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Eleições 2026 no DF: crise do BRB, saúde e educação marcaram campanha ao governo; relembre

Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, em Brasília TV Globo/ Reprodução Após 45 dias de uma curta e intensa campanha, eleitores do Distrito Federal vão às urnas neste domingo (2) para decidir, entre outros votos, quem deve comandar o Palácio do Buriti nos próximos quatro anos. A campanha de 2026 foi marcada por uma cisão clara: de um lado, a atual governadora Celina Leão (PP), que

Por Redação Publicado em 3 de outubro de 2026 às 16:20 8 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Eleições 2026 no DF: crise do BRB, saúde e educação marcaram campanha ao governo; relembre
Publicado originalmente por [fonte]

Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, em Brasília

TV Globo/ Reprodução

Após 45 dias de uma curta e intensa campanha, eleitores do Distrito Federal vão às urnas neste domingo (2) para decidir, entre outros votos, quem deve comandar o Palácio do Buriti nos próximos quatro anos.

A campanha de 2026 foi marcada por uma cisão clara: de um lado, a atual governadora Celina Leão (PP), que aparece à frente nas pesquisas e tenta, ao mesmo tempo, defender seu legado no governo e se afastar das críticas e suspeitas envolvendo a gestão Ibaneis Rocha (MDB) – de quem foi vice.

Do outro lado, candidatos de oposição que apostaram no discurso de mudança para chegar ao Palácio do Buriti -- e, ao longo de toda a campanha, pouparam uns aos outros para se concentrar nas críticas à situação atual da capital.

Veja quem são os candidatos a governador no Distrito Federal em 2026

Esse confronto se materializou na discussão de temas amplos como saúde, educação, segurança, mobilidade urbana. E em uma crise específica: o desmonte do patrimônio do Banco de Brasília (BRB) nas negociações com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, revelado pela operação Compliance Zero desde novembro.

Eleições 2026 - Candidatos a Governador no Distrito Federal

Veja abaixo, em detalhes, os principais fatores no cálculo eleitoral do DF neste ano.

O fator Ibaneis

Ibaneis Rocha

TV Globo/Reprodução

Desde o início da corrida eleitoral, Celina Leão (PP) apareceu à frente nas pesquisas de intenção de voto. A então governadora buscou associar sua candidatura às ações e obras realizadas pela atual gestão, defendendo a continuidade do projeto político iniciado em 2019.

Os adversários, por outro lado, argumentavam que Celina não poderia reivindicar apenas os resultados positivos da administração e que também deveria responder por problemas apontados em áreas como saúde, educação, segurança pública e pela crise enfrentada pelo BRB.

Entenda:

➡️ Em maio, Celina Leão e o então governador Ibaneis Rocha anunciaram o rompimento político. Até então aliados, os dois indicaram que seguiriam caminhos distintos na disputa eleitoral. ➡️ Ibaneis Rocha foi governador do DF por dois mandatos, de 2019 a 2026. Ele decidiu deixar o cargo em março deste ano, para se candidatar ao Senado nas eleições. Celina Leão, que era sua vice, foi empossada como governadora.

➡️Ibaneis publicou vídeo em rede social dizendo que confiou em Celina para dar continuidade ao que "plantou", mas que teve "muitas decepções". ➡️Celina respondeu a declaração dizendo que herdou uma crise no Banco de Brasília (BRB) e precisou tomar "decisões que às vezes desagrada a muitos". Além disso, afirmou que "sucessão nunca será submissão".

➡️Apesar da ruptura anunciada, na prática, Ibaneis não declarou apoio a nenhum outro candidato e o MDB seguiu na coligação e no apoio a Celina. Ibaneis desistiu de sua candidatura ao Senado, enquanto a governadora se dividia entre críticas e elogios a seu ex-colega de governo.

O fator Arruda José Roberto Arruda

TV Globo

O principal fato político da campanha foi a situação eleitoral do ex-governador José Roberto Arruda (PSD).

Arruda disputou a eleição sob questionamentos judiciais e teve o registro de candidatura barrado definitivamente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na reta final da campanha.

