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Preso 5 vezes, 'menino de ouro', réu por sequestro: quem é candidato a deputado alvo da PF em Roraima

Jalser Renier é preso pela PF por suspeita de compra de votos em Roraima O candidato a deputado estadual Jalser Renier (PSDB), conhecido em Roraima como "Menino de ouro", foi preso novamente pela Polícia Federal nesta quinta-feira (1º), por suspeita de compra de votos. Ex-deputado, Jalser já foi preso cinco vezes e esteve envolvido em outros escândalos no estado. As duas últimas prisões ocorreram

Por Redação Publicado em 1 de outubro de 2026 às 15:51 5 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem


Preso 5 vezes, 'menino de ouro', réu por sequestro: quem é candidato a deputado alvo da PF em Roraima
Publicado originalmente por [fonte]

Jalser Renier é preso pela PF por suspeita de compra de votos em Roraima

O candidato a deputado estadual Jalser Renier (PSDB), conhecido em Roraima como "Menino de ouro", foi preso novamente pela Polícia Federal nesta quinta-feira (1º), por suspeita de compra de votos. Ex-deputado, Jalser já foi preso cinco vezes e esteve envolvido em outros escândalos no estado. As duas últimas prisões ocorreram em uma semana. Jalser Renier é um dos políticos mais conhecidos de Roraima. Ele foi deputado estadual por 27 anos, mas teve o mandato cassado pela Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR) em 2022, por quebra de decoro. Entenda mais abaixo.

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A cassação ocorreu após ele ser acusado de ser o mandante do sequestro e da tortura do jornalista Romano dos Anjos, em outubro de 2020. A decisão também o deixou inelegível até 2030. No entanto, em agosto de 2026, o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar que suspendeu parcialmente os efeitos da cassação. Com isso, Jalser ficou autorizado a participar dos atos necessários para disputar as eleições deste ano e tenta voltar ao cargo. LEIA TAMBÉM:

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Ex-deputado estadual Jalser Renier

Reprodução/Instagram

Jalser Renier foi preso pela primeira vez em 2003 por envolvimento no maior caso de corrupção em Roraima, o "Escândalo dos Gafanhotos". Em 2016, ele voltou a ser preso pelo mesmo motivo. Na segunda prisão, Jalser já era presidente da Ale-RR e cumpria regime semiaberto. Ele passava a noite na prisão e, durante o dia, cumpria o expediente na Assembleia. Na época, Renier ficou nacionalmente conhecido como "presidente presidiário". Em 2017, ele ganhou liberdade.

Em 2019, Jalser foi alvo das operações "Cartas Marcadas" e "Royal Flush", deflagrada pelo Ministério Público de Roraima, que investigou crimes de fraudes em processos licitatórios, contratos administrativos, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução de Justiça. A ação também mirou a então esposa dele, Cinthya Gadelha, e outras cinco pessoas ligadas a Jalser. Ele não foi preso nessas ações.

No mesmo ano, Jalser foi condenado a pagar R$ 40 mil de indenização à então prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB), em um processo em que ela pedia reparação por ter sido xingada e ameaçada por ele durante uma entrevista em uma rádio, em outubro de 2018.

Em 2021, Jalser voltou a ser preso. Dessa vez, a prisão ocorreu durante as investigações sobre o sequestro e a tortura do jornalista Romano dos Anjos, em outubro de 2020. À época do crime, Renier era presidente da Assembleia.

Um ano depois, teve o mandato de deputado cassado por quebra de decoro. No mesmo ano, após perder o mandato, Jalser, oito policiais militares e um ex-servidor da Assembleia se tornaram réus no processo sobre o crime.

No processo penal sobre o caso do jornalista, Jalser é réu por sete crimes: sequestro qualificado, tortura qualificada, constituição de milícia privada, dano qualificado, roubo majorado, cárcere privado e violação de domicílio qualificada. O caso ainda não foi julgado. Suspeita de crimes eleitorais

Agora, Jalser voltou ao noticiário ao ser preso por suspeita de compra de votos. Em 24 de setembro de 2026, a Polícia Federal encontrou R$ 19 mil em dinheiro e planilhas relacionadas à campanha no escritório dele, em Boa Vista A apreensão levantou a suspeita de compra de votos.

A operação da PF investigava lavagem de dinheiro. O g1 apurou que documentos apreendidos continham anotações com a sigla “BU”, o que poderia indicar uma possível compra de votos. Jalser passou a noite na Penitenciária Agrícola do Monte Cristo (Pamc), o maior presídio de Roraima, e foi solto em 25 de setembro, após passar por audiência de custódia e pagar fiança. Na segunda prisão por suspeita de crime eleitoral, nesta quinta-feira (1º), Jalser foi preso na própria casa e levado à sede da PF em Roraima por agentes de elite do Grupo de Pronta Intervenção (GPI). A suspeita é de que o candidato compraria votos de mais 12 mil eleitores e planejava gastar R$ 4 milhões com o crime. A mãe dele e outras cinco pessoas apontadas como coordenadoras de campanha também foram alvos da operação. A Polícia Federal cumpriu seis mandados de busca e apreensão em endereços de investigados em Boa Vista, no Cantá e em Caracaraí, por determinação da Justiça Eleitoral. A operação também determinou medidas cautelares contra os investigados. Nascido em Roraima, Jalser Renier Padilha tem 54 anos. Ele é casado com Tatyanne Aguillera Padilha, a Dra. Taty (PSDB), que disputa uma vaga de deputada federal por Roraima nas eleições de 2026.

Jalser Renier e a esposa, Dra. Taty, são candidados a deputado estadual e deputada federal

Reprodução/Instagram

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