Ir para o conteúdo principal
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
AGORA RIO
Política

Debate da Rede Amazônica com candidatos ao Governo do AM é marcado por acusações e propostas sobre exploração de terras raras

Candidatos ao governo do Amazonas antes do debate Divulgação O debate promovido pela Rede Amazônica com candidatos ao Governo do Amazonas foi marcado por propostas sobre exploração de terras raras e troca de acusações. O encontro ocorreu na noite desta terça-feira (29), na sede da emissora em Manaus. Participaram Omar Aziz (PSD), Professora Maria do Carmo (PL), Roberto Cidade (União Brasil), David

Por Redação Publicado em 30 de setembro de 2026 às 00:27 14 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Debate da Rede Amazônica com candidatos ao Governo do AM é marcado por acusações e propostas sobre exploração de terras raras
Publicado originalmente por [fonte]

Candidatos ao governo do Amazonas antes do debate

Divulgação

O debate promovido pela Rede Amazônica com candidatos ao Governo do Amazonas foi marcado por propostas sobre exploração de terras raras e troca de acusações. O encontro ocorreu na noite desta terça-feira (29), na sede da emissora em Manaus. Participaram Omar Aziz (PSD), Professora Maria do Carmo (PL), Roberto Cidade (União Brasil), David Almeida (Avante) e Isael Munduruku (Rede).

Ao longo dos blocos, os candidatos também discutiram a possibilidade de ampliar a exploração mineral no estado, incluindo a extração de terras raras em municípios do interior, além de discussão sobre planos para minimizar os impactos das mudanças climáticas, ampliar investimentos em habitação e revisar contratos do Executivo estadual.

Na segurança pública, foram apresentadas propostas para fortalecer as forças policiais e combater facções criminosas, com investimentos em educação e qualificação de jovens como medidas de prevenção. Os candidatos também trocaram ataques por medidas feitas durante gestões anteriores, além de empreendimentos privados e vida pessoal.

📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O encontro integra a cobertura das eleições de 2026 realizada pela Rede Amazônica, pelo g1 e pela TV Globo e foi mediado pelo jornalista César Menezes. A programação foi dividida em quatro blocos, com perguntas feitas de candidato para candidato.

1º bloco: perguntas de tema livre;

2º bloco: perguntas de tema determinado;

3º bloco: perguntas de tema livre

4º bloco: perguntas de tema determinado e considerações finais.

Em cada rodada, o participante responsável pela pergunta teve 30 segundos para formulá-la. O candidato escolhido para responder contou com 1 minuto e 30 segundos. Para a réplica e a tréplica, foram destinados 1 minuto e 15 segundos a cada participante.

1º Bloco

Debate entre candidatos ao Governo do Amazonas: Bloco 1 - tema livre

O primeiro bloco do debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas teve como temas desenvolvimento do interior, contratos públicos, educação, meio ambiente, saneamento e geração de emprego e renda. Na abertura, Isael Munduruku questionou David Almeida sobre propostas para levar ao interior a mesma estrutura de serviços públicos disponível na capital. Almeida afirmou que o interior está “abandonado” e defendeu investimentos em asfaltamento, unidades de saúde e educação. Munduruku afirmou que os eleitores esperam propostas concretas para garantir serviços públicos no interior, especialmente para as comunidades indígenas. Na tréplica, Almeida citou a necessidade de segurança jurídica, regularização fundiária e Zoneamento Ecológico-Econômico para fomentar o desenvolvimento do interior.

Na sequência, David Almeida questionou Roberto Cidade sobre contratos de empresas ligadas ao candidato com o Governo do Amazonas. Cidade afirmou que suspendeu contratos e criticou Almeida, que rebateu e afirmou que Cidade teria pago R$ 16 milhões a uma empresa ligada a própria família.

Cidade afirmou que Almeida mentiu, criticou a administração dele como prefeito de Manaus e disse que o adversário não teria capacidade para governar o estado. David Almeida teve direito de resposta concedido posteriormente.

