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Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’ em dia de eleição

Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’ Uma médica da Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, é suspeita de orientar funcionários a "não dar alta a petistas" no fim de semana de eleição. Em nota, a maternidade informou que as manifestações ocorreram em um grupo interno e privado de profissionais médicos, não representando o posicionamento da administração do Hospita

Por Redação Publicado em 5 de outubro de 2026 às 08:01 5 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’ em dia de eleição
Publicado originalmente por [fonte]

Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’

Uma médica da Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, é suspeita de orientar funcionários a "não dar alta a petistas" no fim de semana de eleição. Em nota, a maternidade informou que as manifestações ocorreram em um grupo interno e privado de profissionais médicos, não representando o posicionamento da administração do Hospital (veja a nota na íntegra ao fim do texto).

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O nome da médica não foi divulgado. Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) disse que as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas pelo Cremego ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo. Disse ainda que solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias.

Segundo mensagens exibidas pela TV Anhanguera, a médica teria enviado a seguinte mensagem em um aplicativo de mensagens, fazendo referência à simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT):

"Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista".

Neste domingo (4), milhões de eleitores foram as urnas em Goiás para votar para os cargos de presidente, governador, deputado federal, deputado estadual e senador.

Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’ em dia de eleição

Reprodução/TV Anhaguera

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O hospital disse que não adota posicionamento político-partidário e pauta sua atuação pelos princípios que regem a assistência pública à saúde, pela ética profissional e pelos critérios técnicos e assistenciais aplicáveis a cada paciente.

"Decisões relativas à internação, permanência hospitalar e alta devem observar exclusivamente critérios clínicos, técnicos, éticos e de segurança do paciente, independentemente de qualquer convicção política, ideológica, religiosa ou de outra natureza", diz a nota da maternidade.

Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara

Diomício Gomes/O Popular

A maternidade disse ainda que, diante das informações recebidas, adotará procedimentos para a apuração dos fatos. "Caso sejam constatadas condutas incompatíveis com essas normas, serão adotadas as medidas cabíveis".

Sobre o caso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia tomou medidas administrativas para a apuração dos fatos assim que soube dos fatos relatados. Reforçou ainda a orientação às equipes quanto à necessidade de garantir atendimento adequado, ético e respeitoso a todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Leia a nota da maternidade na íntegra

"O Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara informa que não adota posicionamento político-partidário e pauta sua atuação exclusivamente pelos princípios que regem a assistência pública à saúde, pela ética profissional e pelos critérios técnicos e assistenciais aplicáveis a cada paciente.

As manifestações mencionadas na solicitação encaminhada pela imprensa ocorreram em grupo interno e privado de profissionais médicos e constituem manifestações de caráter pessoal de seus participantes, não representando, em nenhuma hipótese, posicionamento da Administração do Hospital ou da instituição responsável pela gestão da unidade.

O Hospital ressalta, ainda, que manifestações ou preferências políticas de caráter pessoal não se confundem com as condutas médicas e assistenciais adotadas na unidade. Decisões relativas à internação, permanência hospitalar e alta devem observar exclusivamente critérios clínicos, técnicos, éticos e de segurança do paciente, independentemente de qualquer convicção política, ideológica, religiosa ou de outra natureza.

Diante das informações recebidas, a Administração adotará os procedimentos internos apropriados para apuração dos fatos e de seu contexto, assegurados o contraditório, a adequada instrução e a observância das normas institucionais e profissionais aplicáveis. Caso sejam constatadas condutas incompatíveis com essas normas, serão adotadas as medidas cabíveis.

O Hospital reafirma seu compromisso com uma assistência impessoal, humanizada, ética e tecnicamente orientada, garantindo tratamento isonômico a todos os usuários do Sistema Único de Saúde.

Por fim, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia informa que, assim que tomou conhecimento dos fatos relatados, adotou as medidas administrativas cabíveis para a apuração da conduta mencionada.

A Secretaria também reforçou a orientação às equipes quanto à necessidade de garantir atendimento adequado, ético e respeitoso a todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara - Secretaria Municipal de Saúde (SMS)".

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