Candidaturas de última hora em MG, embates sobre dívida do estado e filas no SUS: como foi a corrida eleitoral para governador
Eleições 2026 - Candidatos a Governador em Minas Gerais A campanha para o governo de Minas Gerais foi marcada por discussões sobre a situação financeira do estado, a qualidade dos serviços públicos e os desafios regionais enfrentados pelos municípios mineiros. A corrida pelo cargo de governador também teve entre suas marcas candidaturas que foram definidas só bem perto do fim do prazo estipulado p
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Eleições 2026 - Candidatos a Governador em Minas Gerais
A campanha para o governo de Minas Gerais foi marcada por discussões sobre a situação financeira do estado, a qualidade dos serviços públicos e os desafios regionais enfrentados pelos municípios mineiros. A corrida pelo cargo de governador também teve entre suas marcas candidaturas que foram definidas só bem perto do fim do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral.
Até o primeiro turno, que será realizado neste domingo (4), a dívida de mais de R$ 180 bilhões com a União, as filas no SUS, a violência contra a mulher, as condições das rodovias e os impactos de secas e enchentes estiveram entre os temas mais frequentes em debates, entrevistas e agendas eleitorais.
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Embora os candidatos tenham apresentado diagnósticos e planos diferentes para os problemas apontados, grande parte das propostas se concentrou em áreas semelhantes, especialmente na saúde, segurança pública, educação e infraestrutura.
Esta reportagem aborda os tópicos abaixo:
Indefinição antes da confirmação de candidaturas
Dívida do estado e incentivos fiscais Filas e atendimento de saúde no interior
Combate ao feminicídio e tecnologia na segurança
Rodovias, pedágios e transporte metropolitano
Educação em tempo integral e valorização dos professores
Secas, enchentes e mineração Temas que tiveram menos espaço
Regiões mais visitadas
Cidade Administrativa de Minas Gerais, sede do governo do estado
Raquel Freitas/TV Globo
Indefinição antes da confirmação de candidaturas
A corrida eleitoral em Minas Gerais começou meses antes do início oficial da campanha e foi marcada por articulações partidárias, desistências e indefinições sobre algumas das principais candidaturas.
No campo da esquerda, o Partido dos Trabalhadores (PT) enfrentou divergências sobre a estratégia para a disputa estadual. Durante meses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou convencer o ex-presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSB), a ser o candidato com seu apoio em Minas. No entanto, em maio de 2026, o senador negou publicamente a proposta e disse que encerraria a carreira política ao fim do mandato.
Depois, o nome da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), foi cotado para a disputa, mas a política decidiu manter a pré-candidatura ao Senado. Marília chegou a classificar a escolha de um nome próprio do PT para concorrer ao governo mineiro como "equívoco estratégico" e defendeu a construção de uma frente mais ampla de partidos aliados. Por fim, o PT anunciou o nome de Patrus Ananias como candidato ao governo de MG, e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior como vice.
Também houve indefinição da pré-campanha ao governo envolvendo o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Líder em pesquisas de intenção de voto antes mesmo de confirmar a candidatura, seu nome foi sondado e colocado em dúvida por meses.
O partido ao qual Cleitinho é filiado chegou a confirmar sua pré-candidatura em março, mas não oficializou o nome durante a convenção estadual, realizada em julho. Quando questionado, Cleitinho também não confirmava se disputaria o cargo.
Houve uma sequência de idas e vindas: Azevedo anunciou que não concorreria ao governo, voltou atrás, pediu ao partido para concorrer, teve o pedido negado e, dias depois, acabou confirmado como candidato.
