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Drones e scanner 3D: como perícia vai reconstruir acidente com helicóptero que matou cantor Rick e mais 4 em SC

Perícia vai analisar destroços de helicóptero que caiu na Serra de SC A Polícia Científica de Santa Catarina iniciou nesta quarta-feira (23) uma perícia nos destroços do helicóptero que caiu em Urubici (SC) para tentar reconstruir a dinâmica do acidente. A queda matou todos os cinco ocupantes da aeronave, incluindo o cantor Rick, da dupla com Renner, e o empresário e influenciador Bruno Avelar (ve

Por Redação Publicado em 23 de setembro de 2026 às 13:09 5 min de leitura

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Drones e scanner 3D: como perícia vai reconstruir acidente com helicóptero que matou cantor Rick e mais 4 em SC
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Perícia vai analisar destroços de helicóptero que caiu na Serra de SC

A Polícia Científica de Santa Catarina iniciou nesta quarta-feira (23) uma perícia nos destroços do helicóptero que caiu em Urubici (SC) para tentar reconstruir a dinâmica do acidente. A queda matou todos os cinco ocupantes da aeronave, incluindo o cantor Rick, da dupla com Renner, e o empresário e influenciador Bruno Avelar (veja vítimas abaixo).

Para esse trabalho, os peritos utilizam drones e um scanner tridimensional, equipamento que permite registrar virtualmente o local e a posição dos destroços. O helicóptero era um Bell 430, de prefixo PP-MGR, e pertencia à construtora JTA Empreendimentos e Urbanismo.

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Segundo o perito criminal Fernando Lonztti, uma equipe esteve no local na terça-feira (22) para um levantamento preliminar, mas não conseguiu acessar os destroços.

Os drones, de acordo com ele, serão usados para fazer um levantamento e da área.

Já o scanner tridimensional permite registrar virtualmente - e de forma permanente - a configuração do local e dos destroços. Com esse registro, peritos poderão, posteriormente, fazer novas medições ou consultar a posição dos objetos mesmo que a área seja modificada ou os destroços sejam removidos.

“A gente consegue tirar medidas, ainda que os destroços sejam removidos. A gente tem, digamos assim, um registro virtual do que aconteceu”, afirmou Fernando Lonztti.

Todas as vítimas a bordo morreram no acidente. Elas foram identificados como:

Rick Sollo (cantor)

Bruno Avelar (empresário e influenciador)

Paulo Soares (videomaker)

Antônio Roberto Nóbrega de Araújo (piloto)

Leopoldo Barros Teixeira (copiloto)

Local onde helicóptero com cantor Rick caiu em Urubici, SC

CBMSC/Divulgação

Perícia busca reconstruir dinâmica da queda

A posição em que a aeronave caiu e a distribuição dos destroços podem ajudar a entender a dinâmica do acidente, segundo a Polícia Científica. Ainda não é possível apontar o que provocou a queda.

A equipe pretende analisar os vestígios encontrados no local e discutir as informações com profissionais especializados em aeronáutica.

Ao todo, três profissionais especializados na área e outros três responsáveis pelos levantamentos com drone e scanner tridimensional participam dos trabalhos.

Uma das possibilidades levantadas nas investigações é a influência da neblina na visibilidade, mas a perícia ainda não dispõe de elementos para confirmar essa relação. A equipe também busca identificar se houve colisão com algum objeto antes do helicóptero atingir as árvores.

“A gente vai trabalhar hoje para conseguir entender melhor como tudo aconteceu”, disse o perito.

A investigação conta com a participação do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), órgão ligado ao Comando da Aeronáutica.

Segundo Gonzette, os trabalhos das duas instituições têm finalidades diferentes:

Enquanto a investigação aeronáutica busca estabelecer medidas de prevenção para evitar novos acidentes, a Polícia Científica trabalha para estabelecer a dinâmica do acidente e fornecer elementos para uma eventual investigação criminal da Polícia Civil.

As conclusões deverão constar posteriormente no relatório do SERIPA e no laudo pericial.

Acesso aos destroços é difícil

O local da queda fica em uma área de difícil acesso, com terreno íngreme, escorregadio e cercado por mata. Segundo o capitão Eduardo Nunes, comandante de Operações Aéreas da 5ª Companhia de Aviação de Lages, por terra, seriam necessárias mais de três horas de caminhada para chegar até o ponto do acidente.

Por isso, o Batalhão de Aviação faz o transporte dos policiais científicos até uma área de pouso próxima. De lá, ainda é necessário caminhar cerca de 20 minutos até o local do impacto.

Equipe de perícia da região central de Urubici (SC) antes de partir para o local onde aeronave caiu

Júlia Venâncio/ g1

Para levar toda a equipe, estão previstas aproximadamente três viagens de helicóptero. A estimativa é que o levantamento no local dure entre uma e duas horas antes do retorno das equipes.

O terreno também exige cuidados por causa da chuva registrada nos últimos dias. Segundo Nunes, o local está muito liso e escorregadio.

Investigação ainda está no início

A Polícia Científica informou que ainda não consegue estabelecer se houve, por exemplo, uma tentativa de pouso de emergência ou uma falha no motor. Essas possibilidades dependem da análise dos vestígios e dos equipamentos encontrados na aeronave.

Também não há, até o momento, confirmação sobre a existência de uma caixa-preta na aeronave.

O prazo para conclusão da perícia não foi definido. Segundo o perito, o tempo necessário dependerá dos resultados das análises feitas no local e da necessidade de exames posteriores.

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