que é uma corda auxiliar usada na escalada que funciona como equipamento de segurança. As ferramentas também são presas por cordões e conectadas a mosquetões para evitar que caiam durante o trabalho em altura.
O tempo necessário para concluir a troca depende das condições encontradas no local. "Em média, a gente gasta de duas horas a três horas para fazer a troca, dependendo do estado das braçadeiras, que às vezes oxidam e dão um pouco mais de trabalho para tirar", relatou.
Treinamento
Jessyca explicou que os profissionais recebem treinamento básico para atividades em altura desde o curso de formação de soldados, etapa inicial para ingressar na corporação. A preparação inclui orientações sobre os materiais e as ferramentas utilizados nesse tipo de trabalho.
Segundo a militar, a segurança é uma preocupação constante durante toda a atividade. "A atividade de altura não é uma atividade que tem margem para erro. Então, você tem que ter toda a segurança possível pois senão é fatal" afirmou.
O sistema utilizado na subida conta com dois pontos de proteção, para que um possa oferecer segurança caso o outro falhe. A bombeira disse que o esforço físico é um dos principais desafios para chegar ao topo, principalmente pela quantidade de degraus e pelo uso dos braços durante a subida. Substituição ocorre cerca de 3 vezes ao ano e dura de 2 a 3 horas
Arquivo pessoal
Adora altura
Apesar de ter afinidade com atividades em altura desde criança, Jessyca reconheceu que a experiência também provoca certo receio. Ela contou que não sabia, antes de ingressar no Corpo de Bombeiros, que a profissão envolvia esse tipo de atividade, mas que ficou feliz ao descobrir.
"Você sabe que não pode vacilar com os cuidados, mas também eu adoro altura desde criança e é uma sensação prazerosa depois que termina tudo e você olha toda a vista lá de cima, que é muito bonita vendo toda a cidade de Cruzeiro do Sul", completou.
A militar afirmou ainda que já havia realizado a troca de bandeiras em outras ocasiões e que, durante essas atividades, procura seguir todos os procedimentos necessários para evitar acidentes. O total de 56 metros de altura da ponte equivale a um prédio de até 19 andares.
Bombeiros sobem equipados com ferramentas e utilizam 2 pontos de proteção no procedimento
Arquivo pessoal
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