O terceiro confronto foi entre Omar Aziz e Professora Maria do Carmo, com foco em educação e valorização dos profissionais do setor. Maria do Carmo defendeu ensino de qualidade, professores qualificados e valorizados. Entre as propostas, citou a transformação das escolas do interior em unidades de tempo integral. Aziz apresentou proposta de retomada das escolas de tempo integral, melhoria da merenda e da estrutura das unidades, além de uso do contraturno para reforço escolar. Na tréplica, Maria do Carmo defendeu a garantia de alimentação de qualidade para manter os estudantes nas escolas.

Também houve direito de resposta de David Almeida após o confronto anterior. Ele pediu que Roberto Cidade mantivesse o debate em torno das propostas e fez críticas ao desempenho eleitoral anterior do candidato.

Em seguida, Professora Maria do Carmo questionou Omar Aziz sobre meio ambiente, saneamento, lixões e os impactos de eventos climáticos, como cheias e secas. Aziz citou os desafios para conciliar a preservação ambiental com o asfaltamento da BR-319 e defendeu a exploração de potássio para produção de fertilizantes. Maria do Carmo respondeu que é necessário planejamento para o combate às queimadas. Na tréplica, Aziz defendeu mudanças nas leis para permitir a exploração do potencial econômico do estado e citou atividades como produção de biojoias e produtos da região.

No último confronto do bloco, Roberto Cidade perguntou a Isael Munduruku sobre geração de emprego e renda no interior. Munduruku defendeu crédito facilitado para moradores, incentivo ao empreendedorismo e qualificação profissional dos jovens para ocupação de vagas de trabalho.

Cidade citou ações relacionadas à exploração de potássio em Autazes e afirmou que pretende realizar estudos sobre o potencial econômico dos município. Na tréplica, Munduruku citou dados do IBGE sobre pobreza e defendeu um modelo de exploração sustentável, com consulta às populações locais para definir projetos de acordo com as necessidades das comunidades.

2º Bloco

Debate entre candidatos ao Governo do Amazonas: Bloco 2 - tema determinado

O segundo bloco do debate teve como temas bioeconomia, infraestrutura e logística, turismo, habitação e contratos e terceirizações na saúde. A primeira pergunta foi feita pela Professora Maria do Carmo a David Almeida sobre bioeconomia e como desenvolver o setor. Almeida defendeu o Zoneamento Ecológico-Econômico para identificar os potenciais de exploração do estado. Ele também citou propostas para incentivar o plantio de milho, instalar uma fábrica de ração e estimular pequenas granjas e a piscicultura.

Maria do Carmo defendeu uma nova matriz econômica baseada nos produtos da floresta e afirmou que a bioeconomia é uma demanda apresentada por moradores do interior. Na tréplica, Almeida citou um projeto desenvolvido durante sua gestão como prefeito para utilizar ervas na produção de medicamentos destinados às comunidades.

O segundo confronto teve como tema infraestrutura e logística no interior. Roberto Cidade perguntou a Omar Aziz sobre ações para melhorar o transporte da produção das comunidades e ampliar o acesso à água potável. Aziz mencionou a atuação pelo avanço do asfaltamento da BR-319. Também defendeu o planejamento de infraestrutura do Amazonas para os próximos anos. Cidade afirmou que pretende buscar linhas de crédito para ampliar o asfaltamento no interior e destacou que a execução de obras cabe ao Poder Executivo. Na tréplica, Aziz citou propostas para moradias, escolas de tempo integral e obras de mobilidade e voltou a defender o planejamento do estado para o futuro.

Na sequência, David Almeida questionou Roberto Cidade sobre turismo. Cidade citou o potencial turístico de municípios como Novo Airão e defendeu maior participação do governo estadual no incentivo ao setor no interior. Também mencionou atividades como a pesca e outras alternativas para atrair investimentos e movimentar a economia.

Almeida afirmou que Cidade não respondeu ao questionamento e voltou a citar obras e entregas realizadas durante sua gestão na Prefeitura de Manaus. Na tréplica, Cidade mencionou ações na área da saúde e voltou a destacar o potencial turístico do Amazonas, citando Parintins, além de fazer críticas à gestão de Almeida na capital.

