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Debate com candidatos ao governo de MS tem troca de acusações sobre corrupção, saúde, moradia e economia

Debate com os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul. Willian Guedes/TV Morena O debate da TV Morena entre os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul, nesta terça-feira (29), reuniu discussões sobre os principais desafios do estado e propostas para diferentes áreas da administração pública. Ao longo dos blocos, os candidatos também trocaram críticas e questionamentos. Participaram do deba

Por Redação Publicado em 30 de setembro de 2026 às 00:12 13 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Debate com candidatos ao governo de MS tem troca de acusações sobre corrupção, saúde, moradia e economia
Publicado originalmente por [fonte]

Debate com os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul.

Willian Guedes/TV Morena

O debate da TV Morena entre os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul, nesta terça-feira (29), reuniu discussões sobre os principais desafios do estado e propostas para diferentes áreas da administração pública. Ao longo dos blocos, os candidatos também trocaram críticas e questionamentos.

Participaram do debate Delcídio Amaral (PRD), Eduardo Riedel (PP), Fábio Trad (PT) e Lucien Rezende (PSOL). Entre os temas discutidos estiveram segurança pública, habitação, agricultura familiar, prevenção à corrupção e reforma tributária.

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Os candidatos foram convidados pela TV Morena, levando em consideração a lei eleitoral que garante a participação em debates dos candidatos que integram partidos ou federações com representação no Congresso Nacional, conforme os critérios previstos na Lei nº 9.504/1997 e na Portaria TSE nº 473, de 29 de julho de 2026.

Veja cada o que os candidatos disseram em cada bloco e nas considerações finais:

1º bloco: perguntas com tema livre;

2º bloco: perguntas com tema determinado;

3º bloco: perguntas com tema livre;

4º bloco: perguntas com tema determinado;

Considerações finais.

A ordem das perguntas foi definida por sorteio durante reunião com os representantes dos candidatos. Em cada bloco, cada candidato teve direito a fazer uma pergunta e a responder apenas uma vez, de modo que todos perguntem e todos respondam. O candidato que fez a pergunta teve 30 segundos para formulá-la e mais 1 minuto e 15 segundos para a réplica. Já o candidato que respondeu teve 3 minutos e 15 segundos, podendo administrar esse tempo entre a resposta e a tréplica. Nas considerações finais, cada participante teve 2 minutos e 15 segundos para se dirigir ao eleitorado, seguindo a ordem previamente sorteada.

Bloco 1: Candidatos debatem sobre corrupção, segurança, agricultura familiar e habitação

Debate entre candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul: bloco 1

Durante o tema livre do debate, Fábio Trad (PT) questionou Eduardo Riedel (PP) sobre casos de corrupção envolvendo a área da saúde durante o atual governo e citou investigações relacionadas à Santa Casa e à Operação Gutemberg. O candidato também perguntou se Riedel esteve com ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em Nova York. Veja o vídeo acima. 🔎 O que foi a Operação Gutemberg? - O grupo utilizava a regulação de vagas de exames, cirurgias e leitos do Sistema Único de Saúde como condição para forçar prefeituras municipais a comprarem livros paradidáticos.

Em resposta, Riedel afirmou que o governo é intolerante à corrupção e citou dados da Controladoria-Geral do Estado, segundo os quais a integralidade das denúncias foi analisada em três anos, com 189 sanções a empresas e R$ 25 milhões em multas. Na sequência, questionou a atuação de Fábio na Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

Fábio voltou a cobrar uma resposta sobre Daniel Vorcaro. Também afirmou que, apesar dos números apresentados pelo governo, a população enfrenta dificuldades na saúde e nas estradas.

Riedel negou ter se encontrado com Vorcaro em Nova York, disse que estava nos Estados Unidos da América (EUA) em busca de investimentos para Mato Grosso do Sul e voltou a questionar a atuação de Fábio na Embratur. Os dois também trocaram acusações sobre divulgação de informações falsas e ausência de propostas durante o debate.

Na sequência, Riedel foi o segundo a perguntar e fez o questionamento a Delcídio Amaral (PRD). A pergunta foi sobre como o candidato pretende distribuir de forma mais justa os resultados do crescimento econômico de Mato Grosso do Sul. Delcídio afirmou que pretende priorizar a tecnologia e integrar, por meio dela, serviços de educação, saúde e segurança pública. Na resposta, Riedel destacou investimentos em energia, segurança alimentar e sustentabilidade, áreas que, segundo ele, têm atraído novos empreendimentos para Mato Grosso do Sul e contribuído para a geração de empregos e renda. Ele também citou a qualificação profissional nas escolas.

Delcídio defendeu maior aproveitamento do gás natural produzido no estado e criticou a falta de qualificação da mão de obra local para atender aos grandes projetos. Para o candidato, é necessário investir principalmente no ensino médio e cobrar contrapartidas das empresas para garantir que os empregos gerados pelos novos empreendimentos beneficiem os moradores de Mato Grosso do Sul.

