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quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Empresa australiana compra projeto de terras raras em Minas Gerais por R$ 3,5 bilhões

A Lynas Rare Earths anunciou nesta quinta-feira (1º) um acordo para adquirir 100% da Meteoric Resources, em uma operação avaliada em cerca de A$ 968 milhões (aproximadamente R$ 3,5 bilhões). Com o negócio, a companhia australiana passará a controlar o projeto Caldeira, de terras raras, localizado em Minas Gerais. A operação será feita por meio de uma troca de ações. Pela proposta, os acionistas da

Por Redação Publicado em 1 de outubro de 2026 às 07:50 4 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Empresa australiana compra projeto de terras raras em Minas Gerais por R$ 3,5 bilhões
Publicado originalmente por [fonte]

A Lynas Rare Earths anunciou nesta quinta-feira (1º) um acordo para adquirir 100% da Meteoric Resources, em uma operação avaliada em cerca de A$ 968 milhões (aproximadamente R$ 3,5 bilhões). Com o negócio, a companhia australiana passará a controlar o projeto Caldeira, de terras raras, localizado em Minas Gerais.

A operação será feita por meio de uma troca de ações. Pela proposta, os acionistas da Meteoric receberão 0,0207 ação da Lynas para cada ação que possuem. O acordo equivale a A$ 0,286 por ação da Meteoric, valor 68,4% superior ao preço de fechamento do papel em 30 de setembro.

A transação ainda depende de algumas condições, entre elas a aprovação dos acionistas da Meteoric, autorização judicial e aprovações regulatórias. As empresas esperam enviar aos acionistas, em dezembro, um documento com os detalhes da operação. A assembleia está prevista para janeiro de 2027 e, se todas as condições forem cumpridas, a conclusão do negócio deve ocorrer até março.

Projeto em Minas Gerais

O principal ativo que será adquirido pela Lynas é o projeto Caldeira, que as empresas descrevem como o maior recurso conhecido de terras raras em argilas iônicas fora da China. O projeto tem recursos minerais estimados em 128 milhões de toneladas e já conta com um estudo definitivo de viabilidade (DFS), que avalia a viabilidade técnica e econômica do empreendimento.

Segundo a Lynas, o Caldeira possui recursos estimados em 802 mil toneladas de óxidos de neodímio e praseodímio (NdPr) e 41 mil toneladas de óxidos de disprósio e térbio (DyTb). Esses elementos são usados, entre outras aplicações, na fabricação de ímãs de alto desempenho.

Com base nas projeções do estudo de viabilidade da Meteoric, o projeto tem potencial para produzir, em média, cerca de 3.862 toneladas de NdPr e 127 toneladas de DyTb por ano ao longo de sua vida útil.

A Lynas estima que serão necessários mais de US$ 500 milhões para desenvolver o projeto. A companhia também pretende estudar a possibilidade de instalar no Brasil etapas do processamento das terras raras e integrar a produção do Caldeira às suas operações existentes na Austrália e na Malásia.

Se a operação for concluída, os atuais acionistas da Meteoric deterão aproximadamente 5,9% das ações da Lynas, considerando a base totalmente diluída.

O conselho da Meteoric recomendou por unanimidade que os acionistas aprovem a operação. A recomendação, porém, está condicionada à ausência de uma proposta considerada superior e à conclusão de um especialista independente de que o negócio atende aos interesses dos acionistas.

O maior acionista da Meteoric, Tolga Kumova, e entidades associadas, que atualmente detêm cerca de 6,7% das ações da companhia, também manifestaram intenção de votar a favor da operação sob essas mesmas condições.

Financiamento

Como parte do acordo, a Lynas disponibilizará à Meteoric uma linha de financiamento de até A$ 110 milhões para custear o desenvolvimento do Caldeira, despesas relacionadas à operação e necessidades de capital de giro durante o processo.

Uma primeira parcela de A$ 35 milhões ficará disponível após a assinatura do acordo. A liberação do restante dependerá do cumprimento de determinadas condições.

A aquisição também está sujeita à aprovação de autoridades brasileiras. Entre as condições está uma autorização relacionada à mudança de controle da Meteoric, exigida pelas regras brasileiras para transações envolvendo empresas com direitos minerários ligados a minerais críticos e estratégicos.

Se a operação for concluída, a Lynas afirma que pretende trabalhar com a equipe atual da Meteoric e aproveitar o conhecimento da companhia sobre o projeto e o setor mineral brasileiro.

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