O quarto confronto foi sobre habitação. Omar Aziz perguntou a Isael Munduruku sobre as propostas para o setor e afirmou que pretende entregar 40 mil casas caso seja eleito, além de regularizar áreas ainda sem regulamentação. Munduruku afirmou que o problema fundiário dificulta a construção de moradias e defendeu a regularização de terrenos para atender famílias de baixa renda tanto na capital quanto no interior. Aziz citou moradias entregues durante mandatos anteriores e afirmou ter experiência na área. Munduruku, na tréplica, destacou sua experiência como advogado em processos de regularização fundiária e defendeu articulação com a Presidência da República para viabilizar a construção de moradias.

No último confronto do bloco, Isael Munduruku questionou Professora Maria do Carmo sobre contratos e terceirizações na saúde pública. Maria do Carmo defendeu uma revisão dos contratos com organizações sociais e empresas terceirizadas e fez críticas ao que classificou como casos de corrupção envolvendo contratos milionários.

Munduruku afirmou que o modelo faz com que o governo pague às empresas, e não diretamente aos profissionais, e defendeu mudanças nesse sistema. Na tréplica, Maria do Carmo voltou a criticar o modelo e afirmou que não pretende manter medidas que, segundo ela, prejudicam a população.

3º Bloco

Debate entre candidatos ao Governo do Amazonas: Bloco 3 - tema livre

O terceiro bloco do debate teve como temas segurança pública, inclusão de pessoas com autismo, violência contra as mulheres, gastos públicos e custo de vida. Na abertura, Omar Aziz questionou Isael Munduruku sobre os gastos do Estado com estudantes e presos e perguntou quais seriam as propostas do candidato para a segurança pública. Munduruku defendeu investimentos em educação como forma de reduzir a influência do tráfico. Aziz afirmou que pretende realizar concursos para 10 mil guardas civis no interior, além de ampliar os efetivos das polícias Militar e Civil e retomar o funcionamento de delegacias 24 horas. Na tréplica, Munduruku defendeu o combate às facções criminosas com investimentos em qualificação profissional, esporte, lazer e empreendedorismo.

Na sequência, Isael Munduruku perguntou a Roberto Cidade sobre políticas para pessoas com autismo. Cidade afirmou que sua gestão já atua na área e citou a construção de unidades voltadas ao atendimento de pessoas com autismo, além da proposta de ampliar políticas de inclusão na capital e no interior.

Munduruku defendeu que o poder público considere as necessidades específicas de cada população e afirmou que moradores do interior também precisam ter acesso aos serviços. Na tréplica, Cidade citou a construção de um Centro de Inclusão em Manaus e afirmou que pretende levar profissionais para o interior por meio de barcos-hospitais, para atender municípios e comunidades.

O terceiro confronto foi entre Roberto Cidade e Professora Maria do Carmo, com foco em segurança pública e violência contra as mulheres. Maria do Carmo falou sobre o que classificou como uma “epidemia de violência doméstica” no Amazonas e defendeu medidas para reduzir os casos. Cidade afirmou que pretende promover concursos públicos e ampliar a atuação das forças de segurança. Na réplica, Maria do Carmo fez uma acusação pessoal contra Cidade relacionada a uma suposta agressão contra uma ex-mulher. Ela também defendeu a criação de casas de acolhimento e de mais delegacias especializadas para mulheres. Cidade teve direito de resposta concedido e negou a acusação, afirmando que foi absolvido do processo. Ele também disse que Maria do Carmo não apresentou propostas para a área e acusou a candidata de mentir.

Na sequência, Maria do Carmo questionou David Almeida sobre uma viagem ao Caribe realizada durante o período em que ele era prefeito de Manaus. Almeida afirmou que o caso foi arquivado e que a viagem foi paga com recursos próprios. Em seguida, questionou Maria do Carmo sobre débitos tributários com a Prefeitura de Manaus.

Na réplica, a candidata afirmou que paga os débitos de forma parcelada e criticou a gestão de Almeida na prefeitura. Na tréplica, Almeida voltou a defender que o debate fosse concentrado em ideias e citou ações realizadas durante sua administração.

