Governo libera R$ 1,9 bilhão para gastos dos ministérios e acomoda reajuste do Bolsa Família no orçamento deste ano
A equipe econômica informou nesta quinta-feira (24) que ajustou o orçamento de 2026 para incluir o reajuste dos benefícios do Bolsa Família, anunciado na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meio à corrida eleitoral. A informação consta no relatório de receitas e despesas do quatro bimestre, divulgado pelo Ministério do Planejamento. Com o aumento, piso do programa passa d
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A equipe econômica informou nesta quinta-feira (24) que ajustou o orçamento de 2026 para incluir o reajuste dos benefícios do Bolsa Família, anunciado na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meio à corrida eleitoral.
A informação consta no relatório de receitas e despesas do quatro bimestre, divulgado pelo Ministério do Planejamento.
Com o aumento, piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691 em outubro. Já o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777, informou o Ministério do Planejamento.
Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, é de R$ 5,8 bilhões.
Ao todo, a área econômica informa que foram liberados R$ 1,9 bilhão para novos gastos dos ministérios. Com isso, a contenção total de recursos, que era de 17,9 bilhões, recuou e passou para R$ 16,1 bilhões (valores que ainda seguem bloqueados).
O detalhamento da contenção por órgão constará de anexo ao Decreto de Programação Orçamentária e Financeira, a ser publicado até o dia 30 de setembro. Os órgãos deverão indicar as programações a serem bloqueadas/contingenciadas em até cinco dias úteis após a publicação do DPOF
Esse ajuste no orçamento decorre de dois fatores:
Liberação de R$ 15,5 bilhões do bloqueio que havia até então por conta do limite de gastos. O valor total recuou de R$ 17,9 bilhões para R$ 2,4 bilhões;
Contingenciamento (limitação de gastos) em R$ 13,6 bilhões pela necessidade de atingir a meta fiscal deste ano.