Número de mulheres na Alesp cresce 81%, e bancada de pretos e pardos dobra após eleição
Palácio 9 de julho, sede da Assembleia Legislativa de SP (Alesp) Sérgio Galdino/Acervo Alesp A nova composição da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) terá 29 mulheres e 18 deputados que se autodeclararam pretos ou pardos, segundo dados das candidaturas registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Atualmente, a Casa tem 16 mulheres e nove parlamentares pretos ou pardos entre seus 94 de
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Palácio 9 de julho, sede da Assembleia Legislativa de SP (Alesp)
Sérgio Galdino/Acervo Alesp
A nova composição da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) terá 29 mulheres e 18 deputados que se autodeclararam pretos ou pardos, segundo dados das candidaturas registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Atualmente, a Casa tem 16 mulheres e nove parlamentares pretos ou pardos entre seus 94 deputados.
Com o resultado das eleições deste domingo (4), o número de mulheres na Alesp crescerá 81%, enquanto a quantidade de deputados pretos ou pardos vai dobrar a partir da próxima legislatura.
As mulheres passarão de 17% para 30,9% das cadeiras da Assembleia. Já os parlamentares autodeclarados pretos ou pardos passarão de 9,6% para 19,1%.
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A Alesp tem 94 cadeiras, e os deputados estaduais eleitos neste domingo vão representar a população paulista pelos próximos quatro anos.
Mulheres
Eduarda Campopiano, do PL, foi a deputada estadual mais votada de São Paulo
Reprodução/Instagram
Entre as 29 mulheres eleitas está Eduarda Campopiano (PL), que teve a maior votação para deputado estadual em São Paulo, com 1.956.238 votos. Também aparecem entre as mais votadas Sofia Favero (PSOL), com 407.773 votos, e Paula da Bancada Feminista (PSOL), com 326.190.
Também foram eleitas Ediane Maria (PSOL), Luiza Erundina (PSOL), Monica das Pretas (PSOL), Bruna Furlan (Republicanos), Dani Alonso (PL), Regina Nunes (MDB), Duda Hidalgo (PT), Professora Bebel (PT), Ana Carolina Serra (PSDB), Mariana Conti (PSOL), Delegada Graciela (PL), Marta Costa (PSD), Débora Camilo (PSOL), Leticia Aguiar (PL), Carla Morando (PSD), Analice Fernandes (PSD), Ely Santos (Republicanos), Thainara Faria (PT), Marina Bragante (PSB), Solange Freitas (União), Camila Godoi (União), Renata Sene (Republicanos), Ana Perugini (PT), Fabiana Bolsonaro (PL) e Keit Lima (PSOL).
Pretos e pardos
Paula da Bancada Feminista
Agência Alesp/Reprodução
De acordo com a autodeclaração feita pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral, 18 dos 94 deputados eleitos se declararam pretos ou pardos. Na atual composição da Alesp, são nove.
Dos eleitos em 2026, dez se declararam pretos e oito, pardos.
Entre os autodeclarados pretos estão Paula da Bancada Feminista (PSOL), Ediane Maria (PSOL), Monica das Pretas (PSOL), Douglas Garcia (União), Débora Camilo (PSOL), Thainara Faria (PT), Barba (PT), Marcolino (PT), Lisboa (PL) e Keit Lima (PSOL).
Já Duda Hidalgo (PT), Alex Madureira (PL), Leonardo Grandini (PT), Ely Santos (Republicanos), Rômulo (PT), Sebastião Santos (Republicanos), Gilmaci Santos (Republicanos) e Atila Jacomussi (PRD) se declararam pardos.
Nova composição
O PL foi o principal vencedor da disputa para a Assembleia Legislativa, elegendo 27 deputados estaduais, quase um terço das cadeiras da Casa. A legenda foi impulsionada pela votação de Eduarda Campopiano, que recebeu 1,95 milhão de votos e foi a candidata a deputada estadual mais votada em São Paulo.
Somadas ao PL, as bancadas do PSD, União Brasil, Podemos, PP, Republicanos e MDB elegeram 63 dos 94 deputados estaduais.
O PT elegeu a segunda maior bancada da Alesp. Impulsionado pela votação de Eduardo Suplicy, segundo deputado estadual mais votado do estado, o partido elegeu 16 parlamentares.
Já o PSOL ampliou sua presença ao eleger nove deputados estaduais.
A nova legislatura começa em 2027.
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