No período em que o futuro político de Cleitinho permanecia indefinido, partidos aliados passaram a discutir alternativas para substituí-lo. Entre os nomes cogitados, esteve o de Marcelo Aro (PP), que depois acabou lançado candidato ao cargo de senador. Quem são os candidatos a governador de Minas Gerais nas eleições de 2026
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Montagem mostra os candidatos ao governo de Minas Gerais Alexandre Kalil (PDT), Ben Mendes (Missão), Cleitinho (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel (MDB), Henrique Áreas (PCO), Indira Xavier (UP), Mateus Simões (PSD), Patrus Ananias (PT), Rafael Duda (PSTU) e Professor Túlio Lopes (PCB)
Reprodução/TV Globo
Dívida do estado e incentivos fiscais A situação fiscal de Minas esteve presente durante toda a campanha. O Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) dividiu os candidatos. Mateus Simões (PSD) e Gabriel (MDB), por exemplo, defenderam o acordo aprovado para renegociar a dívida com a União. Simões afirmou que o programa é o principal caminho para enfrentar o passivo estadual e propôs direcionar recursos economizados para obras rodoviárias. Gabriel classificou a modalidade escolhida pelo governo mineiro como a melhor entre as opções disponíveis. Por outro lado, Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT) disseram que os termos do Propag precisam ser revistos. Kalil argumentou que o modelo é insuficiente para resolver o problema da dívida e propôs renegociar prazos e juros com o governo federal. Patrus também defendeu a ampliação do prazo de pagamento. Tanto Cleitinho Azevedo (Republicanos) quanto Flávio Roscoe (PL) chegaram a classificar o programa como "um mal necessário" e falaram em renegociação com o governo federal. Indira Xavier (UP), Rafael Duda (PSTU), Henrique Áreas (PCO) e Professor Túlio Lopes (PCB) defenderam posições mais críticas em relação ao endividamento do estado. As propostas incluíram auditoria da dívida pública, suspensão dos pagamentos à União e ampliação do controle estatal sobre empresas e setores considerados estratégicos.
As isenções fiscais concedidas a empresas também foram alvo de divergências. Kalil, Patrus e candidatos de partidos como UP, PSTU e PCB sustentaram a necessidade de revisão dos benefícios tributários. Cleitinho propôs manter apenas incentivos vinculados à geração de empregos e investimentos. Gabriel sugeriu ampliar a transparência desses mecanismos por meio de um painel público. Já Roscoe saiu em defesa das isenções, argumentando que o benefício atrai recursos para o estado. Ben Mendes (Missão) não tratou diretamente sobre o Propag, mas defendeu medidas voltadas à atração de investimentos privados e redução da burocracia para abertura de empresas. Também disse que, se eleito, pretende condicionar benefícios tributários a metas de desempenho. Candidatos ao governo de MG trocam acusações em debate da Globo e têm embates sobre saúde, educação, segurança pública e dívida do estado
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Filas e atendimento de saúde no interior
A saúde foi um dos assuntos mais recorrentes da campanha, principalmente em cidades do interior. Grande parte dos candidatos apresentou propostas voltadas para reduzir filas de consultas, exames e cirurgias e diminuir a necessidade de deslocamento de pacientes para Belo Horizonte.
Mateus Simões defendeu ampliar a cobertura da atenção básica, concluir novas unidades básicas de saúde e expandir hospitais regionais. Alexandre Kalil propôs reorganizar a assistência por macrorregiões e criar linhas regionais de atendimento para especialidades com maior demanda.
Cleitinho Azevedo apresentou a chamada "Tabela Mineira de Procedimentos Estratégicos", com o objetivo de complementar recursos destinados a cirurgias e exames eletivos. Também defendeu fortalecer consórcios intermunicipais e hospitais filantrópicos.
Gabriel priorizou medidas de gestão, como transparência das filas, digitalização de prontuários, telemedicina e mutirões regionais. Patrus Ananias defendeu o fortalecimento da estratégia saúde da família, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e dos hospitais regionais. Flávio Roscoe propôs interiorizar os atendimentos e ampliar os investimentos para expandir a assistência médica à população.
Indira Xavier defendeu ampliação dos investimentos públicos no Sistema Único de Saúde (SUS) e a criação de hospitais regionais. Rafael Duda propôs encerrar modelos de gestão privada nas unidades e ampliar o financiamento direto do SUS. Ben Mendes apresentou propostas voltadas à criação de polos regionais de especialidades, expansão da telemedicina e ampliação da rede de atendimento.
