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Saúde, segurança e infraestrutura dominam campanha na disputa pelo governo de RO

Candidatos ao governo de Rondônia em 2026 (ordem alfabética) Redes Sociais/Reprodução A disputa pelo governo de Rondônia em 2026 foi marcada por debates concentrados em torno de serviços essenciais ao estado: saúde, segurança pública, infraestrutura e regularização fundiária. Esses assuntos apareceram com frequência em entrevistas, debates e atos de campanha. Outro assunto que esteve presente na d

Por Redação Publicado em 3 de outubro de 2026 às 13:06 4 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Saúde, segurança e infraestrutura dominam campanha na disputa pelo governo de RO
Publicado originalmente por [fonte]

Candidatos ao governo de Rondônia em 2026 (ordem alfabética)

Redes Sociais/Reprodução

A disputa pelo governo de Rondônia em 2026 foi marcada por debates concentrados em torno de serviços essenciais ao estado: saúde, segurança pública, infraestrutura e regularização fundiária. Esses assuntos apareceram com frequência em entrevistas, debates e atos de campanha. Outro assunto que esteve presente na disputa eleitoral, gerando assuntos nos confrontos entre os candidatos, foi batalha jurídica envolvendo a candidatura de Samuel Costa (PSB). A direção nacional do partido destituiu o diretório estadual e decidiu apoiar a candidatura de Expedito Netto (PT), mas Samuel contestou a medida na Justiça e manteve sua campanha até o fim.

Participam da disputa pelo governo de Rondônia: Adailton Furia (PSD), Expedito Netto (PT), Hildon Chaves (União), Marcos Rogério (PL), Pedro Abib (MDB) e Samuel Costa (PSB). Os candidatos priorizaram agendas na Capital, mas também marcaram forte presença em municípios como Ji-Paraná, Cacoal e regiões ligadas ao agronegócio. A descentralização dos serviços foi uma promessa constante. Veja os destaques da campanha por assunto:

Saúde pública

A saúde pública esteve no centro da campanha. Praticamente todos os principais candidatos apresentaram propostas relacionadas à situação do Hospital João Paulo II e à necessidade de ampliar ou descentralizar o atendimento no estado.

As duas pesquisas Quaest realizadas pela Rede Amazônica antes deste sábado (3) apontam que, para os eleitores, a saúde é o principal problema do estado. Eles também citam infraestrutura e violência. De forma resumida:

Adailton Fúria focou na criação de um Hospital dos Acidentados e na estadualização do hospital municipal de Ji-Paraná. Expedito Netto propôs a construção de uma nova unidade e também a expansão dos serviços para o interior. Hildon Chaves prometeu entregar um novo Hospital João Paulo II em dois anos e meio utilizando um modelo de parceria com a iniciativa privada.. Marcos Rogério defendeu a construção de um Hospital de Traumas em Ji-Paraná e de uma nova unidade de urgência na capital. Pedro Abib também falou sobre regionalizar os serviços e descentralizar os atendimentos na capital. Samuel Costa propôs aumentar a oferta de profissionais no sistema de saúde através de parceria com instituições de ensino.

Segurança pública O déficit de efetivo policial e o combate à criminalidade dominaram a pauta de segurança pública. Houve consenso sobre a necessidade de realizar concursos públicos para ampliar as forças de segurança.

A violência contra a mulher teve destaque especial, impulsionada pelos altos índices de feminicídio em Rondônia. As propostas envolvem ampliação da Patrulha Maria da Penha e o uso de tecnologia, como sistemas digitais de emergência e monitoramento de agressores. A criação de abrigos e o fortalecimento das delegacias especializadas também foram defendidos por diversos candidatos.

O tema foi tratado tanto nas entrevistas quanto nos planos de governo analisados pelo g1. Leia mais: No 2º estado que mais mata mulher, quais são as propostas dos candidatos ao governo de RO contra o feminicídio?

Infraestrutura e agronegócio

Outro assunto recorrente foi a infraestrutura de transporte. Os candidatos discutiram a condição das rodovias, o custo logístico para a produção agrícola e o impacto dos pedágios na BR-364. Nos debates também apareceram propostas de expansão da malha rodoviária, pavimentação e melhoria da logística para o escoamento da produção agropecuária.

Impasse político nos debates

Paralelamente às propostas, a campanha foi marcada por um conflito jurídico e político envolvendo o PSB e o PT. A direção nacional do PSB destituiu o diretório estadual para cancelar candidaturas próprias e apoiar Expedito Netto (PT).

Samuel Costa (PSB), que havia sido lançado ao governo, recorreu à Justiça Eleitoral e conseguiu manter sua candidatura. O impasse foi levado aos debates televisivos. Costa acusou adversários de tentarem "puxar seu tapete". Netto rebateu afirmando que não lhe cabia explicar decisões internas de outro partido.

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