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VÍDEO: O que está em jogo nas eleições para o Senado?

CONGRESSO: O que está em jogo nas eleições para o Senado? O resultado das eleições para o Senado em 2026 pode ter impacto direto na relação entre os três Poderes da República. Isso porque além de participar do desenvolvimento das leis e da fiscalização do governo, a Casa tem atribuições exclusivas que interferem diretamente no Executivo e no Judiciário. Neste ano, 54 das 81 cadeiras do Senado esta

Por Redação Publicado em 28 de setembro de 2026 às 00:00 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

VÍDEO: O que está em jogo nas eleições para o Senado?
Publicado originalmente por [fonte]

CONGRESSO: O que está em jogo nas eleições para o Senado?

O resultado das eleições para o Senado em 2026 pode ter impacto direto na relação entre os três Poderes da República. Isso porque além de participar do desenvolvimento das leis e da fiscalização do governo, a Casa tem atribuições exclusivas que interferem diretamente no Executivo e no Judiciário.

Neste ano, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa, o equivalente a dois terços das cadeiras. Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores.

Na prática, o resultado da eleição vai definir a composição do Senado para os próximos anos e, consequentemente, quais grupos terão mais força nas votações e nas decisões que dependem da Casa.

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O que só o Senado faz?

Entre as competências exclusivas dos senadores está a análise das indicações feitas pelo presidente da República para cargos como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), diretores do Banco Central, procurador-geral da República e embaixadores. No caso dos ministros do Supremo, a indicação precisa ser aprovada por maioria absoluta do Senado.

Um exemplo recente da influência da Casa sobre a composição do Supremo ocorreu em abril. O Senado rejeitou, por 42 votos a 34, a indicação de Jorge Messias, nome enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma vaga no STF. O nome havia sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas não alcançou os 41 votos necessários no plenário, por isso acabou barrado. Foi a primeira rejeição de uma indicação ao STF em 132 anos.

A votação mostrou, na prática, como a composição do Senado pode ter impacto sobre decisões que ultrapassam o Legislativo. Com a renovação de dois terços da Casa em 2026, o resultado das urnas também definirá os parlamentares que terão participação nessas decisões nos próximos anos.

Casos de impeachment O Senado também é responsável por processar e julgar, nos crimes de responsabilidade, o presidente da República e ministros do STF. No caso de um impeachment presidencial, cabe à Câmara autorizar a abertura do processo, enquanto o julgamento é feito pelo Senado.

Foi o que ocorreu no processo de impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. A Câmara autorizou a abertura do processo e o Senado conduziu o julgamento. Em agosto daquele ano, os senadores decidiram, por 61 votos a 20, pela perda do mandato da então presidente.

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