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VÍDEO: Oficial acusado de matar PM Gisele chora ao negar crime, diz que 'macho alfa' e 'fêmea beta' eram brincadeira do casal e que é 'escravo' na prisão

Caso Gisele Alves: Veja o que oficial preso disse à PM e à Polícia Civl O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a soldado da Polícia Militar (PM) Gisele Alves Santana, chorou durante interrogatórios ao negar o crime e afirmou sofrer dentro da prisão, onde disse ser tratado como um “escravo”. O oficial também falou sobre brincadeiras sexuais que fazia com Gisele e sobr

Por Redação Publicado em 27 de setembro de 2026 às 05:00 6 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

VÍDEO: Oficial acusado de matar PM Gisele chora ao negar crime, diz que 'macho alfa' e 'fêmea beta' eram brincadeira do casal e que é 'escravo' na prisão
Publicado originalmente por [fonte]

Caso Gisele Alves: Veja o que oficial preso disse à PM e à Polícia Civl

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a soldado da Polícia Militar (PM) Gisele Alves Santana, chorou durante interrogatórios ao negar o crime e afirmou sofrer dentro da prisão, onde disse ser tratado como um “escravo”.

O oficial também falou sobre brincadeiras sexuais que fazia com Gisele e sobre o tamanho do próprio órgão sexual. Ele admitiu ainda que costumava apagar mensagens de discussões que tinha com a esposa.

Geraldo também explicou por que omitiu inicialmente ter feito sexo com Gisele antes da morte dela.

O g1 teve acesso às gravações dos interrogatórios prestados por Geraldo à PM e à Polícia Civil de São Paulo (veja o vídeo acima). As declarações foram dadas em 19 de março, um dia após a prisão preventiva do tenente-coronel. Segundo o Ministério Público (MP), ele usou a própria arma para atirar na cabeça da mulher após uma discussão e simular suicídio. O crime ocorreu em 18 de fevereiro no apartamento do casal, no Centro de São Paulo. De acordo com a acusação, Geraldo tinha ciúmes doentio dela e não aceitava o fato de a esposa querer se separar.

Tenente-coronel Geraldo Neto chora durante interrogatório ao negar que tenha matado a esposa, a soldado Gisele Alves.

Reprodução

Geraldo será ouvido no próximo mês pela Justiça comum. Após três adiamentos, foi marcado para 5 de outubro o interrogatório do tenente-coronel no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste. Geraldo é réu por feminicídio e fraude processual. Ele também responde a um processo administrativo no Conselho de Justificação (CJ) da PM de SP, que pode expulsá-lo da corporação. Oficial chora e reclama da prisão

Geraldo Neto (à esquerda) chora e reclama da prisão para comandante da Corregedoria da PM (à direita) durante interrogatório

Reprodução

“Eu não matei minha esposa. Eu sonho todo dia com ela aqui. A Gisele cometeu suicídio", disse Geraldo, enquanto chorava no interrogatório diante de um comandante da Corregedoria da PM. "Eu não fiz isso. Eu tenho minha consciência tranquila, que eu não matei a minha esposa.”

O oficial falava do presídio Romão Gomes, da PM, na Zona Norte, onde segue detido. Sobre a prisão, o tenente-coronel afirmou que sofre com a rotina de lá e que precisa pedir autorização a soldados para entrar em celas, além de fazer tarefas de limpeza. “Eu sou um escravo”, disse Geraldo. "Só Deus sabe que eu tô sofrendo aqui dentro.”

“Aqui, eu não sou o Geraldo que a imprensa acusa de matar a Gisele. Aqui, dentro dos internos, eu sou o tenente-coronel que assassinou uma soldado", falou o oficial. Em outro momento, disse: “Se Deus aparecesse na minha frente agora e me desse a opção de continuar preso ou continuar vivo, eu preferia morrer porque o que eu estou passando aqui só Deus sabe. Eu preferia estar morto do que estar preso aqui.”

'Macho alfa' e 'fêmea beta'

Tenente-coronel Geraldo Neto se definiu como 'macho alfa' e obrigava esposa ser 'fêmea beta obediente e submissa'

Reprodução

Questionado pela Corregedoria da PM sobre mensagens de WhatsApp encontradas nos celulares do casal, em que se referia a si próprio como “macho alfa” e à mulher como “fêmea beta”, Geraldo disse que as expressões eram uma brincadeira deles relacionada à vida sexual.

“Eu falava pra Gisele que eu tinha 19 centímetros”, disse o oficial. "E ela começou a usar a frase comigo de 19 segundos. Ela falou: 'não adianta ter 19 centímetros e durar 19 segundos'”

Ele confirmou que manteve relações sexuais com Gisele antes da morte, mas que omitiu essa informação à polícia por considerá-la bastante pessoal.

“Acabou gerando um clima e a gente acabou se beijando e os beijos acabou em relação sexual. Mas assim é coisa muito íntima. Eu nunca falei da minha vida sexual para ninguém.”

Ele admite apagar mensagens

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Geraldo reconheceu no interrogatório dado à Corregedoria da PM que apagava conversas do celular, inclusive após discussões com Gisele. “Eu sempre apagava mensagens. Sempre. Não só com a Gisele, mas com outros contatos também.”

“Eu não gosto de deixar lembranças ruins. Então, sempre que havia alguma discussão por algum motivo no WhatsApp, eu sempre apaguei as mensagens.”

Ele negou, porém, ter acesso ao celular da mulher: “Não, comandante. Eu não tenho acesso ao celular dela. Eu não tinha a senha do celular dela.”

Questionado sobre um vídeo em que aparece com uma arma na cabeça, Geraldo afirmou que a gravação teria sido manipulada com inteligência artificial.

Versão sobre a morte

Geraldo Neto ao lado do seu advogado, Eugênio Malavasi, durante interrogatório presencial na delegacia que investiga a morte de Gisele Alves

Reprodução

Geraldo afirmou no interrogatório presencial, na delegacia da Polícia Civil que investiga o caso, que conversou com Gisele sobre a separação e que ela teria reagido com raiva.

“Mas quando eu falei que eu achava melhor a gente se separar mesmo, ela levantou, veio na minha direção, me empurrou para fora do e bateu a porta com muita força”, disse o oficial ao delegado.

Segundo o tenente-coronel, depois disso tomou banho e ouviu um barulho. “De repente escuto um barulho muito forte, que no primeiro momento, eu imaginei ser até a batida da porta”

Ele sustentou que Gisele tirou a própria vida. "Eu vi ela caída no chão, com sangue em volta da cabeça. Quando eu ouvi aquele barulho, eu jamais iria imaginar que teria sido um tiro que ela tinha dado na cabeça."

Um laudo complementar do Instituto de Criminalística divulgado em setembro reforçou a a convicção dos peritos de que os elementos materiais analisados contradizem a hipótese de suicídio e indicam feminicídio.

O documento apontou lesões no pescoço da soldado. Segundo o oficial, não foi ele quem as provocou. Ele sugeriu que a própria filha da esposa poderia ter causado elas durante alguma brincadeira, ou outra pessoa que entrou no necrotério.

O g1 não conseguiu contato com a defesa de Geraldo para comentar o assunto.

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