Segurança pública, descentralização da saúde e embates: como foi a campanha para o governo da Paraíba
Lucas Ribeiro (PP), Efraim Filho (PL) e Cícero Lucena (MDB), candidatos ao Governo da Paraíba Gustavo Demétrio/g1 Paraíba A campanha do primeiro turno das Eleições 2026 termina neste sábado (3). A disputa pelo governo da Paraíba foi marcada por discussões sobre temas centrais para a população como segurança pública e descentralização dos serviços de saúde. A campanha também embates acalorados e tr
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Lucas Ribeiro (PP), Efraim Filho (PL) e Cícero Lucena (MDB), candidatos ao Governo da Paraíba
Gustavo Demétrio/g1 Paraíba
A campanha do primeiro turno das Eleições 2026 termina neste sábado (3). A disputa pelo governo da Paraíba foi marcada por discussões sobre temas centrais para a população como segurança pública e descentralização dos serviços de saúde. A campanha também embates acalorados e trocas de acusações entre os principais candidatos, incluindo ações judiciais. Um dos candidatos ao governo, dos seis iniciais que registraram candidatura, Pedro Coutinho (DC), desistiu da disputa. Disputam o governo da Paraíba neste domingo os seguintes candidatos: Camilo Duarte (PCO) Cícero Lucena (MDB) Efraim Filho (PL)
Lucas Ribeiro (PP)
Yuri Ezequiel (UP)
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As propostas dos candidatos ao governo, no entanto, não foram os aspectos únicos da campanha, que foi marcada também por embates diretos entre os concorrentes, seja em debates, sabatinas ou durante comícios. O g1 separou as principais informações sobre como foi a campanha eleitoral ao governo da Paraíba, como quais problemas do estado foram mais abordados pelos candidatos; As propostas que ganharam mais espaço na campanha; O que ficou de fora ou teve menos espaço;, entre outros. Agora no g1
Temas mais abordados pelos candidatos
A saúde foi um tema de preocupação dos eleitores, apontado como um dos principais problemas do estado, e também um dos assuntos mais debatidos pelos candidatos ao governo da Paraíba. Um dos principais pontos tratados pelos nomes na disputa foi a descentralização dos serviços. Esse assunto apareceu nos planos de governo e também em declarações pública. Ao fala sobre saúde pública, Cícero Lucena (MDB) propôs a ampliação dos atendimentos oferecidos pelo Hospital Napoleão Laureano para o interior, bem como parceria com os municípios na atenção básica. Já Efraim Filho (PL), sugeriu o uso da telemedicina como caminho para atendimentos médicos à população, e implantar uma rede de urgências e emergências com cobertura no Sertão;
Lucas Ribeiro (PP) citou as obras no Hospital de Cajazeiras, que proporcionará aumento de leitos e UTIs no Sertão. Além disso, o candidato também relembrou a instalação, em andamento, de um acelerador linear para radioterapia no Hospital do Bem, em Patos.
A segurança foi outro tema presente em debates, entrevistas e planos de Governo. Os principais pontos falado pelos candidatos estão o salários dos policiais, o combate ao crime organizado, redes de monitoramento e funcionamento das delegacias no estado. Lucas Ribeiro e Cícero Lucena foram dois candidatos que focaram no reforço dos centros integrados de comando de controle (CICC) e no combate ao crime organizado. O candidato do MDB e Yuri Ezequiel (UP) falaram sobre a implantação das delegacias especializadas (DEAMs) 24h em todas as regiões.
Já Efraim Filho falou sobre o salário dos profissionais da segurança pública e o funcionamento das delegacias 24 horas.
Embates acalorados
Durante o período de campanha, os candidatos entraram em embates durantes os debates em veículos de imprensa da Paraíba. No primeiro confronto, Cícero Lucena, Efraim Filho e Lucas Ribeiro trocaram acusações e tiveram discussões em relação a obras estruturantes e segurança pública. Entre as farpas trocadas, o candidato do PP afirmou que marca de Cícero na Prefeitura de João Pessoa "é abandono" de obras e Lucena respondeu que serviços não foram abandonados. Ainda no mesmo debate, Lucas afirmou que Efraim é ligado a pessoas envolvidas em fraudes do INSS. Já o candidato do PL retrucou afirmando que pessoas ligadas à família do candidato além do presidente do partido dele são ligados a esquemas fraudulentos.
Durante participação no debate de outra emissora, Cícero e Lucas trocaram acusações envolvendo a atuação de facções criminosas no estado. Após citar investimentos na Polícia Civil, Lucas afirmou que o candidato do MDB teria permitido a contratação de pessoas ligadas a organizações criminosas na gestão da Capital. Cícero afirmou que facções não são um problema recente e que já vem de gestões anteriores. Já no último debate, realizado pela TV Cabo Branco, os candidatos do MDB e PL fizeram críticas a Lucas Ribeiro no que diz respeito à convocação de aprovados em concursos equanto governador. Cícero Lucena também falou sobre o embargo da Ponte do Futuro, após um trabalhador morrer e dois ficarem feridos. Já Lucas, fez críticas aos outros candidatos sobre a postura deles com a morte do trabalhador na obra.
Ações na Justiça Durante o período de campanha, o candidato Cícero Lucena entrou com ações no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) contra Lucas Ribeiro. Uma das Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), aponta suposto abuso de poder político e econômico e condutas vedadas ao "inchar" a folha de pessoal com servidores contratados no primeiro semestre do ano eleitoral. Foi pedido a inelegibilidade por oito anos de Lucas Ribeiro. A coordenação Jurídica da campanha do governador defendeu a "regularidade dos atos da gestão, sempre orientados pelo interesse público, pela responsabilidade administrativa e pelo estrito cumprimento da legislação".
Em ação mais recente, a campanha de Cícero entrou com ação para apurar uma suposta plataforma de “documentação de compra de votos” por parte da campanha do candidato Lucas Ribeiro.
O candidato Yuri Ezequiel também entrou com ação contra o governador sobre suposto uso da estrutura de escolas estaduais para fins eleitorais. A petição aponta possíveis casos de abuso de poder político e econômico, conduta vedada a agentes públicos e captação ilícita de votos.
O que ficou de fora
Entre as discussões que ficaram de fora, ou em segundo plano nas eleições estaduais para a Paraíba, estiveram assuntos relacionados à disputa presidencial. Os candidatos estaduais, nos debates e nas sabatinas, não deram maiores espaços para alinhar discursos com os candidatos em nível nacional. Os dois prinicpais candidatos à presidência, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), não fizeram campanha no estado, mesmo sendo apoiados diretamente por dois nomes da disputa no estado, respectivamente Lucas Ribeiro e Efraim Filho. Além disso, durante a campanha eleitoral houve também o desenrolar da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, no Caso Master e Daniel Vorcado, ex-dono do banco e preso por crimes de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa, fraude financeira, ameaças e invasão de sistemas cibernéticos. Esse tema não foi regularmente abordado pelos candidatos, apesar de citações esporádicas em relação ao caso. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba