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Candidato ao Governo do RN, Allyson nega irregularidades em operação e promete obras estruturantes; veja entrevista

Allyson foi o quarto candidato na rodada de entrevistas do Inter 1 Lucas Cortez/Inter TV Cabugi Allyson Bezerra (União Brasil), candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, afirmou nesta quinta-feira (17), em entrevista ao Inter 1, da Inter TV Cabugi, que pretende levar para o estado ações desenvolvidas durante a gestão dele à frente da Prefeitura de Mossoró. O candidato foi questionado sobre a Op

Por Redação Publicado em 17 de setembro de 2026 às 13:26 9 min de leitura

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Candidato ao Governo do RN, Allyson nega irregularidades em operação e promete obras estruturantes; veja entrevista
Publicado originalmente por [fonte]


Allyson foi o quarto candidato na rodada de entrevistas do Inter 1

Lucas Cortez/Inter TV Cabugi

Allyson Bezerra (União Brasil), candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, afirmou nesta quinta-feira (17), em entrevista ao Inter 1, da Inter TV Cabugi, que pretende levar para o estado ações desenvolvidas durante a gestão dele à frente da Prefeitura de Mossoró.

O candidato foi questionado sobre a Operação Mederi, que investiga suspeitas de irregularidades na compra de medicamentos, além de problemas na saúde pública de Mossoró, da situação financeira do município e da parceria público-privada para a construção da Arena Nogueirão.

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Allyson também falou sobre gastos com atrações musicais no Mossoró Cidade Junina, comentou uma multa aplicada pela Justiça Eleitoral e explicou por que não declarou apoio a nenhum dos principais candidatos à Presidência da República.

“O que se conseguiu comprovar e provar? Nada. Por quê? Porque não existe. Não existe, nunca existiu”, afirmou Allyson ao ser questionado sobre a Operação Mederi.

O Inter 1 iniciou na segunda-feira (14) uma série de entrevistas ao vivo com os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte. Cada candidato tem 30 minutos para apresentar propostas e responder a perguntas sobre os principais temas do estado. As entrevistas são conduzidas por Emmily Virgílio e Larisse Neves, correspondente da Inter TV Cabugi em Brasília.

A próxima entrevista será:

Sexta-feira (18): Professor Robério Paulino (PSOL)

Já foram entrevistados:

Segunda-feira (14): Álvaro Dias (PL)

Terça-feira (15): Cadu de Lula (PT)

Quarta-feira (17): Rodrigo de Bolsonaro (AGIR)

Operação Mederi e transparência

Allyson foi questionado sobre a Operação Mederi, que investiga suspeitas de irregularidades na compra de medicamentos por prefeituras. A operação apura a aquisição de medicamentos próximos do vencimento, com preços acima dos valores de mercado e em quantidade superior à necessária.

O candidato foi alvo de um mandado de busca e apreensão e teve celulares, computadores e HDs recolhidos. Durante a entrevista, afirmou que, após mais de sete meses, não houve comprovação de irregularidades que o envolvessem.

“Minha firmeza é tão grande em afirmar isso porque eu, enquanto prefeito, implantei um grande sistema de integridade dentro da Prefeitura de Mossoró, de transparência. Todos os atos da Prefeitura Municipal de Mossoró são auditáveis. Todos os atos", afirmou.

Questionado sobre o fornecimento da senha do celular apreendido, o candidato afirmou que parte das informações está protegida pelo segredo de Justiça. “Eu posso lhe dizer, que isso, inclusive, algumas pessoas conseguiram ter acesso já em parte da imprensa, que o meu celular está aberto. 100% aberto”.

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Saúde pública e fila de cirurgias

A situação da saúde pública municipal também foi abordada durante a entrevista. As jornalistas questionaram Allyson sobre a interdição de 13 consultórios odontológicos em 21 unidades fiscalizadas em Mossoró.

O candidato afirmou que eventuais problemas devem ser corrigidos, mas defendeu as ações realizadas durante a gestão dele.

“É importante colocar, eu defendo inclusive a atuação dos órgãos que trabalham representando a categoria de servidores no caso da odotologia. Se identificou algo que está fora do lugar, um equipamento que está quebrado, a prefeitura deve corrigir”.

Allyson também explicou a mudança no projeto do Hospital Municipal de Mossoró Francisca Conceição da Silva, inicialmente apresentado como uma policlínica de especialidades.

Segundo ele, a prefeitura identificou a necessidade de transformar a unidade em um hospital com centro cirúrgico para atender à demanda por procedimentos. “Nós tínhamos em Mossoró mais de 600 mulheres na fila com sangramento".

O candidato afirmou que o hospital foi planejado, construído e equipado durante a gestão dele e disse que a fila de cirurgias foi zerada.

“Hoje, em Mossoró, se uma mulher, se um homem, seja o que for, cirurgia oftalmológica, geral, ginecológica, de uma hernia, de uma vesícula, é só solicitar a gente caminhar direto pro hospital, fazer todo o trânsito até a sua cirurgia”.

Arena Nogueirão e PPPs

A parceria público-privada para a construção da Arena Nogueirão também foi discutida. As entrevistadoras questionaram Allyson sobre um processo aberto pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que analisa a viabilidade do projeto e possíveis riscos de prejuízo aos cofres públicos estimados em aproximadamente R$ 140 milhões.

A empresa responsável pela parceria entregou documentos ao TCE, mas solicitou sigilo sobre o material. Allyson comparou o projeto com a Arena das Dunas, em Natal, e afirmou que a Prefeitura de Mossoró não terá gastos com a construção do estádio.