Ele tentava reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF), que definiu por unanimidade que ele está inelegível ao pleito. 🔎Até então, o candidato do PSD aparecia em segundo lugar nas pesquisas e era apontado como um dos principais adversários da governadora. Após a decisão que tirou Arruda da disputa, o Partido Social Democrático (PSD) oficializou apoio a Celina Leão. Arruda, no entanto, recusou-se a seguir a decisão do partido e rejeitou publicamente o apoio. "Eles não terão o meu apoio".

Os demais concorrentes também passaram a mirar o eleitorado do ex-governador. Nos últimos dias de campanha, candidatos intensificaram acenos aos seus apoiadores e defenderam propostas semelhantes às apresentadas por Arruda, em uma tentativa de atrair os votos que ficaram órfãos na disputa.

Até este sábado (3), véspera do primeiro turno, Arruda não havia anunciado apoio a nenhum candidato ao GDF.

Com a saída de Arruda da disputa, ganhou força a candidatura de Leandro Grass (PT), que consolidou a posição de principal nome da oposição.

O petista apostou em críticas à gestão do GDF, especialmente nas áreas de saúde e educação, além de prometer mais transparência na administração pública.

Outros candidatos também buscaram espaço na campanha. Ricardo Cappelli (PSB), interventor na segurança do DF após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, centrou seu discurso em críticas ao grupo político que governa o DF e em propostas para reduzir filas da saúde e ampliar investimentos em serviços públicos. Já a deputada distrital e candidata Paula Belmonte (PSDB) tentou se apresentar como uma alternativa ao governo e à polarização entre os principais concorrentes ao pleito. Kiko Caputo (Novo) defendeu uma agenda liberal e de redução do tamanho do Estado.

O fator BRB

BRB aprova aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões para reduzir rombo deixado pelo Master

Jornal Nacional/ Reprodução

A crise do Banco de Brasília (BRB) foi um dos assuntos mais presentes na campanha. O tema apareceu em programas eleitorais, entrevistas e debates, com candidatos cobrando explicações do governo sobre a situação financeira da instituição e as medidas adotadas para enfrentar o problema e o agravamento da crise.

Como o governo do DF é o acionista controlador do BRB, adversários passaram a cobrar explicações da governadora Celina Leão (PP) sobre a condução do caso e os possíveis impactos para os cofres públicos.

Em diferentes momentos da campanha, candidatos afirmaram que o governo não foi transparente ao divulgar informações sobre a situação do bancoe questionaram a utilização de recursos públicos para socorrer a instituição.

Durante a campanha, Celina Leão afirmou que a recuperação do BRB passava por medidas técnicas e não por decisões políticas. A governadora defendeu o acordo costurado com o sistema financeiro para reforçar o capital do banco e argumentou que as ações adotadas pelo GDF eram necessárias para evitar riscos à instituição. Ela afirmou ainda que o BRB tinha condições de superar a crise sem prejuízos para correntistas. O fator saúde pública

Hospital Regional de Taguatinga, no DF

Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

Ao longo da campanha, candidatos usaram as filas para consultas, exames e cirurgias para criticar a gestão atual e apontar falhas no atendimento à população. Também questionaram a situação dos hospitais públicos, a demora para realização de procedimentos e a gestão da saúde no DF. A oposição argumentou que, apesar do aumento do orçamento da área nos últimos anos, a população continuou enfrentando dificuldades para acessar serviços especializados e obter atendimento em tempo adequado. A atual governadora sustentou que a ampliação de serviços, a contratação de profissionais e a modernização de unidades de saúde faziam parte de um processo de melhoria do atendimento e pediu a continuidade desses projetos.

O fator educação

Escola Classe Varjão, no DF

TV Globo/reprodução

A Educação também ganhou força principalmente após a divulgação dos resultados mais recentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que passaram a ser usados por candidatos para questionar a qualidade do ensino público e o desempenho da gestão da atual governadora. Os candidatos afirmaram que o DF perdeu protagonismo nacional em indicadores educacionais e apontaram problemas como a baixa oferta de escolas de tempo integral, déficit de infraestrutura em unidades de ensino, falta de creches e crescimento da contratação de professores temporários.

Já a campanha da atual governadora defendeu os investimentos realizados na rede pública e apresentou a educação como uma das áreas beneficiadas pelas ações da gestão nos últimos anos. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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