Lucien Rezende foi o terceiro. Ele perguntou a Fábio Trad quais são as propostas dele para reduzir o déficit habitacional em Mato Grosso do Sul. Fábio reconheceu a falta de investimentos em moradia no estado e afirmou que pretende fazer parcerias com o governo federal para ampliar a construção de casas, com critérios que, segundo ele, evitem direcionamento político. Lucien afirmou que cerca de 400 mil pessoas com mais de 60 anos vivem no estado e que, segundo seu plano de governo, 40 mil idosos não têm casa própria. Também citou mulheres vítimas de violência doméstica que precisam de moradia para se afastar dos agressores. O candidato propôs a construção de 80 mil moradias e a criação de um cadastro único para organizar a fila.

Fábio citou a estimativa de 78 mil pessoas sem casa própria, defendeu subsídios para financiamento, regularização fundiária e prioridade para mães solo, idosos, aposentados e pessoas com deficiência. Ao final, afirmou que pretende ampliar a parceria com o governo federal para enfrentar o déficit habitacional.

No debate, Delcídio Amaral foi o último a perguntar. Ele questionou Lucien Rezende sobre propostas para a agricultura familiar, incluindo comunidades indígenas e quilombolas. Lucien criticou a estrutura de atendimento ao pequeno produtor e afirmou que há falta de recursos para visitas às propriedades e de estrutura para análise do solo. Delcídio defendeu a ampliação da assistência técnica, a oferta de equipamentos e a criação de canais de comercialização para agricultores familiares. Também destacou o cooperativismo e citou o programa "Luz para Todos" como uma política que levou energia elétrica ao campo. O candidato ainda mencionou problemas de acesso à água em comunidades indígenas.

Lucien concordou com a necessidade de investimentos e citou a falta de saneamento e água potável em aldeias e assentamentos. Como exemplo, mencionou famílias de um assentamento em Corumbá que, segundo ele, convivem há mais de 20 anos com água salobra.

Bloco 2: gestão pública, prevenção à corrupção, reforma tributária, educação e logística

Debate entre candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul: bloco 2

No segundo bloco do debate da TV Morena, os candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul responderam a perguntas com temas determinados. Lucien Rezende (PSOL), Eduardo Riedel (PP), Fábio Trad (PT) e Delcídio Amaral (PRD) discutiram integridade na gestão pública, reforma tributária, educação em tempo integral, logística e transportes. Veja o vídeo acima.

Integridade e gestão pública: Lucien Rezende abriu o bloco e perguntou a Eduardo Riedel sobre integridade, gestão pública e prevenção à corrupção. Lucien questionou as medidas adotadas pelo governo para combater irregularidades e, durante o debate, defendeu maior fiscalização e acompanhamento da administração estadual. Também criticou a permanência prolongada de pessoas em cargos de relevância, por considerar que a prática pode favorecer irregularidades.

Riedel afirmou que o combate à corrupção depende da atuação conjunta dos órgãos de controle e disse que o governo não tolerou desvios identificados durante a gestão. Riedel também citou investigações recentes nas áreas da Saúde e da Segurança Pública como exemplos da atuação dos mecanismos de controle. Segundo ele, auditorias e corregedorias devem atuar em conjunto com instituições como o Ministério Público para identificar e investigar possíveis irregularidades.

Reforma tributária: No segundo confronto, Fábio Trad perguntou a Delcídio Amaral sobre a reforma tributária e questionou o modelo de desenvolvimento econômico baseado em incentivos fiscais. O candidato também levantou a situação dos pequenos negócios diante da política de incentivos adotada no estado.

Delcídio defendeu uma revisão da política de incentivos e maior atenção a pequenos produtores e empresários. Durante o confronto, também criticou as dificuldades de acesso a financiamento e relacionou a revisão dos benefícios à possibilidade de ampliar recursos para áreas como Saúde, Educação e Segurança Pública.

Educação em tempo integral: Delcídio Amaral perguntou a Fábio Trad sobre educação e a ampliação das escolas de tempo integral. Os candidatos discutiram o desempenho de Mato Grosso do Sul nos indicadores educacionais e medidas para melhorar a qualidade do ensino.

Fábio defendeu a realização de novos concursos para reduzir a quantidade de professores contratados, além da equiparação da remuneração entre profissionais contratados e concursados. Também propôs melhorar a estrutura das escolas, climatizar salas de aula e ampliar o uso de tecnologia no ensino. Durante o confronto, os candidatos também abordaram a ampliação do ensino integral, a estrutura de laboratórios, a formação técnica e parcerias com instituições públicas de ensino.

Logística e transportes: No último confronto, Eduardo Riedel perguntou a Lucien Rezende quais conexões entre diferentes modais de transporte seriam necessárias para aumentar a competitividade da logística de Mato Grosso do Sul.