Professor Túlio Lopes e Henrique Áreas se posicionaram a favor de concursos públicos, ampliação da rede estatal e aumento de investimentos em saúde pública.
Datafolha em MG: Cleitinho, 40%; Patrus, 16%; Kalil, 11%; Roscoe, 4%; Simões, 4%; Gabriel, 2%
Datafolha em MG para o Senado: Marília, 13%; Viana, 11%; Aécio, 11%; Sávio, 9%
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Combate ao feminicídio e tecnologia na segurança
A segurança pública também ganhou destaque na disputa, especialmente após a repercussão dos casos de feminicídio registrados no estado. O enfrentamento da violência contra a mulher apareceu em propostas de diferentes candidatos.
Mateus Simões prometeu ampliar a Patrulha Maria da Penha para todos os municípios mineiros. Alexandre Kalil defendeu a manutenção de delegacias especializadas funcionando 24 horas por dia e maior integração entre as áreas de segurança e assistência social. Cleitinho Azevedo propôs ampliação de delegacias especializadas, utilização de tornozeleiras eletrônicas por agressores e desenvolvimento de ações preventivas nas escolas. Flávio Roscoe se posicionou a favor de reavaliações periódicas de medidas protetivas pela Polícia Civil.
Gabriel e Patrus Ananias defenderam a adesão de Minas ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. Patrus também propôs ampliar o número de delegacias e casas de acolhimento para mulheres.
Indira Xavier e Rafael Duda argumentaram a favor de políticas de proteção social para mulheres vítimas de violência, incluindo apoio financeiro, jurídico e habitacional. Henrique Áreas e Professor Túlio Lopes concentraram as propostas de segurança em medidas associadas ao fortalecimento dos serviços públicos e à ampliação da atuação do estado.
No combate ao crime organizado, ganhou espaço o uso de tecnologia. Simões propôs o programa Escudo Mineiro, baseado em monitoramento de divisas por reconhecimento facial e leitura de placas.
Roscoe propôs a instalação de mais de 200 mil dispositivos com reconhecimento facial no estado. Gabriel defendeu o uso de câmeras corporais por policiais e medidas para dificultar a receptação de celulares roubados.
Kalil defendeu a reposição de efetivos nas forças de segurança, especialmente no interior do estado. Cleitinho prometeu atuar no combate às estruturas financeiras das facções criminosas e recomposição anual para os servidores da segurança.
Ben Mendes defendeu a integração das forças de segurança e ações focadas no enfrentamento de organizações criminosas como uma das formas de proteger as mulheres. Rodovias, pedágios e transporte metropolitano A infraestrutura foi outro tema recorrente, especialmente por causa das reclamações sobre as condições das rodovias estaduais e dos pedágios. O projeto do Rodoanel Metropolitano foi um dos principais pontos de divergência. No transporte coletivo, candidatos apresentaram propostas de integração tarifária, ampliação de linhas metropolitanas e incentivo ao transporte ferroviário.
Mateus Simões defendeu a execução da obra do Rodoanel e a integração do transporte metropolitano com o metrô. Ele também propôs passe livre para estudantes durante a semana e tarifa zero aos domingos na Grande BH. Flávio Roscoe também apoiou a construção do Rodoanel, argumentando que a obra pode reduzir o trânsito no Anel Rodoviário de Belo Horizonte. Ele ainda propôs ampliar horários do transporte metropolitano fora dos períodos de pico e reservar recursos para obras viárias em regiões como Norte de Minas, Jequitinhonha e Mucuri.
Já Alexandre Kalil defendeu redirecionar os recursos previstos para o Rodoanel para um programa permanente de manutenção das rodovias estaduais. Também propôs reforçar a fiscalização dos contratos de concessão e reorganizar as linhas metropolitanas de ônibus por meio de uma rede integrada.