“O Estado, como você mesmo disse, paga até hoje a construção do Arena das Dunas. O Arena das Dunas é um grande sucesso. É um case de sucesso, de eventos, de jogos e tudo mais”.

O candidato afirmou que não há sigilo por parte da prefeitura e defendeu a atuação dos órgãos de controle na análise do projeto.

Allyson afirmou ainda que a empresa responsável pela obra construiu um centro de distribuição. “A Shopee e a Amazon vão se instalar nesse centro de distribuição que está pronto, já se entrega agora por essa grande empresa que vai construir a Arena Noguerão”.

Contas públicas e endividamento de Mossoró

Allyson foi questionado sobre a situação financeira de Mossoró. As entrevistadoras citaram dados segundo os quais a dívida do município teria passado de R$ 233 milhões, em 2020, para R$ 693 milhões, conforme o TCE.

O candidato afirmou que o primeiro valor correspondia apenas a débitos da previdência municipal. Segundo ele, quando assumiu a prefeitura, a dívida total ultrapassava R$ 750 milhões. Segundo Allyson, os débitos incluíam dívidas com servidores, prestadores de serviços e fornecedores.

“Era dívidas com servidores, prestadores de serviços, era dívida com fornecedores. Então, nós fizemos todo o levantamento e colocamos no sistema”.

O candidato também contestou o dado de que Mossoró teria comprometido cerca de 56% da receita com despesas de pessoal. O percentual foi apresentado durante a entrevista com base em informações do Tribunal de Contas do Estado.

Allyson afirmou que, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o comprometimento seria inferior a 42%.

“Só para ter ideia, o Estado do Rio Grande do Norte é nota C na Capag. A capital Natal é nota C. Mossoró é nota A. Mossoró, era nota C. Nós concluímos nosso mandato deixando Mossoró na nota A na capacidade de pagamento”.

Questionado sobre a divergência entre os dados do TCE e os números citados por ele, Allyson afirmou desconhecer a informação apresentada pelas entrevistadoras.

Gastos com shows

Os gastos da Prefeitura de Mossoró com shows também foram abordados. As entrevistadoras citaram a contratação do cantor Wesley Safadão por mais de R$ 1 milhão em 2025.

Allyson defendeu a realização do Mossoró Cidade Junina e afirmou que o evento movimenta a economia local. No entanto, disse considerar elevado o valor pago a um único artista.

“Com todo o respeito ao Wesley Safadão, com todo o respeito aos demais cantores, artistas, eu acho caro. Eu vou dar a minha opinião, mas na gestão pública a gente não pode fazer a questão do meu gosto. Eu não posso fazer só a minha opinião”, disse.

O candidato explicou que as contratações seguem critérios previstos na legislação e afirmou que os artistas precisam apresentar notas fiscais que comprovem os valores cobrados em outras apresentações.

“O artista tem que apresentar três notas fiscais, no mínimo, que comprovem que ele se apresenta em todo o país com aquele custo. Então o município ou o ente público poderá pagar aquele valor”.

Allyson também afirmou que a prefeitura seguiu uma recomendação do Ministério Público para limitar os valores dos cachês e avaliou a medida como positiva.

Multa por divulgação de pesquisa eleitoral

Allyson também foi questionado sobre uma multa aplicada pela Justiça Eleitoral após a divulgação de uma arte com erro no percentual atribuído ao candidato Álvaro Dias. O número de 22% teria sido publicado como 20%. Allyson reconheceu o erro e afirmou que a publicação foi corrigida pela equipe de marketing.

“Se é um erro, você tem que chegar e admitir. De fato, na hora foi postado a arte, é um textozinho bem pequenininho, de forma assim que você só consegue ver se você der zoom na imagem. Pronto, só isso”.

Apoio à Presidência da República

O candidato afirmou que não declarou apoio a nenhum dos principais candidatos à Presidência da República e negou que esteja “em cima do muro”.

Segundo Allyson, a prioridade durante a campanha é discutir propostas para o Rio Grande do Norte. Ele também afirmou que pretende dialogar com o presidente eleito, independentemente do partido.

“Eu não estou em cima do muro, porque eu não fico em cima do muro. Eu tenho uma posição clara. Desde a minha primeira campanha em 2018, 2020, candidato a prefeito, 2024, candidato a reeleição, 2022, apoiando outros candidatos”.

Questionado se votaria nulo, Allyson afirmou que pretende escolher um candidato, disse que nunca anulou o voto, mas disse que não escolheria lado entre Lula ou Flávio Bolsonaro, que lideram as pesquisas presidenciais.

Considerações finais

No encerramento da entrevista, Allyson afirmou que pretende buscar recursos e apresentar projetos ao presidente eleito para executar obras no Rio Grande do Norte.

Entre as propostas citadas estão a construção de uma terceira ponte em Natal, a integração da Avenida Itapetinga e a construção da Avenida das Fronteiras.

“Aquele presidente da República que for eleito no dia 4 de outubro terá o nosso apoio incondicional para a gente governar o Rio Grande do Norte. Eu vou buscá-lo. Vou apresentar a proposta a ele. Vou apresentar projetos reais”.

Allyson também citou o índice de aprovação de sua gestão em Mossoró e mencionou o programa Pix Pae, que, segundo ele, concede uma bolsa mensal de R$ 200. Ao final, o candidato pediu votos e afirmou que pretende promover mudanças no estado.

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