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Prefeito de Nova York, Mamdani anuncia medidas contra antissemitismo na cidade

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Ronen Zvulun/Reuters/Arquivo/Andres Kudacki/AP O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou nesta terça-feira (29) novas medidas para combater o antissemitismo na cidade. O anúncio ocorre após uma série de incidentes contra judeus no município, que abriga uma das maiores comunidades judaicas dos Estados

Por Redação Publicado em 29 de setembro de 2026 às 18:59 3 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Prefeito de Nova York, Mamdani anuncia medidas contra antissemitismo na cidade
Publicado originalmente por [fonte]

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.

Ronen Zvulun/Reuters/Arquivo/Andres Kudacki/AP

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou nesta terça-feira (29) novas medidas para combater o antissemitismo na cidade. O anúncio ocorre após uma série de incidentes contra judeus no município, que abriga uma das maiores comunidades judaicas dos Estados Unidos.

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Mamdani é um conhecido defensor da causa palestina e crítico do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Segundo o prefeito, muitos judeus não se sentem seguros na cidade.

Ele rejeitou as acusações de que seu governo não estaria fazendo o suficiente para combater o antissemitismo. “Os judeus nova-iorquinos representam apenas 12% da nossa população, mas são vítimas de aproximadamente metade de todos os crimes de ódio denunciados”, afirmou Mamdani.

Segundo a polícia de Nova York, o número de incidentes antissemitas aumentou 182% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. O prefeito disse que a alta desproporcional dos crimes de ódio contra judeus também foi registrada em outras cidades do mundo.

Entre as medidas anunciadas nesta terça estão a duplicação dos recursos destinados à prevenção de crimes de ódio e um investimento de US$ 1 milhão, cerca de R$ 5,2 milhões, para reforçar a segurança de sinagogas e outros locais de culto.

“Meu governo tem tolerância zero com o antissemitismo. Nem no nosso metrô, nem nos nossos locais de trabalho, nem na internet. Em lugar nenhum”, afirmou Mamdani.

O prefeito também anunciou que as escolas públicas da cidade deverão ampliar o ensino sobre o Holocausto e sobre a contribuição da comunidade judaica para a história de Nova York.

Críticas

Durante discurso na Assembleia Geral da ONU, na última quinta-feira (24), o premiê israelense chamou Mamdani de “prefeito antissemita” e pontuou o aumento de casos de violência contra a etinia.

“Desde que você foi eleito prefeito desta cidade, muitos judeus não se sentem mais seguros em Nova York. Eles conversam comigo. Eles me contam isso. Esta não é mais a cidade de que nos lembramos. Ela mudou muito rapidamente", disse Netanyahu. Netanyahu também acusou Mamdani de distorcer os fatos sobre a guerra em Gaza e de apoiar pessoas ligadas ao Hamas. Mamdani rejeita a acusação de antissemitismo e afirma que suas críticas ao governo israelense e sua defesa dos palestinos não representam hostilidade contra judeus.

A Liga Antidifamação, organização que monitora casos de discriminação contra judeus, afirmou que as medidas anunciadas por Mamdani não são suficientes.

O grupo também criticou o prefeito por não adotar oficialmente uma definição de antissemitismo.

“Esse prefeito não trata o ódio enfrentado pelos judeus nova-iorquinos como uma emergência e se recusa a reconhecer suas diferentes formas”, publicou a organização no X.

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