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Araceli Lemos propõe exigir verticalização da produção mineral e criar 'salário pai d'égua' no Pará

Candidata ao governo do Pará, Araceli Lemos faz caminhada no bairro da Terra Firme, Belém A candidata do PSOL ao Governo do Pará, Araceli Lemos, disse nesta quinta-feira (1º) que quer exigir a verticalização da produção mineral no estado, condicionando o licenciamento ambiental ao beneficiamento local das riquezas extraídas e à contratação de mão de obra paraense. "Ninguém vai explorar nossas riqu

Por Redação Publicado em 1 de outubro de 2026 às 22:35 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Araceli Lemos propõe exigir verticalização da produção mineral e criar 'salário pai d'égua' no Pará
Publicado originalmente por [fonte]

Candidata ao governo do Pará, Araceli Lemos faz caminhada no bairro da Terra Firme, Belém

A candidata do PSOL ao Governo do Pará, Araceli Lemos, disse nesta quinta-feira (1º) que quer exigir a verticalização da produção mineral no estado, condicionando o licenciamento ambiental ao beneficiamento local das riquezas extraídas e à contratação de mão de obra paraense.

"Ninguém vai explorar nossas riquezas sem ter a contrapartida para gerar e deixar os recursos aqui no Estado. Sobretudo com a nossa mão de obra", afirmou.

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Araceli participou de uma caminhada na feira do bairro da Terra Firme, em Belém. O ato de campanha mobilizou apoiadores no início do dia e contou com a presença da candidata a vice-governadora, Fátima Santana.

Durante a agenda, a candidata conversou com moradores e feirantes, distribuiu material de campanha e discursou em frente à feira sobre a posição do Pará no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Ela também apresentou propostas voltadas para o desenvolvimento sustentável e a valorização do trabalhador.

A candidata do PSOL prometeu investimentos nas cadeias de produtos naturais da biodiversidade local, como o açaí, o cacau e óleos essenciais, por meio de incentivos fiscais e linhas de crédito voltadas para pequenos produtores e para a agricultura familiar.

"Então, para nós, ter um olhar para essa riqueza nossa é de fundamental importância. Garantir que essa riqueza seja nossa e não dos outros, não patenteada pelos outros, é obrigação de quem governa com seriedade o Estado", explicou.

Araceli também defendeu a redução de intermediários na comercialização desses produtos, visando aumentar o valor recebido pelo produtor na saída e diminuir o preço final pago pelo consumidor.

Além disso, Araceli detalhou propostas para o mercado de trabalho, como a criação do "salário pai d’égua" no valor de R$ 2.200 para os trabalhadores seletistas do estado, e a implementação da jornada na escala 5x2 para todos os terceirizados contratados pelo governo estadual.

"Com relação ao que vai impactar no orçamento, é importante dizer que o salário de R$ 2.200,00 é para os seletistas do Estado. Não é necessariamente uma política só para os servidores públicos, é para quem tem carteira assinada. E para ele funcionar, tem que ser enviado para a Assembleia um projeto de lei que eu mandarei no início do meu governo, como uma das primeiras ações," declarou.

A candidata propôs ainda realizar uma auditoria em todos os grandes contratos de serviços e nas isenções fiscais concedidas pelo estado, com o objetivo de cobrar débitos acumulados de empresas que não cumprem com as contrapartidas e combater desvios.

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