Lucien criticou o planejamento da infraestrutura diante da chegada de novos empreendimentos ao estado. Citou o impacto do aumento do transporte de cargas sobre as rodovias, especialmente a BR-262, e defendeu maior utilização das ferrovias. O candidato também destacou o Corredor Bioceânico e afirmou que Mato Grosso do Sul precisa se preparar para aproveitar as oportunidades econômicas abertas pela nova rota. 🔎 O que é o Corredor Bioceânico? Com mais de 2,4 mil quilômetros de extensão, o Corredor Bioceânico, também chamado de Rota Bioceânica, é um corredor rodoviário internacional que conectará os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de rodovias que atravessam Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. O principal objetivo do projeto é reduzir o tempo e os custos do transporte de cargas entre os países do Mercosul e os mercados asiáticos. Riedel contestou as críticas e citou investimentos, concessões e obras de infraestrutura em andamento. Também defendeu o uso de tecnologia para melhorar a logística e preservar a competitividade de Mato Grosso do Sul.

Bloco 3: celulose, industrialização, saúde, meio ambiente e feminicídio

Debate entre candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul: bloco 3

No terceiro bloco do debate da TV Morena, os candidatos responderam a perguntas com temas livres. Delcídio Amaral questionou Riedel sobre a regionalização da saúde em Mato Grosso do Sul e citou uma pesquisa segundo a qual a área é apontada como prioridade por 44% da população. Veja o vídeo acima.

Riedel afirmou que a saúde depende da atuação conjunta dos municípios, do estado e da União e defendeu a ampliação da estrutura regional. Segundo ele, Mato Grosso do Sul passou de um hospital regional para quatro nos últimos anos, além de receber novos investimentos em Corumbá e Campo Grande. Delcídio defendeu o uso da tecnologia e a criação de um cadastro único para organizar os atendimentos e evitar a sobrecarga dos hospitais de Campo Grande. Também criticou os valores pagos pela tabela do SUS e afirmou que a situação é ainda mais complexa nas cidades de fronteira, como Corumbá, devido ao atendimento de pacientes de países vizinhos. Riedel respondeu que o governo trabalha para unificar as filas de atendimento e afirmou que o financiamento estadual já repassa aos hospitais valores superiores aos previstos na tabela do SUS. Riedel escolheu Delcídio Amaral para responder sobre como diversificar e ampliar a economia de Mato Grosso do Sul. Delcídio afirmou que o estado ainda depende principalmente de atividades primárias e defendeu a industrialização e a agregação de valor à produção. Citou projetos de papel e celulose, o uso do gás natural da Bolívia, a mineração e a possibilidade de ampliar a metalurgia. Para ele, o processo deve ser acompanhado de qualificação profissional e integração entre universidades e setor produtivo para preparar os moradores do estado para os novos empregos. Riedel afirmou que os incentivos fiscais também beneficiam pequenos negócios e citou a geração de 120 mil empregos com saldo positivo como resultado da política de atração de investimentos.

Delcídio voltou a defender a qualificação da mão de obra local e destacou o papel das universidades e dos institutos federais. Também propôs ampliar a discussão sobre sustentabilidade e mercado de carbono como forma de preservar o meio ambiente e gerar recursos para a economia do estado.

Lucien Rezende perguntou a Fábio Trad sobre a preservação ambiental, em meio às tempestades recentes em Campo Grande, e citou o Pantanal, que tem cerca de 70% de sua área em Mato Grosso do Sul. Fábio criticou uma declaração atribuída a Reinaldo Azambuja sobre o Ministério do Meio Ambiente e defendeu que o desenvolvimento econômico esteja associado à preservação ambiental. Lucien citou problemas de assoreamento na região de Costa Rica que, segundo ele, afetam os rios Taquari, Coxim e Paraguai, e defendeu maior atenção do governo à fiscalização e à preservação ambiental. Fábio afirmou que pretende ampliar o apoio a ribeirinhos, indígenas e pescadores, além de fortalecer a prevenção e o combate aos incêndios no Pantanal.

Fábio Trad questionou Lucien Rezende sobre propostas para prevenir feminicídios em Mato Grosso do Sul. Lucien defendeu a criação de aluguel social para mulheres vítimas de violência até que tenham acesso à própria moradia, além do uso de inteligência policial e da ampliação das delegacias especializadas. Ele também propôs unidades com atendimento 24 horas, especialmente aos fins de semana. Fábio apresentou propostas como a criação do Pelotão Maria da Penha, de agentes comunitários para prevenção da violência familiar e de mecanismos de monitoramento eletrônico de agressores, além da distribuição de botões de pânico.

Lucien afirmou que o combate à violência contra a mulher também depende da valorização das forças de segurança, de investimentos em inteligência e de políticas de cultura e lazer nas periferias. Ele defendeu ações preventivas para reduzir a violência e disse que o estado precisa tirar as políticas públicas do papel para enfrentar os casos de agressão e feminicídio. Fábio também propôs ampliar o efetivo da Polícia Civil para reforçar o atendimento às mulheres.

*Esta reportagem está em atualização.

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