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MPF pede suspensão do porte de armas de Knoploch após confusão na Tijuca; vídeo mostra deputado usando spray de pimenta

Vídeo mostra deputado Knoploch usando spray de pimenta em confusão com militantes do Psol O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) a suspensão do porte das armas de fogo do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) até o fim da campanha eleitoral. O pedido é consequência da confusão ocorrida na segunda-feira (28), na Tijuca, Zona Norte do R

Por Redação Publicado em 30 de setembro de 2026 às 17:45 7 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

MPF pede suspensão do porte de armas de Knoploch após confusão na Tijuca; vídeo mostra deputado usando spray de pimenta
Publicado originalmente por [fonte]

Vídeo mostra deputado Knoploch usando spray de pimenta em confusão com militantes do Psol

O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) a suspensão do porte das armas de fogo do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) até o fim da campanha eleitoral.

O pedido é consequência da confusão ocorrida na segunda-feira (28), na Tijuca, Zona Norte do Rio, quando Knoploch discutiu com militantes do PSOL em frente ao comitê do também deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), exibiu uma arma de fogo e, como mostra o vídeo obtido pelo g1, utilizou spray de pimenta contra as pessoas. Além da suspensão do porte, a Procuradoria Regional Eleitoral pediu que Knoploch seja proibido de acessar e frequentar o comitê de Serafini e os atos de propaganda realizados pelo adversário. Também solicitou que o deputado não mantenha contato com as vítimas e integrantes das equipes de campanha. O MPF pediu ainda autorização do TRE-RJ para instaurar um inquérito policial para apurar os fatos. As medidas ainda são pedidos do Ministério Público e dependem de decisão do TRE-RJ.

Imagem mostra deputado Alexandre Knoploch (PL) ameaçando puxar arma contra militantes do PSOL na Tijuca

Reprodução

A manifestação foi assinada nesta quarta-feira (30) pelo procurador Regional Eleitoral Auxiliar Eduardo André Lopes Pinto. O documento afirma que a notícia de fato foi aberta a partir de notícia-crime apresentada por Serafini e que foram reunidos vídeos, registro de ocorrência, termos de declaração de vítimas e testemunhas e a declaração de bens apresentada por Knoploch à Justiça Eleitoral.

Possíveis crimes eleitorais

Na manifestação, o Ministério Público afirma que os elementos reunidos indicam a possível prática de diversos crimes eleitorais e delitos comuns conexos. Entre as condutas que deverão ser apuradas estão: O impedimento ao exercício da propaganda eleitoral, por causa do uso de spray de pimenta, da exibição da arma e das ameaças à militância; violência política de gênero contra Maria de Lourdes do Carmo, candidata a suplente do Senado; injúria eleitoral; lesão corporal; ameaça; desobediência e eventual porte ilegal de arma de fogo, caso seja constatada a ausência de autorização válida para o porte.

O MPF ressalta, porém, que a eventual configuração desses crimes ainda será objeto de investigação.

A Procuradoria sustenta que o TRE-RJ é competente para supervisionar a investigação porque Knoploch é deputado estadual em exercício e os fatos ocorreram durante atividade de propaganda eleitoral e disputa política.

Deputado Alexandre Knoploch (PL) ameaça puxar arma contra militantes do PSOL no RJ

MPF cita vídeo publicado antes da confusão

Um dos fundamentos usados pelo Ministério Público para justificar a urgência das medidas é um vídeo publicado por Knoploch em 18 de setembro, dez dias antes do episódio na Tijuca.

Segundo a manifestação, o vídeo foi impulsionado com recursos de campanha no Facebook Ads e continha a frase:

“A paciência acabou! Se não respeitar vou responder com spray de pimenta"

Para o procurador, o episódio de 28 de setembro não teria sido um acontecimento isolado. A manifestação afirma que o vídeo anterior seria um elemento para avaliar o risco de repetição da conduta.

Sete armas declaradas

Outro elemento utilizado para fundamentar o pedido de suspensão do porte foi a declaração de bens apresentada por Knoploch à Justiça Eleitoral.