A discussão sobre pedágios e impostos sobre veículos foi uma das principais bandeiras de Cleitinho Azevedo. O candidato propôs impedir a apreensão de veículos em blitzes por falta de pagamento do IPVA, reduzir a alíquota do tributo e rever contratos de concessão rodoviária.
Gabriel defendeu a criação de uma bilhetagem única integrada entre ônibus metropolitanos e metrô. O candidato também propôs reativar linhas ferroviárias regionais para transporte de cargas e passageiros e criar contratos permanentes de manutenção das rodovias estaduais.
Patrus Ananias apresentou propostas voltadas à retomada do transporte ferroviário de passageiros e cargas em parceria com o governo federal, além da criação de terminais intermodais e da expansão do metrô da capital.
Indira Xavier propôs a criação de uma empresa pública para operar o transporte coletivo. Rafael Duda defendeu a gratuidade do transporte coletivo e a reestatização de serviços considerados estratégicos, afirmando que a tarifa zero deve ser financiada pelo poder público. Professor Túlio Lopes também defendeu a ampliação da participação estatal no transporte e a adoção da gratuidade das passagens como política pública. Ben Mendes apresentou propostas voltadas à ampliação do transporte sobre trilhos na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ao estímulo à concorrência entre operadores e à ampliação dos investimentos em infraestrutura e logística.
Henrique Áreas se posicionou favorável à reestatização de empresas privatizadas e ao maior controle estatal sobre setores estratégicos da economia, incluindo áreas ligadas à infraestrutura.
Educação em tempo integral e valorização dos professores
A educação esteve entre os temas mais recorrentes da campanha, com propostas voltadas à ampliação do ensino em tempo integral, à valorização dos profissionais da rede estadual e à melhoria dos resultados de aprendizagem.
Mateus Simões destacou a ampliação do programa Trilhas de Futuro, a expansão dos cursos técnicos, ações de reforço em português e matemática e investimentos na infraestrutura das escolas, incluindo climatização e reformas.
Alexandre Kalil propôs ampliar o ensino integral com atividades desenvolvidas em parceria com universidades, entidades sociais e empresas locais. O candidato também defendeu ações de busca ativa para reduzir a evasão escolar e a ampliação da oferta de creches.
Cleitinho Azevedo defendeu a recomposição anual dos salários dos professores pela inflação, a escolha de um secretário de Educação com carreira no magistério e a expansão do ensino em tempo integral.
Flávio Roscoe propôs a criação de creches regionais, transporte escolar adaptado para bebês e a ampliação de metodologias inspiradas no modelo do Serviço Social da Indústria (Sesi), com uso de robótica e ferramentas digitais nas escolas estaduais.
Gabriel defendeu mudanças nos critérios de progressão escolar, propondo o fim da aprovação automática para alunos que não alcançarem os níveis de aprendizagem esperados. O candidato também apresentou propostas de ampliação do ensino integral e inclusão de conteúdos como educação financeira, empreendedorismo e cidadania.
Patrus Ananias centrou suas propostas na valorização dos profissionais da educação, defendendo o pagamento do piso nacional do magistério, a realização de concursos públicos para reduzir a contratação temporária e a ampliação gradual do ensino em tempo integral.
Entre os candidatos dos partidos com menor representatividade, as propostas tiveram como foco o fortalecimento da rede pública de ensino. Professor Túlio Lopes defendeu a ampliação das escolas técnicas e a implantação de um modelo de ensino politécnico em tempo integral.
Rafael Duda propôs ampliar os investimentos na educação pública, aumentar a oferta de vagas em creches e fortalecer a rede estadual de ensino. Henrique Áreas defendeu o aumento dos recursos destinados às escolas e universidades públicas e criticou os limites de gastos na área educacional.
Indira Xavier também defendeu mais investimentos na educação pública e a valorização dos profissionais da área, associando as propostas ao fortalecimento dos serviços públicos estaduais.
Ben Mendes apresentou propostas voltadas à qualificação profissional e à formação de mão de obra para o mercado de trabalho.