No último confronto do bloco, David Almeida perguntou a Omar Aziz sobre a fila do SisReg e propostas para reduzir o custo de vida da população. Aziz afirmou que pretende zerar a fila do SisReg, ampliar o auxílio destinado à população e aumentar a oferta de hospitais veterinários. Almeida citou programas e ações implementados durante sua gestão na Prefeitura de Manaus e afirmou que pretende levar iniciativas semelhantes para o interior do estado. Na tréplica, Aziz citou medidas que, segundo ele, podem contribuir para reduzir o custo de vida e mencionou a necessidade de combater as apostas esportivas, as chamadas bets.

4º Bloco

O quarto bloco do debate teve como temas geração de renda, eventos climáticos, educação, cultura e economia criativa e saúde pública. Na abertura, David Almeida questionou Roberto Cidade sobre geração de emprego e renda para os jovens do Amazonas. Cidade respondeu que Almeida havia publicado nas redes sociais uma informação que, segundo ele, era incorreta sobre o pagamento a uma empresa ligada a um familiar. Ele também citou projetos aprovados para a Zona Franca de Manaus e defendeu a exploração de novas matrizes econômicas. Almeida afirmou que havia feito uma pergunta sobre propostas e que recebeu ataques como resposta. Também criticou a gestão de Cidade e fez questionamentos sobre sua trajetória política. Na tréplica, Cidade afirmou que respeitou a Constituição ao assumir o governo e citou a previsão de entrega de 27 unidades de saúde até o fim do ano. Disse ainda que entrou na vida pública para cuidar da população e que pretende ampliar a geração de empregos no estado.

O segundo confronto teve como tema eventos climáticos. Omar Aziz perguntou a Isael Munduruku sobre as mudanças climáticas e os fenômenos enfrentados pelo Amazonas. Munduruku afirmou que o comportamento dos fenômenos mudou. Também defendeu a criação de um gabinete de enfrentamento às mudanças climáticas e o fortalecimento das brigadas de combate às queimadas. Aziz falou sobre as dificuldades de prever eventos climáticos e destacou a necessidade de preservação da floresta. Na tréplica, Munduruku afirmou que o problema não é apenas fazer previsões, mas preparar as cidades para chuvas fortes e alagamentos. Ele defendeu melhorias nos igarapés e no controle do lixo para reduzir os impactos sobre as famílias.

Na sequência, Professora Maria do Carmo questionou Omar Aziz sobre educação e propostas para os jovens. Aziz voltou a citar sua experiência em escola pública e afirmou que a educação pode transformar a vida das pessoas. Defendeu a valorização dos profissionais, melhorias na estrutura das escolas e medidas para motivar estudantes e trabalhadores da educação. Maria do Carmo afirmou ter experiência na gestão educacional e defendeu a melhoria dos indicadores do estado. Na tréplica, Aziz voltou a citar a valorização dos profissionais e a melhoria da infraestrutura, além da utilização do contraturno para reforço escolar e da ampliação das escolas de tempo integral.

O quarto confronto foi sobre cultura e economia criativa. Isael Munduruku perguntou a Maria do Carmo sobre propostas para aproveitar o potencial cultural do Amazonas, incluindo festivais tradicionais. Ela afirmou ter um projeto para ampliar as atividades culturais para além dos eventos já existentes. Também citou a proposta de restauração do Teatro Amazonas. Munduruku defendeu o incentivo às manifestações culturais próprias de cada município e o fortalecimento de iniciativas já existentes nas comunidades. Na tréplica, Maria do Carmo citou sua experiência como empreendedora e afirmou que pretende utilizar a economia criativa como forma de gerar emprego e renda no interior.

No último confronto, Roberto Cidade questionou David Almeida sobre saúde pública, citando promessas de campanha e a situação do SisReg. Cidade perguntou sobre a responsabilidade pela gestão do sistema. Almeida afirmou que o governo estadual também tem responsabilidade sobre o atendimento e citou problemas na fila do SisReg e salários de profissionais da saúde. Cidade respondeu que o SisReg é de responsabilidade compartilhada entre Prefeitura e Governo do Estado e defendeu a implantação de novas UPAs, hospitais e um hospital universitário ligado à Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Na tréplica, Almeida questionou as entregas da atual gestão estadual e afirmou que a Prefeitura de Manaus poderá precisar construir um hospital para atender demandas que, segundo ele, não estão sendo solucionadas pelo governo estadual.

*Reportagem em atualização

Leia mais