Segundo a manifestação, o deputado declarou possuir sete armas de fogo, entre elas:

Um fuzis Taurus T4.556; uma carabina.40; pistolas 9 mm e.45; e um revólver.357 MAG.

O MPF afirma que a combinação entre a posse declarada das armas, a postura descrita na manifestação como beligerante e a exibição de uma arma durante o episódio na Tijuca justificaria a adoção imediata das cautelares.

Relembre a confusão

A confusão ocorreu por volta das 13h40 de segunda-feira (28), na esquina da Rua Conde de Bonfim com a Rua General Roca, na Tijuca.

De acordo com o relato apresentado à Procuradoria, Knoploch teria ido ao comitê de Serafini incomodado com a música que era tocada no local e iniciado uma discussão com os militantes.

Ainda segundo a notícia-crime, depois que uma pessoa não identificada teria dito “o pai está preso”, em referência a Jair Bolsonaro, Knoploch retirou do bolso um spray de pimenta e o disparou contra as pessoas que estavam na calçada.

O relato apresentado ao MPF afirma que o spray teria atingido os olhos e a boca de Cíntia, Sérgio Augusto Rodrigues Belerique e Maria de Lourdes do Carmo, além de pessoas próximas. Na sequência, segundo a notícia-crime, Knoploch teria exibido uma arma de fogo que estava sob a camiseta. Esse momento também foi registrado em vídeo.

Imagem mostra deputado Alexandre Knoploch (PL) ameaçando puxar arma contra militantes do PSOL na Tijuca

Reprodução

A Polícia Militar foi chamada ao local. De acordo com a representação, os policiais orientaram Knoploch a aguardar a chegada de um oficial superior e de reforço, mas ele deixou o local. O episódio foi registrado na 19ª Delegacia de Polícia.

Knoploch diz ter entrado com ação no TRE-RJ

A equipe de campanha do deputado Alexandre Knoploch informou ao g1 que o parlamentar entrou com uma ação no TRE-RJ contra o PSOL após uma música de conteúdo sexual envolvendo Flávio Bolsonaro ser executada no comitê de Flávio Serafini, na Tijuca. Segundo o parlamentar, a canção era ouvida em um espaço público, por onde circulam crianças e idosos.

Após o episódio, Knoploch publicou um vídeo nas redes sociais no qual apresentou uma versão diferente para o que aconteceu.

Ele disse que estava fazendo campanha na região e foi reclamar da música que estava sendo tocada no comitê do PSOL.

"Acabei de sair agora da Praça Sans Pena, uma covardia. Uma covardia. Tem um comitê lá da esquerda, não sei se é do Serafini, Lula, sei lá o que que é. Pra vocês terem uma ideia, nós estamos o dia inteira panfletando, o dia inteiro dando material. E aí eles botaram uma música".

Segundo o parlamentar, a música era o jingle "TariFlávio", que faz acusações e xingamentos contra o candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro.

Knoploch afirmou que uma mulher que passava pelo local também reclamou da música e que, quando ele questionou os militantes, foi cercado por cinco pessoas.

"Um horror, uma depravação. Uma senhora passou e reclamou, falou: 'meu filho, eu não posso ouvir isso'. E eu fui reclamar com eles. Eles vieram em cinco em minha direção, o motoboy que estava lá, que estava horrorizado também. Como se não bastasse, vieram me intimidar. Eu já falei, eu não vou aceitar a intimidação. Uso sim sprays de pimenta pra qualquer um que tentar me agredir".

"E digo mais: Esse é o tipo de política que esses caras fazem. É na guerra e tentando agredir. Não vão calar a gente não, não vão".

MPF quer abertura de inquérito

Além das cautelares, a Procuradoria Regional Eleitoral pediu ao TRE-RJ autorização para instaurar um inquérito policial contra Knoploch.

O MPF também pediu a preservação de imagens de câmeras de monitoramento de estabelecimentos e do sistema público no entorno do comitê, da estação de metrô da Praça Saens Peña e das câmeras corporais dos policiais, caso existam.

Deputado Alexandre Knoploch, do PL

Divulgação/ Alerj

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