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quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Prêmio para Alaíde Costa em dezembro dá continuidade à reparação histórica saboreada pela artista nos últimos anos

Alaíde Costa é a homenageada da 10ª edição do Women's Music Event Awards, premiação musical que laureia somente mulheres Murilo Alvesso / Divulgação ♫ ANÁLISE ♬ Aos 90 anos, Alaíde Costa vive desde 2022 um tempo de consagração, tardia, mas sobretudo justa e merecida. A escolha da cantora carioca como grande homenageada da 10ª edição do Women's Music Event Awards – evento programado para acontecer

Por Redação Publicado em 1 de outubro de 2026 às 04:00 2 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Prêmio para Alaíde Costa em dezembro dá continuidade à reparação histórica saboreada pela artista nos últimos anos
Publicado originalmente por [fonte]

Alaíde Costa é a homenageada da 10ª edição do Women's Music Event Awards, premiação musical que laureia somente mulheres

Murilo Alvesso / Divulgação

♫ ANÁLISE

♬ Aos 90 anos, Alaíde Costa vive desde 2022 um tempo de consagração, tardia, mas sobretudo justa e merecida. A escolha da cantora carioca como grande homenageada da 10ª edição do Women's Music Event Awards – evento programado para acontecer em 15 de dezembro, em São Paulo (SP) – reforça essa contínua onda de reparação histórica e faz uma celebração necessária em torno de uma artista de voz por vezes abafada (mas jamais calada) pela indústria fonográfica. A homenagem é especialmente relevante porque o WME Awards é a única premiação brasileira criada com o intuito de laurear somente o trabalho de mulheres na música do Brasil. Quando a premiação ocorrer, Alaíde já estará com 91 anos, pois a cantora nasceu em 8 de dezembro de 1935. E, desses 91 anos, mais de 70 foram dedicados à música. Aliás, como a cantora lançou o primeiro single em 1956, a premiação também comemora os 60 anos de carreira fonográfica que ganhou novo impulso nos correntes anos 2020, década em que a artista tem lançado um disco por ano. É preciso ressaltar que Alaíde Costa cruzou a linha dos 90 anos em plena atividade. A cantora até poderia estar vivendo do passado coerente e honrado, mas Alaíde está em movimento. Enquanto apronta álbum com o pianista André Mehmari para 2027, a artista aguarda o lançamento, em novembro, de outro álbum, “Meu vício na dor de amar demais”, este com músicas inéditas, como o samba-canção “A falta que não me faz”, presente de Adriana Calcanhotto para a cantora. Até por isso esse prêmio é importante, pois coroa uma trajetória incessante, sempre pautada pela arte, jamais pelo mercado. De 1956, ano do single inicial, até este ano de 2026, ocupado com a gravação de dois álbuns, o canto de Alaíde Costa permaneceu imaculado, indomado, imune às pressões da indústria do disco e às músicas de baixo quilate melódico e poético.

Desafiando o império masculino dessa indústria, Alaíde Costa jamais baixou a cabeça e sempre gravou somente o que quis e como quis. Merece todos os prêmios por isso e por muito mais!

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