Datafolha: 34% dizem que apoio ao impeachment de ministros do STF aumenta chance de voto para o Senado
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18) mostra o impacto do escândalo do banco Master e da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a percepção dos eleitores a duas semanas da votação para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O Datafolha perguntou sobre a eleição do Senado, já que senadores têm a prerrogativa de julgar ministros do STF em eventuai
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Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18) mostra o impacto do escândalo do banco Master e da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a percepção dos eleitores a duas semanas da votação para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.
O Datafolha perguntou sobre a eleição do Senado, já que senadores têm a prerrogativa de julgar ministros do STF em eventuais processos de impeachment por crimes de responsabilidade.
Pergunta: o fato de um candidato ao Senado ser a favor do impeachment de ministros do STF aumenta, não muda ou diminui as chances de você votar nele?
Aumenta: 34%
Diminui: 31%
Não muda: 30%
Não sabe: 5%
Na eleição deste ano, o Senado vai renovar dois terços das cadeiras -- 54 de 81. Por isso, cada eleitor terá que votar em dois candidatos. Entenda aqui o processo e como evitar erros.
A pesquisa mostra também se o caso Master e seus desdobramentos no Supremo influenciam a escolha dos eleitores na eleição para a Presidência da República.
Agora no g1
Pergunta: a crise no STF e o escândalo do Master influenciam seu voto para presidente?
Sim, grande influência: 36%
Sim, pequena influência: 11%
Não terá influência: 49%
Não sabe: 4%
A pesquisa foi encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-04029/2026.
Crise no STF e embates entre ministros
A pesquisa foi realizada em meio à crise no STF, intensificada nas últimas semanas depois que o ministro André Mendonça levantou o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Desde então, vieram a público outros documentos e mensagens — parte deles ainda sob sigilo — com citações a outros integrantes da Corte e a seus familiares.
Moraes e Gilmar Mendes criticam a condução de Mendonça no caso Master. Moraes o acusa de ter cometido irregularidades e de atropelar procedimentos aplicáveis a investigações que envolvem autoridades com foro. Gilmar afirma que a atuação do colega teve motivação político-eleitoral. Mendonça nega as acusações.
Na última terça-feira (15), terminou sem decisão a sessão extraordinária convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para discutir o relatório da PF que atribui a Moraes mensagens trocadas com Vorcaro. A sessão foi marcada por embates e trocas de acusações entre os integrantes do tribunal.
Flávio Dino pediu vista — ou seja, mais tempo para analisar o caso — e tem até 90 dias para devolver o processo ao plenário. O prazo termina em dezembro, após as eleições. Se ele não os devolver nesse período, o assunto fica automaticamente liberado para nova inclusão em pauta.