Campanha de Lula pede ao TSE que suspensão de serviços da embaixada dos EUA seja incluída em investigação sobre interferência externa
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição pediu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considere a decisão dos Estados Unidos de suspender os serviços consulares presenciais no Brasil em uma investigação sobre suposta interferência externa nas eleições brasileiras. A medida da embaixada norte-americana foi anunciada na noite desta quinta-feira (1), dois dias antes do pri
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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição pediu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considere a decisão dos Estados Unidos de suspender os serviços consulares presenciais no Brasil em uma investigação sobre suposta interferência externa nas eleições brasileiras. A medida da embaixada norte-americana foi anunciada na noite desta quinta-feira (1), dois dias antes do primeiro turno das eleições. Segundo comunicado divulgado pela representação diplomática, a medida foi tomada por “preocupações com a segurança”. Para a campanha, o episódio deve ser analisado no contexto da alegada interferência estrangeira no processo eleitoral e gera insegurança, projetando instabilidade sobre o ambiente eleitoral.
E faz parte, segundo o pedido, de ações de um "desdobramento gravíssimo da interferência nas eleições brasileiras pelo governo norte-americano, articulada, ao que tudo indica, diretamente pelos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro". "Um gesto diplomático anômalo dessa magnitude, deflagrado por Estado estrangeiro no exato interregno eleitoral, projeta instabilidade sobre o ambiente do pleito e se insere, como desdobramento, na mesma frente institucional-diplomática", aponta a campanha. O texto cita uma carta escrita pelos senadores norte-americanos Jeanne Shaheen, Tim Kaine e Peter Welch dirigida ao secretário de Estado Marco Rubio em que advertem a Administração Trump contra a interferência nas eleições brasileiras de 4 de outubro.