Secas, enchentes e mineração Os impactos das mudanças climáticas e a atividade minerária também ganharam espaço na campanha ao governo de Minas. As enchentes na Zona da Mata e os períodos de estiagem no Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha e Vale do Mucuri impulsionaram o debate sobre prevenção de desastres e segurança hídrica.
Mateus Simões destacou ações já adotadas pelo governo estadual para enfrentar os efeitos climáticos, como a criação do Comitê Estadual do El Niño, a distribuição de kits de irrigação para pequenos produtores e projetos de reservatórios para ampliar a disponibilidade de água no Norte do estado. O candidato também defendeu políticas de descarbonização, combate ao desmatamento e fiscalização contínua de barragens de mineração.
Alexandre Kalil concentrou as propostas nos impactos das chuvas. Defendeu um programa de recuperação para cidades atingidas por enchentes na Zona da Mata e obras estruturais de drenagem urbana, inspiradas em intervenções realizadas em Belo Horizonte. Na mineração, propôs ampliar a fiscalização estadual sobre as empresas do setor.
Cleitinho Azevedo priorizou medidas de combate à seca, defendendo a construção de barragens e reservatórios no Norte de Minas, além da criação de redes municipais de alerta meteorológico e projetos de recuperação de bacias hidrográficas.
Flávio Roscoe associou a pauta ambiental ao desenvolvimento econômico. O candidato defendeu a continuidade do processo de descaracterização de barragens de mineração consideradas de risco e a adoção de mecanismos tecnológicos para monitoramento ambiental. Também propôs tornar os processos de licenciamento ambiental mais previsíveis para atrair novos investimentos.
Gabriel defendeu o conceito de "cidade esponja", baseado na criação de parques inundáveis, áreas verdes e sistemas urbanos capazes de absorver parte da água das chuvas para reduzir enchentes. O candidato também propôs a criação do Parque Metropolitano da Serra do Curral, com o objetivo de impedir atividades minerárias na área, além de um fundo financiado por receitas da mineração.
Patrus Ananias defendeu ações de recuperação da bacia do Rio Doce, políticas de incentivo à agroecologia e estratégias para ampliar o processamento de minerais estratégicos, como lítio e nióbio, dentro de Minas Gerais, agregando valor à produção antes da exportação.
Indira Xavier defendeu maior controle público sobre a mineração, auditorias e revisão das regras de exploração mineral. Rafael Duda, Professor Túlio Lopes e Henrique Áreas se posicionaram a favor da estatização ou do controle estatal direto sobre empresas mineradoras e recursos considerados estratégicos para a economia mineira.
Ben Mendes apresentou propostas para ampliar a infraestrutura hídrica e fortalecer mecanismos de prevenção de desastres naturais.
Temas tiveram menos espaço
Alguns temas apareceram de forma mais pontual durante a campanha. Cultura e patrimônio histórico tiveram pouca presença nos debates. Ciência, tecnologia e inovação surgiram principalmente associadas à educação técnica, ao agronegócio e à segurança pública.
Também ficaram em segundo plano discussões mais amplas sobre transição energética e estratégias de adaptação climática de longo prazo. Regiões mais visitadas
A Região Metropolitana de Belo Horizonte concentrou a maior parte das agendas eleitorais durante a campanha. Além da capital, candidatos percorreram com frequência municípios como Contagem, Betim, Ribeirão das Neves, Santa Luzia e Esmeraldas.
Outras regiões que receberam visitas constantes foram a Zona da Mata, especialmente Juiz de Fora e cidades vizinhas, o Norte de Minas, os vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce, o Triângulo Mineiro, o Sul de Minas, e cidades-polo do Centro-Oeste e do Campo das Vertentes.
Os temas variaram conforme as demandas regionais. No Norte de Minas, a seca e a infraestrutura hídrica dominaram os discursos. Na Zona da Mata, os impactos das chuvas apareceram com frequência. Já no Triângulo Mineiro e no Sul de Minas, predominaram pautas ligadas ao agronegócio, à logística e ao desenvolvimento econômico.
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